Berliner Boersenzeitung - Sánchez defende anistia na Catalunha, crucial para obter novo mandato na Espanha

EUR -
AED 4.235181
AFN 72.652685
ALL 96.063881
AMD 433.704627
ANG 2.064353
AOA 1057.499887
ARS 1610.206312
AUD 1.624146
AWG 2.07579
AZN 1.96188
BAM 1.95537
BBD 2.316929
BDT 141.168957
BGN 1.971203
BHD 0.435402
BIF 3416.033994
BMD 1.153216
BND 1.47017
BOB 7.950252
BRL 5.990977
BSD 1.150367
BTN 106.247636
BWP 15.633122
BYN 3.450956
BYR 22603.041528
BZD 2.313921
CAD 1.579734
CDF 2612.035303
CHF 0.905875
CLF 0.026502
CLP 1046.440069
CNY 7.942028
CNH 7.93722
COP 4267.604159
CRC 539.286086
CUC 1.153216
CUP 30.560235
CVE 110.240758
CZK 24.440233
DJF 204.842982
DKK 7.472479
DOP 70.225166
DZD 152.359466
EGP 60.255785
ERN 17.298246
ETB 179.61526
FJD 2.546936
FKP 0.867021
GBP 0.863736
GEL 3.124951
GGP 0.867021
GHS 12.535243
GIP 0.867021
GMD 84.758236
GNF 10082.739062
GTQ 8.813062
GYD 240.707068
HKD 9.039458
HNL 30.451568
HRK 7.533156
HTG 150.916159
HUF 388.682936
IDR 19557.397004
ILS 3.574336
IMP 0.867021
INR 106.538457
IQD 1507.162036
IRR 1515326.355866
ISK 143.598865
JEP 0.867021
JMD 180.991769
JOD 0.817659
JPY 183.28126
KES 149.236476
KGS 100.848857
KHR 4616.964699
KMF 492.423264
KPW 1037.945396
KRW 1714.158155
KWD 0.353669
KYD 0.958785
KZT 554.36569
LAK 24689.463672
LBP 103028.590428
LKR 358.27966
LRD 210.543701
LSL 19.247284
LTL 3.405149
LVL 0.697569
LYD 7.364231
MAD 10.788828
MDL 20.070499
MGA 4789.199319
MKD 61.626525
MMK 2421.931154
MNT 4122.169257
MOP 9.286618
MRU 45.767333
MUR 53.762617
MVR 17.817532
MWK 1994.978598
MXN 20.357556
MYR 4.510246
MZN 73.701863
NAD 19.247284
NGN 1565.180636
NIO 42.340506
NOK 11.050817
NPR 169.998091
NZD 1.970189
OMR 0.443409
PAB 1.150547
PEN 3.932435
PGK 4.963908
PHP 68.738037
PKR 321.172143
PLN 4.261538
PYG 7457.196184
QAR 4.194778
RON 5.092836
RSD 117.427402
RUB 94.997468
RWF 1682.644573
SAR 4.329805
SBD 9.277836
SCR 15.960176
SDG 693.082886
SEK 10.703118
SGD 1.472432
SHP 0.865211
SLE 28.371698
SLL 24182.383878
SOS 656.361356
SRD 43.389742
STD 23869.251239
STN 24.494614
SVC 10.066743
SYP 127.863901
SZL 19.247763
THB 37.237966
TJS 11.027675
TMT 4.04779
TND 3.391554
TOP 2.776668
TRY 50.982781
TTD 7.80625
TWD 36.746662
TZS 3008.429877
UAH 50.542597
UGX 4343.044952
USD 1.153216
UYU 46.769715
UZS 13961.869212
VES 516.419716
VND 30326.131789
VUV 137.909859
WST 3.176199
XAF 655.818471
XAG 0.014671
XAU 0.000231
XCD 3.116625
XCG 2.073535
XDR 0.815493
XOF 655.710461
XPF 119.331742
YER 275.099806
ZAR 19.241988
ZMK 10380.331955
ZMW 22.441357
ZWL 371.335212
Sánchez defende anistia na Catalunha, crucial para obter novo mandato na Espanha
Sánchez defende anistia na Catalunha, crucial para obter novo mandato na Espanha / foto: Javier Soriano - AFP/Arquivos

Sánchez defende anistia na Catalunha, crucial para obter novo mandato na Espanha

O socialista Pedro Sánchez defendeu, nesta quarta-feira (15), a anistia acordada com os separatistas catalães em troca de seu apoio para tomar posse para mais um mandato como primeiro-ministro da Espanha.

Tamanho do texto:

"Priorizamos o reencontro à vingança. Em suma, a unidade à fratura", disse o líder socialista, no poder desde 2018, durante um discurso no Congresso dos Deputados.

A futura lei de anistia, que pretende virar a página da tentativa de secessão da Catalunha em 2017, "beneficiará muitas pessoas, líderes políticos, cujas ideias não compartilho e cujas ações rejeito", admitiu Sánchez.

Mas é "necessária" para fechar as feridas abertas por essa "crise política, da qual ninguém pode se orgulhar", continuou diante dos deputados, ressaltando que pretende garantir "a unidade da Espanha pela via do diálogo e do perdão".

Durante seu discurso, que durou uma hora e 45 minutos, o socialista defendeu a constitucionalidade da medida, à qual se opunha no passado, e pediu à oposição de direita - que, no último domingo, mobilizou centenas de milhares de pessoas contra ela - que mostre "responsabilidade".

"O problema do Partido Popular" (PP, direita) e do Vox (extrema direita) "não é a anistia para os dirigentes do 'procés', o problema (...) é que não aceitam o resultado eleitoral" de 23 de julho, afirmou Sánchez, cuja votação de posse está marcada para quinta-feira.

- Maioria absoluta -

Sánchez, que ficou em segundo lugar, atrás do conservador Alberto Núñez Feijóo, nas eleições legislativas de julho, tem agora o apoio necessário para continuar no poder. Ao contrário do líder da direita, que não conseguiu os votos para ser empossado, o líder socialista, conhecido por sua capacidade de sobrevivência política, obteve o apoio de vários partidos nas últimas semanas.

Sánchez continua a contar com os votos da esquerda radical, com a qual governa há três anos, depois de se comprometer a aumentar novamente o salário mínimo e a reduzir a duração da semana de trabalho de 40 para 37,5 horas.

O socialista de 51 anos também ganhou o apoio dos partidos bascos PNV e Bildu, assim como dos grupos separatistas catalães, Juntos pela Catalunha (Junts), partido de Carles Puigdemont, e da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC).

Ele tem garantidos 179 votos a favor do total de 350 deputados do Congresso, três acima da maioria absoluta necessária para tomar posse.

Exigida, entre outros, por Puigdemont, que fugiu para a Bélgica em 2017 para escapar da Justiça espanhola, a medida da anistia despertou uma forte divisão na sociedade e levanta dúvidas sobre a capacidade de Sánchez governar com tranquilidade.

- Vox compara Sánchez a Hitler ou Chávez -

Nos últimos dez dias foram organizadas manifestações diárias lideradas pela extrema direita diante da sede do Partido Socialista, em Madri, atos que, por vezes, resultaram em episódios de violência.

O PP e o Vox, que têm convocado uma "resistência" ao novo governo, pretendem multiplicar os recursos judiciais contra a anistia.

"Querem uma Espanha resignada e silenciosa, mas não vão conseguir", prometeu o líder conservador Núñez Feijóo em seu discurso na sessão de investidura, prevendo que "a anistia não vai melhorar a convivência".

Feijóo acusou Sánchez de "corrupção política", porque, argumentou, "tomar decisões contra o interesse geral em troca de benefícios pessoais não tem outro nome".

O líder do partido de extrema direita Vox, Santiago Abascal, acusou Sánchez de dar "um golpe de Estado" e comparou-o a Hitler, ou aos presidentes venezuelanos Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

"Vão disfarçar esse golpe com a roupagem da legalidade, nem sequer inventarão algo novo. Da mesma forma, com aparências de legalidade, chegaram ao poder personagens nefastos como Hugo Chávez, Maduro, ou Hitler", afirmou, antes de ser chamado à ordem pela presidente do Congresso.

Devido à tensão a respeito da posse, mais de 1.600 policiais - segundo o Ministério do Interior - foram posicionados ao redor do Parlamento, um dispositivo equivalente ao de uma partida de futebol de alto risco.

Sánchez "está vendendo a Espanha" para os separatistas catalães, opinou Belén Valdez, um manifestante envolto em uma bandeira espanhola, junto com algumas dezenas de pessoas situadas atrás do cordão policial estabelecido a uma considerável distância do Congresso.

(Y.Berger--BBZ)