Berliner Boersenzeitung - Sánchez consegue apoio polêmico de Puigdemont para permanecer no poder na Espanha

EUR -
AED 4.18819
AFN 72.986681
ALL 94.093169
AMD 419.336766
ANG 2.041812
AOA 1046.33874
ARS 1689.237159
AUD 1.659493
AWG 2.052756
AZN 1.94463
BAM 1.95365
BBD 2.294415
BDT 140.405512
BGN 1.928314
BHD 0.429516
BIF 3389.081848
BMD 1.14042
BND 1.47354
BOB 7.889319
BRL 5.917526
BSD 1.139217
BTN 107.645086
BWP 15.481423
BYN 3.303807
BYR 22352.23589
BZD 2.291119
CAD 1.622653
CDF 2594.455617
CHF 0.922304
CLF 0.026717
CLP 1051.512997
CNY 7.747957
CNH 7.749845
COP 3928.462479
CRC 516.717864
CUC 1.14042
CUP 30.221135
CVE 110.143809
CZK 24.253544
DJF 202.861456
DKK 7.474285
DOP 67.74368
DZD 152.01573
EGP 56.112895
ERN 17.106303
ETB 183.659588
FJD 2.566291
FKP 0.864276
GBP 0.861456
GEL 3.01051
GGP 0.864276
GHS 12.884823
GIP 0.864276
GMD 83.816709
GNF 9987.098794
GTQ 8.691399
GYD 238.297802
HKD 8.944589
HNL 30.487722
HRK 7.533841
HTG 148.893562
HUF 354.549819
IDR 20408.959872
ILS 3.407063
IMP 0.864276
INR 107.959005
IQD 1492.351426
IRR 1569218.193112
ISK 143.989507
JEP 0.864276
JMD 179.376341
JOD 0.808589
JPY 184.93172
KES 147.661924
KGS 99.729769
KHR 4580.879333
KMF 492.661826
KPW 1026.378578
KRW 1765.353362
KWD 0.353142
KYD 0.949347
KZT 553.126546
LAK 25550.215035
LBP 102013.471253
LKR 383.048456
LRD 207.330965
LSL 18.717313
LTL 3.367364
LVL 0.689829
LYD 7.318755
MAD 10.675554
MDL 20.135315
MGA 4847.708586
MKD 61.633119
MMK 2394.482869
MNT 4082.621573
MOP 9.202834
MRU 45.464779
MUR 53.87344
MVR 17.631033
MWK 1975.443746
MXN 19.951315
MYR 4.635352
MZN 72.815319
NAD 18.717313
NGN 1574.15682
NIO 41.924238
NOK 11.340258
NPR 172.227967
NZD 2.019211
OMR 0.438486
PAB 1.139246
PEN 3.890319
PGK 5.001563
PHP 69.920269
PKR 316.774443
PLN 4.289009
PYG 6937.184543
QAR 4.152613
RON 5.24217
RSD 117.382277
RUB 87.817385
RWF 1672.301315
SAR 4.279379
SBD 9.197535
SCR 15.304587
SDG 684.834289
SEK 11.091419
SGD 1.475214
SHP 0.851439
SLE 28.279206
SLL 23914.045531
SOS 651.060804
SRD 42.759486
STD 23604.395609
STN 24.473394
SVC 9.967945
SYP 126.053037
SZL 18.712754
THB 37.921829
TJS 10.560434
TMT 4.002875
TND 3.374372
TOP 2.745859
TRY 53.204252
TTD 7.744275
TWD 36.363447
TZS 2993.60643
UAH 51.128392
UGX 4175.405811
USD 1.14042
UYU 45.839764
UZS 13729.832902
VES 709.619078
VND 30002.744791
VUV 135.91446
WST 3.171375
XAF 655.241785
XAG 0.019835
XAU 0.000287
XCD 3.082043
XCG 2.053123
XDR 0.814911
XOF 655.218828
XPF 119.331742
YER 272.101636
ZAR 18.764075
ZMK 10265.153548
ZMW 20.624764
ZWL 367.214839
Sánchez consegue apoio polêmico de Puigdemont para permanecer no poder na Espanha
Sánchez consegue apoio polêmico de Puigdemont para permanecer no poder na Espanha / foto: John Thys - AFP/Arquivos

Sánchez consegue apoio polêmico de Puigdemont para permanecer no poder na Espanha

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, obteve nesta quinta-feira (9) o apoio do partido do separatista catalão Carles Puigdemont, indispensável para voltar a tomar posse como chefe de Governo, em troca de uma polêmica lei de anistia que provoca tensão no país.

Tamanho do texto:

Após semanas de intensas negociações, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Sánchez e a legenda de Puigdemont (Junts per Catalunya) assinaram um acordo na manhã desta quinta-feira em Bruxelas, para onde o líder independentista fugiu depois do fracasso da tentativa de secessão da Catalunha em 2017, para evitar a Justiça espanhola.

"O acordo não é (apenas) um acordo de posse", com o objetivo de que os sete deputados do Junts deem os votos indispensáveis para que Sánchez consiga ser designado novamente pelo Parlamento, afirmou Santos Cerdán, dirigente do Partido Socialista espanhol que negociou com Puigdemont.

"É um acordo legislativo, com o objetivo de assegurar a estabilidade (do governo) durante a legislatura de quatro anos", acrescentou.

Em troca do apoio do Junts, que havia optado nos últimos anos por uma oposição frontal a Sánchez, o socialista aceitou a exigência do partido de promover uma lei de anistia para os líderes e militantes separatistas processados pela Justiça espanhola, principalmente por seu envolvimento na tentativa de secessão da Catalunha em 2017.

A anistia, que abrirá "uma nova etapa" e deve permitir o retorno de Puigdemont à Espanha, deve envolver os eventos ocorridos desde 2012, ano do início da escalada separatista na Catalunha, explicou Cerdán.

Apoiada pela extrema esquerda e pelos partidos bascos, a lei da anistia deve ser aprovada pelo Parlamento depois que Sánchez for empossado pelos deputados, o que deve acontecer na próxima semana.

- Aposta arriscada -

Graças ao acordo com o Junts, Sánchez parece muito próximo de conseguir um novo mandato depois de contrariar as pesquisas, que projetavam sua derrota definitiva nas eleições legislativas de 23 de julho, celebradas apenas dois meses após os péssimos resultados da esquerda nas eleições locais.

No poder desde 2018, Sánchez resistiu melhor do que o esperado contra o seu rival conservador Alberto Núñez Feijóo, cujo Partido Popular (PP, direita) foi o mais votado nas eleições, mas não conseguiu, posteriormente, apoio suficiente de outras legendas para ter o nome aprovado no Parlamento.

Apoiado no Parlamento por uma parte dos independentistas há cinco anos, Sánchez já perdoou em 2021 os nove líderes separatistas condenados à prisão por envolvimento na tentativa separatista e, no ano seguinte, o Parlamento aprovou a reforma do Código Penal para eliminar o crime de sedição pelo qual haviam sido condenados.

Mas uma nova concessão aos independentistas elevou a tensão no país.

A direita e a extrema direita acusam o socialista, que já foi contrário à ideia de anistia, de estar disposto a qualquer coisa para permanecer no poder.

Várias manifestações foram convocadas para protestar contra a medida. Os protestos mais recentes da extrema direita diante da sede do Partido Socialista em Madri terminaram em confrontos com a polícia.

Organizações próximas ao partido de extrema direita Vox convocaram um novo protesto para a noite de quinta-feira, contra o que chamam de "golpe de Estado".

Já o Partido Popular convocou os simpatizantes para um protesto contra a medida no domingo em todas as capitais de províncias. Uma grande manifestação está programada para sábado em Madri.

"Estamos diante de um acordo vergonhoso, com o qual Sánchez vai humilhar a Espanha, ao apoiar um foragido da Justiça", criticou o número dois do PP, Cuca Gamarra, em referência a Carles Puigdemont.

Figura em ascensão da direita, a presidente da região de Madri, Isabel Díaz Ayuso, acusou o primeiro-ministro de estar implementando uma "ditadura".

Além da oposição de direita e do setor conservador do Judiciário, que considera a anistia uma grave ameaça ao Estado de direito, Sánchez enfrenta as críticas de alguns líderes mais moderados de seu partido.

(F.Schuster--BBZ)