Berliner Boersenzeitung - O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta

EUR -
AED 4.172533
AFN 72.147498
ALL 94.446414
AMD 416.184199
ANG 2.034179
AOA 1042.422579
ARS 1680.653568
AUD 1.647772
AWG 2.046503
AZN 1.94392
BAM 1.955726
BBD 2.283813
BDT 139.474705
BGN 1.921105
BHD 0.427682
BIF 3384.726811
BMD 1.136157
BND 1.473025
BOB 7.835703
BRL 5.898359
BSD 1.133957
BTN 107.303926
BWP 15.513343
BYN 3.195765
BYR 22268.674564
BZD 2.280513
CAD 1.618018
CDF 2577.93958
CHF 0.92244
CLF 0.026512
CLP 1043.424184
CNY 7.715077
CNH 7.737728
COP 3912.924245
CRC 516.17586
CUC 1.136157
CUP 30.108157
CVE 110.260814
CZK 24.23576
DJF 201.922334
DKK 7.475582
DOP 66.466892
DZD 151.638316
EGP 56.387922
ERN 17.042353
ETB 182.81205
FJD 2.549762
FKP 0.863423
GBP 0.862287
GEL 2.999539
GGP 0.863423
GHS 12.700518
GIP 0.863423
GMD 82.315257
GNF 9935.491624
GTQ 8.649672
GYD 237.190995
HKD 8.907186
HNL 30.341581
HRK 7.53283
HTG 148.262414
HUF 355.156486
IDR 20372.428755
ILS 3.386037
IMP 0.863423
INR 107.388181
IQD 1485.443605
IRR 1562272.497635
ISK 144.201475
JEP 0.863423
JMD 178.592434
JOD 0.805539
JPY 183.862032
KES 147.133961
KGS 99.356303
KHR 4555.766892
KMF 493.092633
KPW 1022.541577
KRW 1752.283149
KWD 0.351572
KYD 0.944964
KZT 551.82905
LAK 24890.055042
LBP 101555.797479
LKR 382.555476
LRD 206.542159
LSL 18.852084
LTL 3.354776
LVL 0.68725
LYD 7.292723
MAD 10.661295
MDL 20.082149
MGA 4736.79932
MKD 61.61368
MMK 2385.400948
MNT 4071.785272
MOP 9.158352
MRU 45.340079
MUR 54.75128
MVR 17.553658
MWK 1966.216699
MXN 20.011357
MYR 4.672335
MZN 72.612193
NAD 18.852084
NGN 1557.212948
NIO 41.727865
NOK 11.203075
NPR 171.684971
NZD 2.012912
OMR 0.43686
PAB 1.133957
PEN 3.845754
PGK 4.974745
PHP 69.666849
PKR 315.373439
PLN 4.286618
PYG 6916.737404
QAR 4.122343
RON 5.235068
RSD 117.349115
RUB 85.096665
RWF 1665.72943
SAR 4.25752
SBD 9.148281
SCR 16.823661
SDG 681.693902
SEK 11.076051
SGD 1.473794
SHP 0.848256
SLE 28.173786
SLL 23824.645554
SOS 648.072544
SRD 42.560928
STD 23516.153224
STN 24.498746
SVC 9.921623
SYP 125.581802
SZL 18.849201
THB 37.950477
TJS 10.5286
TMT 3.976549
TND 3.370872
TOP 2.735594
TRY 52.848676
TTD 7.688708
TWD 36.145468
TZS 2977.510374
UAH 50.898944
UGX 4183.841159
USD 1.136157
UYU 45.268281
UZS 13635.482325
VES 705.272766
VND 29915.578347
VUV 136.135153
WST 3.155989
XAF 655.929211
XAG 0.019883
XAU 0.000285
XCD 3.070521
XCG 2.043622
XDR 0.815765
XOF 655.932097
XPF 119.331742
YER 271.115476
ZAR 18.81311
ZMK 10226.774941
ZMW 20.439224
ZWL 365.842047
O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta
O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta / foto: Luis TATO - AFP/Arquivos

O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta

Após décadas de "sexualização excessiva", as atletas de alto nível estão começando a se livrar de algumas peças desconfortáveis, reivindicando cada vez mais a possibilidade de escolha.

Tamanho do texto:

O esporte se abriu às mulheres de forma gradual durante o século XX. As prescrições masculinas existem há muito tempo, uma vez que, em 2004, o então presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, recomendou que as jogadoras usassem "shorts mais justos" para atrair patrocinadores.

Para Sandrine Jamain-Samson, professora e especialista em história do vestuário esportivo, a mudança ocorre "com a virada do milênio".

"A palavra se torna visível porque há outros meios de comunicação" como as redes sociais, acrescenta. De fato, vários movimentos foram impulsionados pelas próprias atletas.

- Shorts para as ginastas -

No final de janeiro, a Federação Francesa de Ginástica (FFG) decidiu que as meninas poderiam "usar shorts" nas competições, com no máximo 10 centímetros e "ajustados", sobre o collant tradicional.

A Suíça permitiu o mesmo a partir de 2022, em um esporte que tem sido abalado mundialmente por casos de violência sexual, abuso e privação de alimentos que afetam meninas e adolescentes.

Em 2021, o uso de trajes completos foi adotado pela equipe de ginástica da Alemanha, sobretudo porque as atletas compartilharam o seu "desconforto" em períodos menstruais, por exemplo, como citou a ginasta alemã Sarah Voss na época.

Marjolaine Floury, uma design de trajes de ginástica, notou, na ocasião, um "entusiasmo" por trajes completos, que rapidamente "desapareceu", contou à AFP.

A prioridade desta ex-ginasta e treinadora era dar "escolha" às ginastas em um esporte "com costumes tão estabelecidos".

Durante a Eurocopa feminina de 2022, jogadoras inglesas e francesas criticaram publicamente o uso de shorts brancos devido a seus períodos menstruais e o medo de mostrar manchas de sangue.

Desde então, "em consulta com a Nike, nosso fornecedor muito receptivo nestas questões, favorecemos o máximo possível as 'silhuetas' de jogos com shorts azuis", explicou a Federação Francesa de Futebol (FFF) à AFP.

Em pequenos passos, as normas estão evoluindo. O torneio de Wimbledon autorizou roupas íntimas coloridas a partir de 2023.

Nos Jogos de Paris, várias equipes de vôlei de praia abandonaram os biquínis em favor dos shorts.

- 'Sexualização excessiva' -

O aspecto aerodinâmico da roupa é frequentemente enfatizado. No tênis, a lenda francesa Suzanne Lenglen optou por "uma saia plissada" que permitia que ela se esticasse mais.

"Ela conseguia alcançar bolas que as outras não alcançavam, então não foi por acaso que ela se tornou a melhor jogadora do mundo", explica Jamain-Samson.

Em alguns esportes, como o futebol ou o rugby, elas não tinham escolha a não ser recorrer aos vestuários masculinos, às vezes sem conseguir encontrar roupas do seu tamanho.

"A partir da década de 1960, os corpos das mulheres foram concebidos como uma ferramenta para aumentar o interesse de um público masculino nos esportes femininos", resumiu um relatório parlamentar francês de junho de 2024 sobre o esporte feminino, acrescentando que em algumas modalidades havia uma "sexualização excessiva".

Há vários anos, a surfista brasileira Silvana Lima criticou os patrocinadores "que estavam procurando tanto surfistas quanto modelos".

O uso indevido de fotos também é um problema. Tanto que no Japão foi desenvolvido um tecido "antivoyeurism" para evitar que fotografias de atletas fossem usadas para fins pornográficos, informou o jornal Yomiuri Shimbun pouco antes dos Jogos de Paris.

(S.G.Stein--BBZ)