Berliner Boersenzeitung - Macron chega à Nova Caledônia, abalada por protestos

EUR -
AED 4.105324
AFN 71.542464
ALL 90.628261
AMD 402.871928
ANG 2.00072
AOA 1025.073259
ARS 1727.109028
AUD 1.624683
AWG 2.014933
AZN 1.898296
BAM 1.9504
BBD 2.253949
BDT 139.384078
BGN 1.953821
BHD 0.422427
BIF 3344.310468
BMD 1.117855
BND 1.428625
BOB 13.512466
BRL 6.153123
BSD 1.119101
BTN 105.668121
BWP 15.331414
BYN 3.338951
BYR 21909.956447
BZD 2.250648
CAD 1.573102
CDF 2587.833965
CHF 0.914897
CLF 0.027776
CLP 1093.172731
CNY 7.476778
CNH 7.453007
COP 3623.828546
CRC 507.490338
CUC 1.117855
CUP 26.857278
CVE 109.957112
CZK 24.325026
DJF 199.278245
DKK 7.474582
DOP 67.203328
DZD 152.256386
EGP 60.167761
ERN 16.767824
ETB 183.669319
FJD 2.529674
FKP 0.829062
GBP 0.834764
GEL 2.912045
GGP 0.829062
GHS 13.05374
GIP 0.829062
GMD 83.28554
GNF 9912.333381
GTQ 8.552054
GYD 234.468713
HKD 8.764324
HNL 30.077453
HRK 7.566771
HTG 146.662613
HUF 364.07137
IDR 20207.519295
ILS 3.573944
IMP 0.829062
INR 105.047731
IQD 1696.487646
IRR 2114258.25802
ISK 136.791593
JEP 0.829062
JMD 177.496965
JOD 0.7925
JPY 176.813315
KES 145.265597
KGS 97.755632
KHR 4553.392719
KMF 492.97406
KPW 1006.069385
KRW 1513.999937
KWD 0.347295
KYD 0.932605
KZT 503.170088
LAK 25185.928087
LBP 100500.507095
LKR 372.03493
LRD 190.240715
LSL 18.338423
LTL 3.300735
LVL 0.676179
LYD 7.164164
MAD 10.905707
MDL 20.007619
MGA 5073.906149
MKD 61.532335
MMK 2347.442725
MNT 4026.482407
MOP 9.042582
MRU 45.210418
MUR 52.561718
MVR 17.276449
MWK 1940.509822
MXN 20.916575
MYR 4.536708
MZN 71.44198
NAD 18.339077
NGN 1503.257696
NIO 41.185047
NOK 10.496876
NPR 169.072366
NZD 2.015845
OMR 0.429817
PAB 1.119091
PEN 3.854627
PGK 5.09784
PHP 70.433843
PKR 309.505882
PLN 4.393801
PYG 6894.909605
QAR 4.090546
RON 5.339545
RSD 117.622903
RUB 91.471711
RWF 1648.42116
SAR 4.196038
SBD 9.000652
SCR 15.385384
SDG 672.391853
SEK 11.039203
SGD 1.431877
SHP 0.833412
SLE 25.610177
SLL 23440.863677
SOS 639.523588
SRD 41.983297
STD 23137.339919
STN 24.432135
SVC 9.791758
SYP 14534.349327
SZL 18.332079
THB 37.487822
TJS 10.323378
TMT 3.923671
TND 3.334563
TOP 2.691526
TRY 56.068915
TTD 7.578914
TWD 36.563356
TZS 2957.044883
UAH 50.834197
UGX 4526.426889
USD 1.117855
UYU 45.074996
UZS 13353.906691
VES 999.104046
VND 28597.52351
VUV 133.598599
WST 3.105977
XAF 655.957
XAG 0.021435
XAU 0.000274045508
XCD 3.021059
XCG 2.016798
XDR 0.790381
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.009433
ZAR 18.44284
ZMK 10062.034488
ZMW 22.688977
ZWL 359.948828
SSP 6422.29579
MXV 2.353197
Macron chega à Nova Caledônia, abalada por protestos
Macron chega à Nova Caledônia, abalada por protestos / foto: Ludovic MARIN - POOL/AFP

Macron chega à Nova Caledônia, abalada por protestos

O presidente da França, Emmanuel Macron, chegou na manhã desta quinta-feira (23, noite de quarta em Brasília) ao território da Nova Caledônia, para promover um retorno "à paz" após nove dias de distúrbios que deixaram seis mortos e centenas de feridos neste arquipélago do Pacífico.

Tamanho do texto:

Quase um ano depois de sua última viagem ao território, em julho de 2023, o dirigente francês aterrissou por volta das 8h20 locais (18h20 da quarta-feira em Brasília) na capital Nouméa.

A repentina decisão de Macron de viajar a este arquipélago francês situado a cerca de 17.000 quilômetros de distância mostra a seriedade com que o governo francês vê a crise no território colonizado pela França em meados do século XIX.

"Minha vontade [...] é estar ao lado da população para que o retorno à paz, à calma e à segurança aconteça o mais breve possível", disse Macron assim que pousou em Nouméa. O presidente também destacou que não foi estabelecido um limite de tempo para sua visita.

Uma reforma do censo eleitoral na Nova Caledônia, que o governo espera ser aprovada pelo Parlamento francês até ao final de junho, reacendeu as tensões entre o povo indígena kanak, sobretudo pró-independência, e os habitantes leais à França.

O país europeu também expressou preocupação com a interferência estrangeira na crise — acusando o Azerbaijão de provocar problemas — e o governo da Nova Caledônia declarou que impediu um ciberataque "sem precedentes" contra um provedor de internet local.

Durante a visita, Macron planeja "ouvir, conversar e manter diálogos" com políticos e autoridades do arquipélago na tentativa de restaurar a ordem, disse à AFP em Paris um conselheiro presidencial sob anonimato.

Também está previsto que o dirigente estabeleça uma missão composta por três altos funcionários, que permanecerá no local "o tempo que for necessário" e "terá como objetivo propiciar o diálogo político", declarou na quarta-feira o primeiro-ministro francês Gabriel Attal perante o Senado.

- 'Mentiram aos nossos antepassados' -

Os distúrbios, os mais graves já registrados na Nova Caledônia desde os anos 1980, foram provocados pelo plano do governo francês de ampliar o direito de voto nas eleições provinciais às pessoas que vivem no território há pelo menos 10 anos.

Muitos kanaks, que representam cerca de 40% da população, temem que esta reforma dilua sua influência nas instituições do arquipélago, mas os residentes que se opõem à independência querem que ela seja aprovada.

"A situação é terrivelmente triste e perigosa", disse o ex-primeiro-ministro francês Edouard Philippe, para quem a França "tem a oportunidade de encontrar uma solução original" para a "complicada relação com sua história colonial".

As autoridades francesas enviaram mais de mil soldados, bem como reforços policiais de Paris para tentar reprimir a violência, mas os motins continuam, embora tenham perdido intensidade.

Este popular destino de viagem está agora repleto de centenas de veículos, negócios e escolas incendiadas. Dois colégios e 300 carros de uma concessionária foram queimados em Nouméa na última noite, indicou à AFP a prefeitura.

A polícia prendeu quase 300 pessoas nos distúrbios que assolam este território de 270.000 habitantes, segundo o procurador de Nouméa, Yves Dupas.

Os separatistas kanak, alguns usando máscara, continuam bloqueando as estradas de maneira improvisada, inclusive a principal via de acesso ao aeroporto internacional, constataram jornalistas da AFP.

"Mentiram aos nossos antepassados, mentiram aos nossos anciões com os diferentes acordos que foram assinados [...] Estamos cansados de não sermos reconhecidos", declarou Yamel, um defensor da independência do arquipélago.

A voz dos kanak "não se escuta, não se ouve", afirmou, por sua vez, Mike, de 52 anos, em uma barricada improvisada ao norte da capital.

Os turistas que estavam bloqueados no arquipélago já começaram a sair. Austrália e Nova Zelândia enviaram na terça-feira um primeiro comboio de aviões militares ao pequeno aeroporto caledônio de Magenta para repatriar "cerca de 100 pessoas", segundo as autoridades francesas locais.

"Quando aterrissamos, foi como: 'Graças a Deus, já estamos aqui!'", disse Mary Hatten, que passou uma semana refugiada em um hotel de Nouméa, ao chegar à cidade australiana de Brisbane.

Estão previstos mais voos até que o principal aeroporto internacional de Nova Caledônia reabra suas pistas aos aviões comerciais, o que o operador espera que aconteça no sábado pela manhã.

bur-djw-as-tjc/zm/hgs/dbh/dga/rpr

(K.Müller--BBZ)