Berliner Boersenzeitung - Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras

EUR -
AED 4.256956
AFN 73.025715
ALL 95.949476
AMD 436.297619
ANG 2.074964
AOA 1062.93451
ARS 1612.94327
AUD 1.652435
AWG 2.089356
AZN 1.967595
BAM 1.955789
BBD 2.330587
BDT 141.989225
BGN 1.981335
BHD 0.437098
BIF 3425.18131
BMD 1.159144
BND 1.479892
BOB 7.995956
BRL 6.158991
BSD 1.157194
BTN 108.18041
BWP 15.778914
BYN 3.510781
BYR 22719.216032
BZD 2.327287
CAD 1.590438
CDF 2637.051746
CHF 0.913915
CLF 0.027244
CLP 1075.743011
CNY 7.982325
CNH 8.005156
COP 4253.376791
CRC 540.497051
CUC 1.159144
CUP 30.717307
CVE 110.264398
CZK 24.533102
DJF 206.058876
DKK 7.485174
DOP 68.689625
DZD 153.294405
EGP 59.995673
ERN 17.387155
ETB 182.369105
FJD 2.566866
FKP 0.868886
GBP 0.868988
GEL 3.147122
GGP 0.868886
GHS 12.613931
GIP 0.868886
GMD 85.195634
GNF 10142.944655
GTQ 8.863952
GYD 242.098679
HKD 9.082181
HNL 30.628833
HRK 7.547526
HTG 151.809172
HUF 393.825438
IDR 19654.671984
ILS 3.603923
IMP 0.868886
INR 108.971735
IQD 1515.891728
IRR 1524998.397107
ISK 144.047075
JEP 0.868886
JMD 181.799008
JOD 0.821884
JPY 184.582318
KES 149.909182
KGS 101.364683
KHR 4623.974769
KMF 494.9542
KPW 1043.263627
KRW 1744.871088
KWD 0.355359
KYD 0.964295
KZT 556.326964
LAK 24848.864411
LBP 103633.234522
LKR 360.97803
LRD 211.758845
LSL 19.520593
LTL 3.42265
LVL 0.701154
LYD 7.40796
MAD 10.813041
MDL 20.15189
MGA 4824.973672
MKD 61.639664
MMK 2432.829233
MNT 4136.032637
MOP 9.340449
MRU 46.320747
MUR 53.912042
MVR 17.920267
MWK 2006.589051
MXN 20.785187
MYR 4.565818
MZN 74.068653
NAD 19.520593
NGN 1572.088888
NIO 42.579768
NOK 11.082828
NPR 173.089056
NZD 1.98507
OMR 0.445687
PAB 1.157194
PEN 4.000678
PGK 4.994973
PHP 69.722594
PKR 323.078037
PLN 4.286287
PYG 7557.95876
QAR 4.231477
RON 5.101971
RSD 117.449359
RUB 96.003076
RWF 1683.690813
SAR 4.352186
SBD 9.333031
SCR 15.877613
SDG 696.645486
SEK 10.817726
SGD 1.4866
SHP 0.869658
SLE 28.485998
SLL 24306.675843
SOS 661.296392
SRD 43.453394
STD 23991.933773
STN 24.499866
SVC 10.124945
SYP 128.330276
SZL 19.526893
THB 38.14515
TJS 11.114439
TMT 4.068594
TND 3.417581
TOP 2.790939
TRY 51.295008
TTD 7.850957
TWD 37.135139
TZS 3008.583584
UAH 50.692923
UGX 4373.976133
USD 1.159144
UYU 46.629746
UZS 14107.92302
VES 527.051768
VND 30499.388379
VUV 137.76417
WST 3.161925
XAF 655.953421
XAG 0.017051
XAU 0.000258
XCD 3.132643
XCG 2.085489
XDR 0.815796
XOF 655.953421
XPF 119.331742
YER 276.574852
ZAR 19.764849
ZMK 10433.68695
ZMW 22.593877
ZWL 373.24379
Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras
Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras / foto: Orlando SIERRA - AFP

Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras

Samantha ainda não consegue explicar como sobreviveu ao massacre de 46 detentas há um ano na única prisão feminina de Honduras, país com maior índice de violência criminal na América Central.

Tamanho do texto:

Na manhã de 20 de junho, segundo a versão oficial, integrantes da gangue Barrio 18 mataram 23 internas a tiros e queimaram outras 23 integrantes da Mara Salvatrucha (MS-13) em suas celas na Penitenciária Nacional Feminina de Adaptação Social (PNFAS), em Támara, 25 km ao norte de Tegucigalpa.

Sentada na entrada da enfermaria da prisão, com o rosto coberto por uma balaclava preta e liberada das algemas, Samantha – nome fictício – conta à AFP que estava em sua cela quando começou a "ouvir tiros e gritos".

"Ela e outras presas abriram um buraco no teto para tentar escapar. "Não foi uma boa ideia", diz, porque os tiros continuaram e tiveram que voltar.

"Quando voltamos para dentro, tudo o que fizemos foi entregar a Deus. Estávamos cercadas", disse Samantha, 25 anos, presa pelo crime de extorsão.

Ela afirma estar viva devido a "algo sobrenatural". Ela pensou que ia morrer porque as balas atingiram uma detenta na sua frente. Quando os disparos terminaram, a parede "atrás de mim estava cheia de buracos e nada aconteceu comigo", acrescentou.

Depois do ocorrido, a presidente Xiomara Castro substituiu agentes penitenciárias, que supostamente deixaram as armas entrarem, por integrantes da unidade de elite da Polícia Militar da Ordem Pública (PMOP), destacada poucos dias depois nas 25 prisões do país, onde há cerca de 21 mil presos.

- "A sangue frio" -

Sete membros da Bairro 18 foram acusadas pelo Ministério Público por este massacre no marco das disputas por territórios de venda de drogas e extorsão entre as duas gangues rivais que aterrorizam Honduras, Guatemala e El Salvador.

Diante da violência sem controle em Honduras, com uma taxa de 34 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2023, Castro anunciou nesta sexta-feira medidas semelhantes às impostas pelo presidente Nayib Bukele para cercar as gangues em El Salvador.

O presidente determinou a construção de uma mega penitenciária para 20 mil presos no leste do país e outra para 2 mil nas Ilhas Swan, no Caribe.

Wendy (nome fictício), de 32 anos, também se lembra daqueles "momentos horríveis".

As agressoras chamaram as presas que procuravam pelo nome, abriram as portas das celas com ferramentas e armas em punho: "Elas atiravam para a esquerda e para a direita", disse.

Segundo ela, as integrantes da Barrio 18 atiraram contra as integrantes da quadrilha MS-13, jogaram gasolina em algumas celas e atearam fogo.

Wendy, também presa por extorsão, disse que só lhe restava rezar: "Não tive coragem de correr porque não sabia para onde ir".

Uma presidiária de 68 anos, que se identificou como Rosário, considera um milagre que das 120 mulheres em seu módulo de cela, apenas duas tenham morrido. Uma delas "seria libertada em três dias" e foi morta "a sangue frio", lamentou.

- "Não havia autoridade" -

Wendy afirma que várias "foram baleadas" enquanto "gritavam, pedindo ajuda e ninguém as socorreu". "No momento não havia uma autoridade" para protegê-las, acrescentou.

Na segunda-feira passada, 100 dos mil agentes que serão treinados para formar uma nova polícia penal chegaram à penitenciária para retomar gradualmente a segurança.

Os agentes se uniram aos 260 do PMOP que atualmente monitoram as 661 internas do PNFAS, onde, um ano depois do massacre, dezenas de pedreiros estão ampliando os blocos de celas de concreto, que só têm capacidade para 400 presas.

"Será um lugar dino", disse à AFP a vice-diretora da prisão, a tenente-coronel Dinora Molina, aos jornalistas da AFP em visita ao local.

Cem integrantes da Barrio 18 foram transferidas na semana anterior para outra prisão no noroeste do país para separá-las do MS-13.

"Elas saíram daqui... por isso estamos mais tranquilas", diz Samantha, que cumpriu cinco dos seus 11 anos de pena.

(K.Lüdke--BBZ)