Berliner Boersenzeitung - Rio conta seus mortos após operação policial mais letal da história do Brasil

EUR -
AED 4.333341
AFN 77.875701
ALL 96.460805
AMD 445.614392
ANG 2.112193
AOA 1081.420728
ARS 1708.386316
AUD 1.69312
AWG 2.125373
AZN 1.990137
BAM 1.954986
BBD 2.37771
BDT 144.259913
BGN 1.981562
BHD 0.444866
BIF 3484.481531
BMD 1.179944
BND 1.501932
BOB 8.157602
BRL 6.184608
BSD 1.180508
BTN 106.856945
BWP 15.546525
BYN 3.371196
BYR 23126.893173
BZD 2.374311
CAD 1.615762
CDF 2625.374292
CHF 0.91694
CLF 0.025729
CLP 1015.931616
CNY 8.191345
CNH 8.188619
COP 4297.354334
CRC 585.256229
CUC 1.179944
CUP 31.268504
CVE 110.219091
CZK 24.318459
DJF 210.222438
DKK 7.46739
DOP 74.395289
DZD 153.179125
EGP 55.401417
ERN 17.699153
ETB 182.863913
FJD 2.604254
FKP 0.86126
GBP 0.86779
GEL 3.174731
GGP 0.86126
GHS 12.962601
GIP 0.86126
GMD 86.77375
GNF 10361.079542
GTQ 9.055228
GYD 246.987125
HKD 9.218144
HNL 31.184329
HRK 7.534526
HTG 154.742104
HUF 379.393138
IDR 19870.662013
ILS 3.671064
IMP 0.86126
INR 106.491047
IQD 1546.315995
IRR 49705.121355
ISK 144.802878
JEP 0.86126
JMD 185.089181
JOD 0.836585
JPY 185.300105
KES 152.213067
KGS 103.186376
KHR 4755.173005
KMF 492.036326
KPW 1061.88444
KRW 1726.741026
KWD 0.362643
KYD 0.98379
KZT 586.565683
LAK 25393.423117
LBP 101652.135257
LKR 365.387808
LRD 219.469342
LSL 18.950195
LTL 3.484067
LVL 0.713736
LYD 7.460892
MAD 10.825398
MDL 19.97468
MGA 5228.869305
MKD 61.624478
MMK 2477.806042
MNT 4212.217492
MOP 9.500143
MRU 46.878673
MUR 54.360081
MVR 18.241516
MWK 2050.74215
MXN 20.488009
MYR 4.655469
MZN 75.232959
NAD 18.94933
NGN 1616.121338
NIO 43.443562
NOK 11.441376
NPR 170.970787
NZD 1.97181
OMR 0.453677
PAB 1.180508
PEN 3.967558
PGK 5.058086
PHP 69.368294
PKR 330.198665
PLN 4.220121
PYG 7813.745414
QAR 4.29647
RON 5.093807
RSD 117.373673
RUB 89.826217
RWF 1722.668582
SAR 4.424982
SBD 9.515828
SCR 16.143817
SDG 709.735682
SEK 10.621496
SGD 1.502652
SHP 0.885263
SLE 28.968142
SLL 24742.824972
SOS 674.319565
SRD 44.712744
STD 24422.448759
STN 24.490733
SVC 10.329697
SYP 13049.673833
SZL 18.949654
THB 37.502736
TJS 11.032205
TMT 4.135702
TND 3.357534
TOP 2.841021
TRY 51.372888
TTD 7.996669
TWD 37.414811
TZS 3050.153928
UAH 50.916515
UGX 4203.24926
USD 1.179944
UYU 45.501048
UZS 14471.972126
VES 446.000187
VND 30635.463822
VUV 141.070259
WST 3.216726
XAF 655.564492
XAG 0.014927
XAU 0.000242
XCD 3.188857
XCG 2.127614
XDR 0.81546
XOF 655.683894
XPF 119.331742
YER 281.210067
ZAR 19.034973
ZMK 10620.906248
ZMW 23.109374
ZWL 379.941335
Rio conta seus mortos após operação policial mais letal da história do Brasil
Rio conta seus mortos após operação policial mais letal da história do Brasil / foto: Pablo Porciúncula - AFP

Rio conta seus mortos após operação policial mais letal da história do Brasil

Em meio a soluços e ao cheiro de cadáveres, moradores do Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, enfileiraram dezenas de corpos em uma praça nesta quarta-feira (29), um dia após a megaoperação policial mais letal do país, com o pelo menos 119 mortos.

Tamanho do texto:

Um jornalista da AFP viu um corpo decapitado, outro com a cabeça desfigurada, enquanto alguns moradores denunciaram "execuções".

A letal 'Operação Contenção', deflagrada uma semana antes do início da COP30, a conferência climática da ONU, em Belém do Pará, tinha como objetivo enfraquecer o Comando Vermelho, principal facção criminosa que atua nas favelas do Rio.

As autoridades anunciaram um último balanço atualizado desta operação contra o narcotráfico que provocou um cenário de guerra no Rio na terça-feira: 119 mortos, dos quais 115 suspeitos e quatro policiais.

- 'Um sucesso' -

O governador Cláudio Castro (PL) disse à imprensa que a operação foi um "sucesso" e afirmou que as únicas vítimas foram os quatro policiais mortos na ação.

As autoridades do Rio promovem a linha-dura no combate ao "narcoterrorismo", enquanto organizações internacionais, como as Nações Unidas, criticaram duramente a atuação policial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse "estarrecido" com o número de mortos na operação, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que declarou em Brasília não ter tido conhecimento prévio da operação.

Os corpos encontrados pelos moradores foram enfileirados em uma das principais vias do Complexo da Penha, uma das áreas alvo da operação.

Tem "pessoas executadas, muitas delas com tiro na nuca, com tiro nas costas, isso jamais pode ser considerado segurança pública", disse o ativista Raull Santiago, de 36 anos, morador do Complexo do Alemão, região que também foi alvo da operação.

"Degolaram meu filho, cortaram o pescoço dele, penduraram [a cabeça] na árvore, igual troféu.", contou à AFP, do lado de fora do IML, Raquel Tomas, mãe de Yago Ravel, de 19 anos, ao acusar as forças de segurança pela morte do rapaz.

Na terça-feira, houve troca de tiros, incêndios e enfrentamentos entre as forças policiais e supostos criminosos, que usaram ônibus como barricadas e drones para lançar "bombas".

O governador negou que haja inocentes entre os mortos nesta operação, fruto de uma investigação que durou mais de um ano.

 

"Se tiver algum erro de classificação, ele com certeza é residual e irrisório", acrescentou o governador.

Por sua vez, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediu explicações sobre a atuação policial ao governador e o convocou para uma audiência na próxima segunda.

- Investigação 'imediata' -

O Estado de Rio utiliza há algum tempo o termo "narcoterrorismo", "muito influenciado" pela política de Donald Trump de definir assim grupos armados locais, mas "não há nenhum elemento que justifique" essa categorização, explicou à AFP a especialista em crime organizado Carolina Grillo.

"Estamos lidando com grupos armados que operam mercados ilegais [...] organizações que visam ao lucro e não à promoção do terror na sociedade", acrescentou.

O presidente Lula se reuniu nesta quarta-feira com vários de seus ministros no Palácio da Alvorada em Brasília.

A segurança pública promete ser um dos temas principais na campanha para as eleições de 2026, nas quais o petista pretende buscar a reeleição.

Organismos internacionais e organizações civis como a Anistia Internacional condenaram a operação.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar "muito preocupado" e pediu uma "investigação imediata" sobre a ação policial.

 

Naquele dia, 111 presos foram mortos em uma intervenção da Polícia Militar para controlar uma rebelião no presídio.

A megaoperação de terça-feira provocou caos na capital fluminense. Aulas foram suspensas, o transporte público entrou em colapso e milhares de moradores ficaram ilhados, sem conseguirem voltar para casa.

(A.Berg--BBZ)