Berliner Boersenzeitung - Mais de 20 países assinam na Costa Rica 'declaração de paz ao oceano'

EUR -
AED 4.320284
AFN 74.695661
ALL 95.423777
AMD 434.198147
ANG 2.105598
AOA 1079.923359
ARS 1638.385826
AUD 1.623709
AWG 2.117498
AZN 1.995011
BAM 1.952203
BBD 2.370023
BDT 144.652863
BGN 1.962334
BHD 0.444679
BIF 3505.526187
BMD 1.176388
BND 1.489749
BOB 8.130984
BRL 5.771943
BSD 1.176727
BTN 111.33639
BWP 15.745921
BYN 3.323063
BYR 23057.195242
BZD 2.366629
CAD 1.599805
CDF 2723.337207
CHF 0.916217
CLF 0.026913
CLP 1059.207736
CNY 8.035138
CNH 8.013351
COP 4371.655982
CRC 536.908467
CUC 1.176388
CUP 31.174269
CVE 110.062211
CZK 24.336693
DJF 209.543027
DKK 7.473
DOP 70.099223
DZD 155.561424
EGP 61.881181
ERN 17.645813
ETB 183.736386
FJD 2.568644
FKP 0.866553
GBP 0.863698
GEL 3.164322
GGP 0.866553
GHS 13.238552
GIP 0.866553
GMD 85.876577
GNF 10327.926954
GTQ 8.982412
GYD 246.145432
HKD 9.217684
HNL 31.283361
HRK 7.531818
HTG 153.980767
HUF 359.295215
IDR 20405.794248
ILS 3.420988
IMP 0.866553
INR 111.142756
IQD 1541.304665
IRR 1548125.965862
ISK 143.613165
JEP 0.866553
JMD 185.409959
JOD 0.834121
JPY 183.714671
KES 152.04785
KGS 102.840378
KHR 4716.290215
KMF 494.677678
KPW 1058.752873
KRW 1701.445038
KWD 0.362257
KYD 0.980589
KZT 544.903702
LAK 25849.263006
LBP 105375.897599
LKR 376.704323
LRD 215.93123
LSL 19.181477
LTL 3.473566
LVL 0.711586
LYD 7.44834
MAD 10.804393
MDL 20.227645
MGA 4902.94551
MKD 61.522691
MMK 2469.883514
MNT 4211.055
MOP 9.497161
MRU 46.965267
MUR 55.031682
MVR 18.181029
MWK 2040.431843
MXN 20.309895
MYR 4.617331
MZN 75.174346
NAD 19.181558
NGN 1601.227994
NIO 43.300036
NOK 10.900289
NPR 178.138025
NZD 1.971637
OMR 0.452296
PAB 1.176727
PEN 4.105019
PGK 5.116573
PHP 71.462001
PKR 327.865516
PLN 4.232589
PYG 7201.73085
QAR 4.289796
RON 5.258809
RSD 117.395268
RUB 88.052219
RWF 1720.722265
SAR 4.413598
SBD 9.449048
SCR 16.218274
SDG 706.423089
SEK 10.833587
SGD 1.491779
SHP 0.878292
SLE 28.968595
SLL 24668.25343
SOS 672.458141
SRD 44.087443
STD 24348.846389
STN 24.454838
SVC 10.295986
SYP 130.818641
SZL 19.175588
THB 37.872621
TJS 10.996492
TMT 4.123238
TND 3.419001
TOP 2.832459
TRY 53.199541
TTD 7.974274
TWD 36.98503
TZS 3053.823167
UAH 51.593117
UGX 4424.828471
USD 1.176388
UYU 47.282882
UZS 14208.760045
VES 580.540132
VND 30968.401263
VUV 139.108325
WST 3.202815
XAF 654.747848
XAG 0.015343
XAU 0.000251
XCD 3.179246
XCG 2.120783
XDR 0.81927
XOF 654.750626
XPF 119.331742
YER 280.680944
ZAR 19.30199
ZMK 10588.909093
ZMW 22.269873
ZWL 378.796299
Mais de 20 países assinam na Costa Rica 'declaração de paz ao oceano'
Mais de 20 países assinam na Costa Rica 'declaração de paz ao oceano' / foto: ERNESTO BENAVIDES - AFP

Mais de 20 países assinam na Costa Rica 'declaração de paz ao oceano'

Ao menos 26 países assinaram neste sábado (8) uma "declaração de paz ao oceano" ao fim de um fórum sobre a proteção marinha realizado na Costa Rica, o "Immersed in Change" (Imersos na Mudança), como preparação para uma reunião crucial da ONU na França em 2025.

Tamanho do texto:

Entre os signatários estão Alemanha, Espanha, França, Suécia, Canadá, Colômbia, Chile, Israel, Coreia do Sul e a própria Costa Rica.

Após dois dias de debates, chamados à ação, apresentação de iniciativas bem-sucedidas e compartilhamento de conhecimentos em San José, as delegações de 50 países participantes pediram a tomada de medidas para melhorar a debilitada saúde dos oceanos.

"Estamos comprometidos em ampliar as ações transformadoras do oceano, para apoiar economias positivas para a natureza, baseadas na melhor ciência e informação científica disponíveis, no conhecimento tradicional e na inovação", estipula o documento.

Esta iniciativa da Costa Rica, que não é vinculante, é um texto base para continuar as conversas e compromissos na III Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano (Unoc), prevista para junho de 2025 na cidade francesa de Nice e organizada por França e Costa Rica.

"O oceano já não pode suportar mais nosso maltrato e indiferença. Por isso, na Costa Rica decidimos que já é hora de declararmos a paz a ele", indicou o chanceler do país centro-americano, Arnoldo André, durante o evento.

O secretário-geral adjunto de Assuntos Sociais da ONU, Li Junhua, concordou com o ministro costarriquenho sobre a necessidade de agir sem demora: "Proteger o oceano e usar sustentavelmente os recursos marinhos não é uma opção, mas um imperativo".

Foram discutidos neste fórum temas de governança, aquecimento global, pesca e biodiversidade marinha para ajudar na tomada de decisões na França.

- Ratificar acordos -

Um dos principais apelos foi pela ratificação do Tratado de Proteção do Alto-Mar, assinado em 2023 por mais de 70 países, um acordo vinculante para proteger o oceano além das zonas econômicas exclusivas (ZEE) dos Estados, a cerca de 200 milhas náuticas (370 km) das costas.

Atualmente, apenas cerca de 1% do alto-mar está sob medidas de conservação, e a principal ferramenta do tratado é a criação de zonas marinhas protegidas nessas águas.

A declaração final também aponta para a "implementação efetiva do Marco Global de Biodiversidade Kunming-Montreal para a conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade e mobilização de recursos".

Este tratado foi adotado em 2023 após a conferência ambiental COP15 realizada em Montreal, no Canadá, em 2022, e busca salvaguardar e utilizar de maneira sustentável a biodiversidade em busca de cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Acordo de Paris em 2015, que devem ser atingidos até 2030.

- Saúde oceânica -

"Não há planeta saudável sem um oceano saudável, e a saúde atual dos oceanos está piorando", advertiu o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Oceano, Peter Thomson, durante o fórum.

Uma ideia que está rubricada na declaração de paz para o oceano, onde as autoridades se comprometeram a contribuir "para o objetivo global de proteção ou conservação de pelo menos 30% das áreas marinhas e costeiras até 2030".

"Se queremos chegar à França com o dever de casa feito, é neste fim de semana na Costa Rica que devemos passar das palavras à ação", disse à AFP a bióloga marinha Pilar Marcos, responsável de Oceanos do Greenpeace Internacional.

- Política e ciência -

Poluição plástica, contaminação da água, pesca não sustentável, acidificação do mar, aquecimento global e mineração nas profundezas são as principais preocupações dos cientistas.

Por isso, e com a ideia de melhorar a tomada de decisões, a ciência e a política devem convergir na tarefa de recuperar o oceano, segundo os especialistas.

A diretora de Assuntos Marítimos e Pesca da Comissão Europeia, Charlina Vitcheva, disse à AFP que "é absolutamente essencial" apoiar-se na ciência para elaborar "políticas robustas" que condizem com a realidade da situação oceânica.

A declaração final na Costa Rica contempla "apoiar e promover os esforços para fortalecer a interface entre ciências oceânicas e políticas".

- Aquicultura e pesca -

Durante as sessões do fórum "Immersed in Change", a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou um relatório mundial que revelou que, pela primeira vez, a criação de animais aquáticos superou em produção a pesca de captura.

"Os alimentos aquáticos têm um papel fundamental" na luta contra a fome e a pobreza no mundo, disse à AFP Manuel Barange, diretor da divisão de Pesca e Aquicultura da FAO.

Barange acrescentou que em 10 ou 20 anos "comeremos ainda mais peixe, mas esse peixe, a maioria, virá da aquicultura e não da pesca".

(P.Werner--BBZ)