Berliner Boersenzeitung - Habitantes do norte de Israel temem abertura de segundo front

EUR -
AED 4.193161
AFN 73.073718
ALL 94.138849
AMD 419.575587
ANG 2.044236
AOA 1047.582358
ARS 1691.189375
AUD 1.660896
AWG 2.055194
AZN 1.941446
BAM 1.954754
BBD 2.295772
BDT 140.484861
BGN 1.930604
BHD 0.429774
BIF 3391.115941
BMD 1.141774
BND 1.474424
BOB 7.893778
BRL 5.92444
BSD 1.13989
BTN 107.706393
BWP 15.490715
BYN 3.305732
BYR 22378.776576
BZD 2.292474
CAD 1.623232
CDF 2597.536421
CHF 0.922428
CLF 0.026755
CLP 1053.012399
CNY 7.757158
CNH 7.765464
COP 3933.412515
CRC 517.027993
CUC 1.141774
CUP 30.257019
CVE 110.206056
CZK 24.247233
DJF 202.981434
DKK 7.474454
DOP 67.784339
DZD 151.962952
EGP 56.174356
ERN 17.126615
ETB 181.485248
FJD 2.566994
FKP 0.865302
GBP 0.861623
GEL 3.014363
GGP 0.865302
GHS 12.892105
GIP 0.865302
GMD 83.913975
GNF 9992.74284
GTQ 8.696349
GYD 238.432473
HKD 8.952139
HNL 30.50857
HRK 7.532053
HTG 148.981621
HUF 353.999702
IDR 20464.021049
ILS 3.411108
IMP 0.865302
INR 108.229757
IQD 1496.29524
IRR 1571081.457826
ISK 144.000278
JEP 0.865302
JMD 179.484002
JOD 0.80956
JPY 184.911459
KES 147.83728
KGS 99.848573
KHR 4578.515147
KMF 493.246501
KPW 1027.597283
KRW 1766.102258
KWD 0.353459
KYD 0.949892
KZT 553.443987
LAK 25565.32623
LBP 102073.805207
LKR 383.275003
LRD 207.449045
LSL 18.748189
LTL 3.371363
LVL 0.690648
LYD 7.323083
MAD 10.715585
MDL 20.147224
MGA 4850.405731
MKD 61.625518
MMK 2397.32604
MNT 4087.469212
MOP 9.208075
MRU 45.842385
MUR 53.936843
MVR 17.651743
MWK 1983.261748
MXN 19.956582
MYR 4.63572
MZN 72.902063
NAD 18.747865
NGN 1575.819726
NIO 41.947931
NOK 11.346799
NPR 172.329828
NZD 2.022031
OMR 0.439001
PAB 1.13989
PEN 3.89683
PGK 5.004367
PHP 69.791523
PKR 316.96457
PLN 4.288561
PYG 6941.28741
QAR 4.162336
RON 5.241909
RSD 117.367569
RUB 87.917037
RWF 1673.305023
SAR 4.287701
SBD 9.208456
SCR 15.322575
SDG 685.631614
SEK 11.095449
SGD 1.476434
SHP 0.85245
SLE 28.316491
SLL 23942.440684
SOS 652.525787
SRD 42.810257
STD 23632.423089
STN 24.487117
SVC 9.973666
SYP 126.20271
SZL 18.842173
THB 38.00339
TJS 10.566448
TMT 4.007628
TND 3.363953
TOP 2.749119
TRY 53.263204
TTD 7.748855
TWD 36.400795
TZS 2997.161032
UAH 51.156838
UGX 4177.765497
USD 1.141774
UYU 45.86587
UZS 13737.652333
VES 710.461668
VND 30017.246744
VUV 136.075843
WST 3.175141
XAF 655.606345
XAG 0.01962
XAU 0.000285
XCD 3.085702
XCG 2.054301
XDR 0.815364
XOF 655.606345
XPF 119.331742
YER 272.425469
ZAR 18.776992
ZMK 10277.333557
ZMW 20.636962
ZWL 367.650864
Habitantes do norte de Israel temem abertura de segundo front
Habitantes do norte de Israel temem abertura de segundo front / foto: jalaa marey - AFP

Habitantes do norte de Israel temem abertura de segundo front

Daniel Bussidan ainda está comovido pela morte de um conhecido vítima de um foguete vindo do vizinho Líbano. Como o restante dos moradores desta localidade costeira do norte de Israel, ele teme uma conflagração regional do conflito em Gaza.

Tamanho do texto:

"Tenho medo de um ataque vindo do Líbano", diz o jovem de 26 anos, à sombra de enormes eucaliptos, em uma padaria da principal via comercial de Nahariya, um importante centro turístico às margens do Mediterrâneo.

Em tempos normais, os 75.000 habitantes e os visitantes desfrutam do clima suave e dos esportes aquáticos. Porém, há dois meses, vivem sob a ameaça do fogo cruzado diário entre o Exército israelense e o movimento libanês Hezbollah.

A localidade se situa a apenas alguns quilômetros da fronteira setentrional, visível em algumas colinas a pouca distância.

O movimento xiita libanês, inimigo jurado de Israel, afirma estar "em combate desde 8 de outubro" para apoiar seu aliado palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza.

- 'Ficamos de olho nos refúgios' -

Na quinta-feira (7), o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu visitou as tropas destacadas no norte, e ameaçou transformar Beirute "em Gaza", intensamente bombardeada desde o ataque de Hamas de 7 de outubro, se Hezbollah escolher "desencadear uma guerra total".

Nesse contexto, fica difícil prever o futuro. No posto de gasolina de Nahariya, Mair, um vendedor de madeira para a construção de 52 anos que não quis dar seu sobrenome, explica que os negócios estão em queda livre.

Este mesmo estado de espírito está presente nos restaurantes de frente para o mar e no comércio, cujos estabelecimentos exibem com orgulho a bandeira nacional. Poucas compras na volta da praia e muitos fuzis sobre os ombros.

"Pode haver uma infiltração" de combatentes do Hezbollah a partir do Líbano. "Quando saímos, ficamos de olho nos refúgios", explica Nathalie Betito, de 42 anos, que não se exime de celebrar o Hanucá, a festividade judaica das luzes.

Ela, sua filha e seu marido, com quem emigrou da França há cinco anos, se reúnem com uma centena de pessoas na sala contígua da sinagoga central.

"Não viemos para a Suíça", conhecida por sua neutralidade nas guerras, afirma o marido de Nathalie, de 47 anos, que acolhe os recém-chegados na prefeitura de Nahariya.

Os atrativos da cidade não se limitam a seu estilo de vida junto ao mar, mas também há vantagens fiscais, concedidas por sua posição exposta aos ataques vindos do Líbano.

- Esperando a guerra -

O Exército israelense dispõe de tropas em treinamento nesta região setentrional, nas Colinas de Golã anexadas, dispostas a agir.

Até agora, a gravidade das hostilidades na fronteira norte - mais de 110 mortos no Líbano e uma dezena do lado israelense - está muito distante do ocorrido no sul e em Gaza.

O ataque do Hamas no sul de Israel matou 1.200 pessoas, segundo as autoridades locais. E a ofensiva israelense na Faixa de Gaza já deixou quase 17.700 mortos, segundo o Ministério da Saúde deste território governado pelo movimento islamista palestino.

"Temos uma arma apontada para a nossa cabeça", afirma Arié Betito em Nahariya. O arsenal do Hezbollah "está mirando em nós", garante este homem, que não vê neste momento a possibilidade de uma "guerra total".

"O preço a pagar seria exorbitante" e "ninguém quer isso", "nem de um lado nem do outro", analisa.

"Total" ou não, "sei que haverá uma guerra aqui", assinala, por sua vez, Efi Dayan, de 60 anos. "Estamos preparados com comida, roupas. Estamos esperando", diz, com semblante tranquilo, sob um sol invernal.

(A.Lehmann--BBZ)