Berliner Boersenzeitung - Pinochet ressurge em um Chile inquieto com a segurança pública às vésperas das eleições

EUR -
AED 4.315155
AFN 74.615627
ALL 95.702943
AMD 435.66376
ANG 2.1031
AOA 1078.642333
ARS 1633.239736
AUD 1.63275
AWG 2.114986
AZN 2.000534
BAM 1.961881
BBD 2.367069
BDT 144.201112
BGN 1.960007
BHD 0.443706
BIF 3495.602021
BMD 1.174992
BND 1.499168
BOB 8.12076
BRL 5.822443
BSD 1.175258
BTN 111.485395
BWP 15.971665
BYN 3.316449
BYR 23029.848609
BZD 2.363648
CAD 1.594217
CDF 2725.981936
CHF 0.917193
CLF 0.026898
CLP 1058.632906
CNY 8.023024
CNH 8.029862
COP 4296.512006
CRC 534.310841
CUC 1.174992
CUP 31.137295
CVE 111.033841
CZK 24.383324
DJF 208.819409
DKK 7.471964
DOP 69.811633
DZD 155.558466
EGP 62.894159
ERN 17.624884
ETB 184.474221
FJD 2.575697
FKP 0.865243
GBP 0.862803
GEL 3.154848
GGP 0.865243
GHS 13.154088
GIP 0.865243
GMD 86.356964
GNF 10313.498147
GTQ 8.978711
GYD 245.869941
HKD 9.205694
HNL 31.278571
HRK 7.534755
HTG 153.952951
HUF 364.475587
IDR 20357.916173
ILS 3.465023
IMP 0.865243
INR 111.524686
IQD 1539.239882
IRR 1545114.842731
ISK 143.760542
JEP 0.865243
JMD 184.150836
JOD 0.833055
JPY 184.037281
KES 151.785348
KGS 102.718416
KHR 4714.656772
KMF 493.496994
KPW 1057.494033
KRW 1732.288349
KWD 0.361063
KYD 0.979407
KZT 544.359967
LAK 25823.39354
LBP 105220.558545
LKR 375.611093
LRD 216.02167
LSL 19.575313
LTL 3.469447
LVL 0.710742
LYD 7.467089
MAD 10.849899
MDL 20.249234
MGA 4882.093173
MKD 61.706827
MMK 2467.482566
MNT 4206.906798
MOP 9.483182
MRU 46.988149
MUR 55.26045
MVR 18.159474
MWK 2046.250964
MXN 20.514075
MYR 4.664381
MZN 75.087876
NAD 19.575067
NGN 1615.403314
NIO 43.146129
NOK 10.908276
NPR 178.368055
NZD 1.992946
OMR 0.451663
PAB 1.175228
PEN 4.12152
PGK 5.09955
PHP 72.17449
PKR 327.529081
PLN 4.253619
PYG 7228.113358
QAR 4.281378
RON 5.198874
RSD 117.517746
RUB 87.906315
RWF 1717.838707
SAR 4.406491
SBD 9.457023
SCR 16.138062
SDG 705.580874
SEK 10.848492
SGD 1.495724
SHP 0.87725
SLE 28.934192
SLL 24638.996026
SOS 671.521919
SRD 44.0129
STD 24319.967813
STN 24.909836
SVC 10.283885
SYP 129.870017
SZL 19.57519
THB 38.267734
TJS 11.023569
TMT 4.118348
TND 3.386359
TOP 2.8291
TRY 53.087566
TTD 7.977476
TWD 37.196492
TZS 3060.85471
UAH 51.64013
UGX 4419.131067
USD 1.174992
UYU 46.869876
UZS 14026.464173
VES 574.119326
VND 30968.096425
VUV 139.596507
WST 3.214769
XAF 658.044429
XAG 0.015929
XAU 0.000257
XCD 3.175475
XCG 2.1181
XDR 0.816618
XOF 658.583087
XPF 119.331742
YER 280.41235
ZAR 19.660734
ZMK 10576.337257
ZMW 21.947622
ZWL 378.347033
Pinochet ressurge em um Chile inquieto com a segurança pública às vésperas das eleições
Pinochet ressurge em um Chile inquieto com a segurança pública às vésperas das eleições / foto: Raul BRAVO - AFP

Pinochet ressurge em um Chile inquieto com a segurança pública às vésperas das eleições

Criminosos assaltaram a casa de Miguel Ángel Bravo em um bairro de classe média alta de Santiago em uma manhã, roubaram seu carro e o agrediram com uma barra de ferro na cabeça. "Eles tiram a sua tranquilidade", diz à AFP este contador de 61 anos.

Tamanho do texto:

A segurança pública é a principal preocupação dos chilenos e impulsiona a extrema direita na eleição presidencial de 16 de novembro. Diante do crime, muitos sentem saudades do ditador Augusto Pinochet, quase 20 anos após sua morte.

"Se estivesse vivo, [Pinochet] votaria em mim", afirmou o candidato de extrema direita José Antonio Kast, que lidera as intenções de voto ao lado de Jeannette Jara, candidata de esquerda. Muitos de seus eleitores ainda defendem o governo pinochetista.

A ditadura militar (1973-1990), que deixou mais de 3 mil opositores mortos e desaparecidos, encarna a ânsia por segurança nos setores mais conservadores desta sociedade.

O Chile é, no entanto, uma das nações mais seguras da América Latina. Embora a taxa de homicídios tenha triplicado na última década (de 2,5 para 6,7 a cada 100 mil habitantes), está abaixo da média da região, de 15 homicídios por 100 mil, de acordo com os últimos dados da ONU.

Tem crescido a violência de alguns crimes, como os sequestros, que, segundo o Ministério Público, registram "um aumento constante". Entre 2022 e 2024, os sequestros com fins extorsivos passaram de 16,5% para 21,1%.

"Não vivi essa época, mas falta alguém que imponha uma mão de ferro como ele", diz em referência a Pinochet o estudante de engenharia Vicente Sepúlveda, nascido 15 anos depois de o general entregar o poder em 1990.

No TikTok, outros usuários manifestam seu entusiasmo pelo ditador. "Falta outro assim" ou "Precisamos dele de volta", afirmam em vídeos na conta "Don_Pinochet1973", que tem cerca de 10 mil seguidores.

- Segurança, o principal tema de campanha -

Cerca de 87,5% dos chilenos percebem um aumento da criminalidade, segundo a Pesquisa Nacional Urbana de Segurança Cidadã.

A sensação de insegurança se instalou após o crescimento dos homicídios e domina a campanha eleitoral. Kast promete reforçar a segurança nas prisões e na fronteira.

Também quer expulsar os mais de 330 mil imigrantes irregulares que se estima existirem no país, em sua maioria venezuelanos.

Aproximadamente 82% dos chilenos consideram que o "aumento da criminalidade é causado, sobretudo, pela chegada de imigrantes irregulares", segundo um estudo da Consultora Criteria.

A última pesquisa do Centro de Estudos Públicos (CEP, privado) também estabeleceu que cerca de 44% dos chilenos estão "muito preocupados" com a presença de estrangeiros em seus bairros.

Nesse contexto de medo, a figura de Pinochet representa ordem e autoritarismo, explica o sociólogo Matías Rodríguez, da Universidade Academia Humanismo Cristiano.

Sua exaltação por parte das novas gerações responde a uma "banalização" pela falta de "memória crítica", afirma à AFP. Nas escolas, a ditadura "é estudada sem uma condenação explícita às violações dos direitos humanos", acrescenta.

- Mobilização nas redes -

Na noite anterior à invasão, Miguel Ángel Bravo, que vive com a esposa e a filha, redobrou os cuidados após saber de outros roubos na vizinhança: ligou o alarme de sua casa e trancou o portão com uma corrente.

Ainda assim, em plena luz do dia, em meados de setembro, foi vítima dos "turbazos", assaltos com uma violência desconhecida até alguns anos atrás nessa capital de nove milhões de habitantes.

Bravo, que agora planeja se mudar de bairro, recebeu uma pancada com uma barra de ferro que lhe deixou uma cicatriz na testa.

Ele não revela em quem votará, mas acredita que os candidatos "aproveitam o tema" da segurança para depois não fazerem nada.

Em bairros de classe média como Peñalolén, no leste de Santiago, os "turbazos" levaram os moradores a criar grupos que alertam sobre a presença de suspeitos por meio de redes sociais.

Antonio Vásquez, um técnico de informática de 51 anos, lidera o movimento "No+DelincuenciaPeñalolén". Ele deseja recuperar a tranquilidade vivida antes.

Durante a ditadura "as pessoas diziam: 'posso ficar tranquilo'. Depois passamos para os anos 90, e você também podia ficar tranquilo" e agora não, afirma Vásquez, que votará em Kast.

(T.Burkhard--BBZ)