Berliner Boersenzeitung - Nações mais vulneráveis à mudança climática protestam na COP29 e pedem mais dinheiro

EUR -
AED 4.368331
AFN 78.504542
ALL 96.777801
AMD 449.404803
ANG 2.129248
AOA 1090.744922
ARS 1710.125687
AUD 1.715529
AWG 2.141047
AZN 2.02164
BAM 1.958436
BBD 2.391068
BDT 145.265496
BGN 1.997562
BHD 0.448432
BIF 3498.561256
BMD 1.189471
BND 1.506577
BOB 8.221064
BRL 6.273982
BSD 1.187168
BTN 107.887193
BWP 15.624568
BYN 3.385227
BYR 23313.627183
BZD 2.387663
CAD 1.630285
CDF 2622.783306
CHF 0.92093
CLF 0.026091
CLP 1029.784301
CNY 8.271996
CNH 8.267339
COP 4388.849791
CRC 587.470855
CUC 1.189471
CUP 31.520976
CVE 110.413593
CZK 24.261814
DJF 211.41007
DKK 7.467492
DOP 74.337543
DZD 153.628484
EGP 55.941647
ERN 17.842062
ETB 184.546163
FJD 2.628139
FKP 0.868481
GBP 0.867541
GEL 3.199886
GGP 0.868481
GHS 12.946423
GIP 0.868481
GMD 87.434955
GNF 10398.644674
GTQ 9.111262
GYD 248.384272
HKD 9.278639
HNL 31.485496
HRK 7.538384
HTG 155.582841
HUF 381.740417
IDR 19901.927634
ILS 3.69333
IMP 0.868481
INR 109.057794
IQD 1558.206715
IRR 50106.45657
ISK 145.198734
JEP 0.868481
JMD 186.87521
JOD 0.843365
JPY 182.814507
KES 153.442216
KGS 104.018
KHR 4793.567466
KMF 496.611855
KPW 1070.546787
KRW 1716.144602
KWD 0.364704
KYD 0.989331
KZT 596.522793
LAK 25612.25332
LBP 101759.225276
LKR 367.56157
LRD 219.635583
LSL 19.061283
LTL 3.512198
LVL 0.719499
LYD 7.496932
MAD 10.856893
MDL 20.027785
MGA 5358.565244
MKD 61.625714
MMK 2497.947354
MNT 4240.623218
MOP 9.535032
MRU 47.461304
MUR 54.145151
MVR 18.388851
MWK 2061.353348
MXN 20.619547
MYR 4.701383
MZN 75.828729
NAD 19.061251
NGN 1677.890894
NIO 43.648383
NOK 11.589353
NPR 172.613496
NZD 1.987968
OMR 0.457351
PAB 1.187198
PEN 3.98651
PGK 5.15176
PHP 70.259635
PKR 332.436604
PLN 4.202567
PYG 7978.569766
QAR 4.331279
RON 5.095338
RSD 117.411466
RUB 90.844304
RWF 1728.301036
SAR 4.460484
SBD 9.612075
SCR 16.545507
SDG 715.469085
SEK 10.603871
SGD 1.506477
SHP 0.892411
SLE 29.011581
SLL 24942.606537
SOS 677.28871
SRD 45.348593
STD 24619.643503
STN 24.562571
SVC 10.38798
SYP 13155.041117
SZL 19.055345
THB 36.942552
TJS 11.082701
TMT 4.175042
TND 3.402184
TOP 2.86396
TRY 51.626955
TTD 8.067858
TWD 37.388652
TZS 3038.472124
UAH 51.18269
UGX 4208.663966
USD 1.189471
UYU 44.550142
UZS 14410.438518
VES 426.082277
VND 31085.629225
VUV 142.435928
WST 3.246414
XAF 656.82438
XAG 0.010627
XAU 0.000234
XCD 3.214604
XCG 2.139579
XDR 0.816875
XOF 657.183789
XPF 119.331742
YER 281.667624
ZAR 19.078757
ZMK 10706.598345
ZMW 23.179708
ZWL 383.009104
Nações mais vulneráveis à mudança climática protestam na COP29 e pedem mais dinheiro
Nações mais vulneráveis à mudança climática protestam na COP29 e pedem mais dinheiro / foto: Alexander Nemenov - AFP

Nações mais vulneráveis à mudança climática protestam na COP29 e pedem mais dinheiro

As delegações de pequenos Estados insulares e países em desenvolvimento se retiraram, neste sábado (23), de uma reunião com a presidência azeri da COP29 em Baku, onde o tempo se esgota para determinar o financiamento que os países ricos devem fornecer para enfrentar o aquecimento global.

Tamanho do texto:

"Saímos (...). Consideramos que não fomos ouvidos", declarou Cedric Schuster, enviado de Samoa em nome da aliança dos pequenos Estados insulares (Aosis).

A aliança destacou, em comunicado, que "continua comprometida" com o processo de negociação, embora tenha denunciado que os seus "pedidos principais foram ignorados" nesta conferência da ONU sobre o clima, que entrou oficialmente em prorrogação na sexta-feira.

O principal obstáculo reside no grau de compromisso que os países ricos, historicamente os mais poluentes e, portanto, os maiores responsáveis pela mudança climática, estão dispostos a assumir.

Por enquanto, todas as partes continuam negociando.

"Há muito trabalho a fazer, mas não podemos sair de Baku sem uma decisão", declarou o negociador-chefe do Panamá, Juan Carlos Monterrey.

"O Panamá e outras nações latino-americanas progressistas tentam não apenas construir pontes, mas também pedir às pessoas que as atravessem para chegar a um acordo", acrescentou.

A conferência estava prevista para terminar na tarde de sexta-feira. Porém, na ausência de consenso, as negociações prosseguiram no estádio da capital do Azerbaijão, onde os funcionários já começaram a retirar os móveis e as decorações.

A presidência do Azerbaijão finaliza uma proposta de acordo final que deve ser submetida para aprovação aos quase 200 países da COP.

As partes nas negociações tentam estabelecer como financiar a ajuda climática aos países em desenvolvimento para construir centrais solares, investir na irrigação e proteger as cidades contra inundações.

- "Não é suficiente" -

Os países mais pobres também exigem que 30% do financiamento climático lhes seja atribuído.

Isso também seria um ponto de discórdia: "há muita resistência por parte de outros países em desenvolvimento", disse Kevin Conrad, da Coalition for Rainforest Nations.

Pela manhã, a União Europeia propôs aumentar a contribuição dos países ricos para 300 bilhões de dólares (1,7 trilhão de reais) anuais, depois de na véspera a presidência do Azerbaijão ter apresentado uma proposta de acordo que incluía uma contribuição de 250 bilhões de dólares (1,4 trilhão de reais) anuais, algo que os países do Sul Global consideraram "inaceitável."

Na sexta-feira, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, já havia exigido esse valor.

Os países em desenvolvimento calculam que, com a inflação, o esforço financeiro real dos países que prestam esta ajuda (os europeus, os Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, Nova Zelândia) seria muito menor, ainda mais com os esforços já previstos por bancos multilaterais de desenvolvimento.

"Há um grande problema com os 300 bilhões [de dólares] porque não são suficientes para cobrir todas as necessidades", disse o panamenho Monterrey, indicando que "o mundo em desenvolvimento fez uma contraproposta: 500 bilhões (2,9 trilhões de reais) para 2030".

A ministra colombiana do Meio Ambiente, Susana Muhamad, encorajou "o norte a redobrar" a sua proposta.

O projeto de acordo estabelece separadamente o ambicioso objetivo de obter um total de 1,3 trilhão de dólares (7,5 trilhões de reais) por ano até 2035 para os países em desenvolvimento, o que incluiria a contribuição dos países ricos e outras fontes de financiamento, tais como fundos privados ou novas taxas.

- "Jogo de poder" -

Paralelamente, os países ricos negociam medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mas enfrentam oposição dos produtores de petróleo, como a Arábia Saudita. O grupo de Estados árabes alertou que rejeitará qualquer texto "que aponte contra as energias fósseis".

"Estamos em meio a um jogo de poder geopolítico entre alguns Estados produtores de combustíveis fósseis", denunciou a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock.

Pela manhã, mais de 350 ONGs instaram os países em desenvolvimento e a China a abandonarem a conferência, considerando que é melhor não ter acordo do que ter um mau acordo.

"Aceitar um acordo fraco agora perpetuaria a desigualdade e os forçaria a cumprir compromissos sem receber apoio equivalente. A retirada envia uma mensagem clara de firmeza", disse Óscar Soria, ativista ambiental argentino e diretor da Common Initiative.

No entanto, "a solução tem que sair agora, esta é uma questão que já está adiada há vários anos, este é o momento", apelou o negociador-chefe da Bolívia, Diego Pacheco.

(Y.Yildiz--BBZ)