Berliner Boersenzeitung - Corredor interoceânico do México, uma polêmica alternativa ao Canal do Panamá

EUR -
AED 4.208399
AFN 73.327206
ALL 95.443491
AMD 432.388906
ANG 2.050961
AOA 1050.638449
ARS 1597.797451
AUD 1.630475
AWG 2.062323
AZN 1.948746
BAM 1.943569
BBD 2.310976
BDT 140.793986
BGN 1.958415
BHD 0.432562
BIF 3402.832693
BMD 1.145735
BND 1.465078
BOB 7.928827
BRL 6.043409
BSD 1.147439
BTN 106.407664
BWP 15.559995
BYN 3.497248
BYR 22456.404302
BZD 2.307687
CAD 1.573484
CDF 2600.81847
CHF 0.90886
CLF 0.026568
CLP 1049.068969
CNY 7.874693
CNH 7.906797
COP 4247.239324
CRC 535.908827
CUC 1.145735
CUP 30.361975
CVE 111.193704
CZK 24.498161
DJF 203.619906
DKK 7.474663
DOP 68.80171
DZD 151.997717
EGP 59.857436
ERN 17.186024
ETB 179.880066
FJD 2.546109
FKP 0.858669
GBP 0.864004
GEL 3.110683
GGP 0.858669
GHS 12.494286
GIP 0.858669
GMD 84.784244
GNF 10059.552798
GTQ 8.789572
GYD 240.054674
HKD 8.981015
HNL 30.441679
HRK 7.536413
HTG 150.373205
HUF 394.577381
IDR 19518.396264
ILS 3.551836
IMP 0.858669
INR 107.268515
IQD 1500.912737
IRR 1506641.41082
ISK 143.228118
JEP 0.858669
JMD 180.166218
JOD 0.812301
JPY 183.136532
KES 148.430115
KGS 100.194954
KHR 4594.397018
KMF 490.374163
KPW 1031.136674
KRW 1732.202746
KWD 0.351394
KYD 0.956116
KZT 553.517402
LAK 24576.014094
LBP 102585.696896
LKR 357.291571
LRD 210.070484
LSL 19.270906
LTL 3.383057
LVL 0.693044
LYD 7.309401
MAD 10.739833
MDL 20.004714
MGA 4777.714338
MKD 61.657059
MMK 2406.161833
MNT 4091.535941
MOP 9.26322
MRU 45.966756
MUR 53.288063
MVR 17.712808
MWK 1988.995904
MXN 20.460073
MYR 4.486128
MZN 73.211959
NAD 19.270894
NGN 1553.616757
NIO 42.071856
NOK 11.006685
NPR 170.246753
NZD 1.975556
OMR 0.44053
PAB 1.147434
PEN 3.927008
PGK 4.929811
PHP 68.826542
PKR 320.007136
PLN 4.279378
PYG 7415.814625
QAR 4.175008
RON 5.09348
RSD 117.464137
RUB 96.10281
RWF 1671.627239
SAR 4.301874
SBD 9.217712
SCR 16.540068
SDG 688.586873
SEK 10.788429
SGD 1.470552
SHP 0.859598
SLE 28.242067
SLL 24025.500669
SOS 654.828588
SRD 42.821822
STD 23714.399477
STN 24.633301
SVC 10.039689
SYP 126.701966
SZL 19.270862
THB 37.545767
TJS 10.97467
TMT 4.010072
TND 3.342678
TOP 2.758654
TRY 50.684222
TTD 7.777783
TWD 36.700981
TZS 2983.184004
UAH 50.461567
UGX 4316.759367
USD 1.145735
UYU 46.46758
UZS 13949.322477
VES 516.660955
VND 30144.285571
VUV 137.021717
WST 3.1321
XAF 651.809663
XAG 0.015196
XAU 0.000238
XCD 3.096406
XCG 2.067914
XDR 0.809897
XOF 649.058144
XPF 119.331742
YER 273.343656
ZAR 19.46103
ZMK 10312.985183
ZMW 22.437917
ZWL 368.926175
Corredor interoceânico do México, uma polêmica alternativa ao Canal do Panamá
Corredor interoceânico do México, uma polêmica alternativa ao Canal do Panamá / foto: CLAUDIO CRUZ - AFP

Corredor interoceânico do México, uma polêmica alternativa ao Canal do Panamá

No Istmo de Tehuantepec, uma estreita faixa do território mexicano na qual 300 quilômetros separam o Oceano Pacífico do Atlântico, está sendo construído um corredor interoceânico como alternativa ao Canal do Panamá, o que gera expectativas econômicas, mas também suscita polêmicas.

Tamanho do texto:

A obra, que promete complementar o Canal do Panamá, ocorre diante da popularidade do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, cujo governo investiu US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões, na cotação atual) em trens de carga e turismo para ligar dois portos que foram reformados.

De acordo com o Executivo, o corredor poderia somar entre três e cinco pontos percentuais ao PIB mexicano.

No entanto, o projeto é desenvolvido em uma região com numerosos povos indígenas e vasta riqueza cultural. As opiniões estão divididas entre os que esperam que a obra atraia investimentos e aumente o consumo e os que acreditam que ela facilitará as atividades do crime organizado, além de gerar um grave impacto social e ambiental.

"É um projeto magnífico!", disse Angélica González, uma artesã de 42 anos de Ciudad Ixtepec (Oaxaca, sul), uma das paradas do trem que liga os portos de Salina Cruz, no Pacífico, ao de Coatzacoalcos, na costa atlântica (Veracruz, leste).

- O negócio -

Embora o turismo gere expectativas, o projeto é logístico e comercial.

O Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec (CIIT, na sigla em Espanhol) espera movimentar 300 mil contêineres com cargas em 2028, de acordo com dados oficiais, e aumentará para 1,4 milhão — uma média de cerca de 33 milhões de toneladas de carga, segundo estimativas da AFP — quando alcançar total capacidade operacional em 2033.

Em 2022, o Canal do Panamá, que foi muito afetado por uma seca, registrou o trânsito de 63,2 milhões de toneladas de carga em contêineres, segundo sua administração. Estima-se que isto represente quase 3% do comércio mundial, de acordo com a mesma fonte.

Para Adiel Estrada, coordenador de operações do CIIT — que será administrado pela Marinha mexicana —, a "espinha dorsal do corredor" é que "se complementa ao Canal do Panamá".

Com a licitação dos cinco primeiros parques industriais do corredor, o governo espera atrair US$ 7 bilhões (R$ 34,4 bilhões) em investimentos.

- Preocupação -

As obras têm caráter monumental, como a de ampliação do porto da cidade de Salina Cruz, cujo novo quebra-mar já ganhou 1.000 metros em direção ao mar e se estenderá até 1.600m, necessitando 5,5 milhões de toneladas de pedra.

Elas também funcionarão como novas rotas migratórias, como em Ciudad Hidalgo, na fronteira com a Guatemala, por onde chegam migrantes sem documentos e onde se conectará ao CIIT com o trem que chegará a Ixtepec. Outro ramal o ligará ao turístico Trem Maia, também obra de López Obrador.

Mas para Juana Ramírez, ativista da organização indígena UCIZONI, o projeto é problemático.

"Como vai ficar o istmo? Contaminado, com poucas espécies animais e vegetais e uma violência crescente", prevê esta indígena da etnia Mixe, do município de San Juan Guichicovi.

A UCIZONI afirma que a rota não cumpriu as normas internacionais sobre a consulta aos indígenas que vivem na região, além de ter apresentado estudos ambientais frágeis e deslocado comunidades nativas.

Em julho, a ONG Centro Mexicano de Direito Ambiental (CEMDA, na sigla em espanhol) relatou 21 casos de intimidação, 11 de violência física e três homicídios contra defensores do território entre outubro de 2022 e julho de 2023, todos ligados à CIIT. A maioria das vítimas eram indígenas.

(L.Kaufmann--BBZ)