Berliner Boersenzeitung - Venezuela prende quarto cidadão americano por 'plano' contra Maduro

EUR -
AED 4.266255
AFN 72.588455
ALL 96.289167
AMD 438.385165
ANG 2.079129
AOA 1065.068438
ARS 1622.422756
AUD 1.655696
AWG 2.090647
AZN 1.972535
BAM 1.962661
BBD 2.335796
BDT 142.296226
BGN 1.985312
BHD 0.438464
BIF 3443.759624
BMD 1.16147
BND 1.483742
BOB 8.014189
BRL 6.0789
BSD 1.159754
BTN 108.392327
BWP 15.847058
BYN 3.453123
BYR 22764.819101
BZD 2.332323
CAD 1.59395
CDF 2640.022192
CHF 0.913263
CLF 0.026802
CLP 1058.309044
CNY 7.991495
CNH 7.997165
COP 4309.275723
CRC 540.879207
CUC 1.16147
CUP 30.778965
CVE 110.630472
CZK 24.456386
DJF 206.416303
DKK 7.471507
DOP 69.543033
DZD 153.715001
EGP 60.777889
ERN 17.422055
ETB 182.786392
FJD 2.574862
FKP 0.870546
GBP 0.864656
GEL 3.153454
GGP 0.870546
GHS 12.665871
GIP 0.870546
GMD 84.78772
GNF 10197.710073
GTQ 8.883054
GYD 242.634488
HKD 9.098784
HNL 30.802152
HRK 7.531552
HTG 151.897747
HUF 387.966049
IDR 19592.843541
ILS 3.618735
IMP 0.870546
INR 108.872108
IQD 1521.526175
IRR 1527391.599878
ISK 143.627687
JEP 0.870546
JMD 182.670166
JOD 0.823503
JPY 184.012199
KES 150.412289
KGS 101.570229
KHR 4663.303228
KMF 493.6252
KPW 1045.327942
KRW 1727.082755
KWD 0.355933
KYD 0.966495
KZT 559.002548
LAK 25029.686265
LBP 104009.671646
LKR 364.167409
LRD 213.250726
LSL 19.663708
LTL 3.42952
LVL 0.702562
LYD 7.427595
MAD 10.87365
MDL 20.284261
MGA 4837.524034
MKD 61.66546
MMK 2438.451776
MNT 4142.906957
MOP 9.357354
MRU 46.586458
MUR 54.344886
MVR 17.944641
MWK 2017.474308
MXN 20.657445
MYR 4.575616
MZN 74.229517
NAD 19.535964
NGN 1601.411501
NIO 42.649316
NOK 11.311207
NPR 173.413288
NZD 1.983263
OMR 0.446588
PAB 1.159699
PEN 4.033775
PGK 5.000709
PHP 68.927463
PKR 324.3407
PLN 4.262074
PYG 7578.526251
QAR 4.232423
RON 5.096647
RSD 117.517834
RUB 95.142776
RWF 1695.746729
SAR 4.36034
SBD 9.351831
SCR 17.77294
SDG 698.043817
SEK 10.825194
SGD 1.480174
SHP 0.871404
SLE 28.5137
SLL 24355.465335
SOS 663.783979
SRD 43.365235
STD 24040.0915
STN 24.585419
SVC 10.147036
SYP 128.416864
SZL 19.570983
THB 37.53865
TJS 11.080856
TMT 4.065146
TND 3.374104
TOP 2.796541
TRY 51.500875
TTD 7.873321
TWD 37.023498
TZS 3014.015254
UAH 50.920416
UGX 4378.211468
USD 1.16147
UYU 47.255403
UZS 14175.745497
VES 530.216279
VND 30594.290813
VUV 138.477576
WST 3.16825
XAF 658.238287
XAG 0.016804
XAU 0.000264
XCD 3.138932
XCG 2.090016
XDR 0.82009
XOF 660.300037
XPF 119.331742
YER 277.184832
ZAR 19.575944
ZMK 10454.619728
ZMW 22.469939
ZWL 373.992983
Venezuela prende quarto cidadão americano por 'plano' contra Maduro
Venezuela prende quarto cidadão americano por 'plano' contra Maduro / foto: Federico PARRA - AFP

Venezuela prende quarto cidadão americano por 'plano' contra Maduro

Um cidadão americano foi preso nesta terça-feira (17) na Venezuela sob acusações de um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro, no momento em que especialistas da ONU denunciam uma "intensificação do aparato repressivo" no país após a controversa reeleição do governante de esquerda.

Tamanho do texto:

A nova detenção se soma a outras anunciadas no sábado pelo ministro do Interior, o poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello, em meio à crise surgida após as eleições de 28 de julho, denunciadas pela oposição como uma fraude, e que Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina não reconhecem.

O cidadão americano detido "foi capturado em Caracas tirando fotos de instalações elétricas, petrolíferas e de unidades militares", informou Cabello em uma aparição no Parlamento, sem identificá-lo. "Tenham certeza de que este senhor faz parte do plano contra a Venezuela (...): assassinar o presidente Nicolás Maduro, a (vice-presidente) Delcy Rodríguez e a minha pessoa".

Dois espanhóis e um tcheco também estão presos pelo caso, e as autoridades reportam a apreensão de 400 armas de guerra.

Não está claro o local onde estão detidos, as acusações contra eles ou se foram apresentados perante um juiz. Seus países solicitaram "informações" à Venezuela.

"Estão perguntando onde está seu pessoal, que maldade estamos fazendo com seu pessoal. Nós respeitamos os direitos humanos e eles estão sob a proteção das autoridades da Venezuela em um local seguro", respondeu Cabello.

- Proteção diplomática -

Os três americanos detidos anteriormente foram identificados como Wilbert Castañeda - militar da ativa -, David Estrella e Aaron Barren Logan. Os espanhóis são José María Basoa e Andrés Martínez Adasme; e o tcheco, Jan Darmovrzal.

Cabello disse que Castañeda era "o chefe" do complô.

Não é a primeira vez que estrangeiros são detidos na Venezuela, acusados de conspiração.

Os americanos Luke Denman e Airan Berry foram condenados a 20 anos de prisão pela 'Operação Gedeón', um plano de invasão à Venezuela denunciado em 2020 pelo governo chavista que terminou com oito "mercenários" mortos. Ambos foram libertados em dezembro passado em uma troca de prisioneiros que levou à libertação do empresário colombiano Alex Saab, acusado de ser "laranja" de Maduro.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, teve uma conversa telefônica com seu homólogo venezuelano, Yván Gil, e informou que Madri "vai exercer" proteção diplomática e consultar sobre os espanhóis detidos.

Gil, por sua vez, insistiu que os presos fazem parte da agência de inteligência espanhola (CNI), afirmação que o governo espanhol nega.

"Desejamos que o governo espanhol retifique imediatamente" e "condene o terrorismo sem ambiguidades", afirmou.

A Espanha não reconheceu a vitória de Maduro e nem a do candidato opositor Edmundo González Urrutia.

- "Silenciar" a oposição -

Um relatório da Missão Independente de Determinação dos Fatos sobre a Venezuela, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em setembro de 2019, afirmou, nesta terça-feira, que a resposta das autoridades aos protestos que ocorreram após as eleições representou "um novo marco na deterioração do Estado de Direito".

O documento, que examina a situação entre 1º de setembro de 2023 e 31 de agosto de 2024 com centenas de entrevistas e documentos, relata violações aos direitos humanos - incluindo crimes contra a humanidade -, que considera parte de um "plano coordenado" para "silenciar" a oposição.

"Não são atos isolados ou aleatórios", destaca o texto, ressaltando que a "brutalidade da repressão" gerou um "clima de medo generalizado".

Os protestos que eclodiram após a proclamação da vitória de Maduro resultaram em 27 mortes e cerca de 2.400 pessoas detidas.

"Estamos presenciando uma intensificação do aparato repressivo do Estado em resposta ao que percebe como críticas, oposição ou dissidência", afirmou Marta Valiñas, presidente da missão.

Exilado na Espanha após ser alvo de um mandado de prisão, González Urrutia, que reivindica a vitória nas eleições presidenciais, afirmou em um comunicado que o relatório da missão de especialistas da ONU "mostra que os venezuelanos não estão sozinhos".

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, conversou por telefone com a líder da oposição, María Corina Machado, e com o próprio González Urrutia, para expressar que a Casa Branca "continuará defendendo o retorno às liberdades democráticas" na Venezuela e "lutará para que a vontade dos eleitores seja respeitada", disse Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado americano.

(K.Lüdke--BBZ)