Berliner Boersenzeitung - Jair Bolsonaro, o ex-capitão preso por seu último ato de insubordinação

EUR -
AED 4.331023
AFN 77.824044
ALL 96.204991
AMD 446.932449
ANG 2.110769
AOA 1081.2786
ARS 1712.071881
AUD 1.697104
AWG 2.122466
AZN 2.007924
BAM 1.945772
BBD 2.377447
BDT 144.365962
BGN 1.980226
BHD 0.444554
BIF 3495.583857
BMD 1.179148
BND 1.499385
BOB 8.186157
BRL 6.208092
BSD 1.180416
BTN 107.944132
BWP 15.536586
BYN 3.37998
BYR 23111.298228
BZD 2.373975
CAD 1.614548
CDF 2541.063785
CHF 0.92033
CLF 0.025849
CLP 1020.682673
CNY 8.190951
CNH 8.184436
COP 4260.603203
CRC 585.686437
CUC 1.179148
CUP 31.247419
CVE 109.699626
CZK 24.301878
DJF 209.557895
DKK 7.468724
DOP 74.227828
DZD 153.236192
EGP 55.532091
ERN 17.687218
ETB 184.008454
FJD 2.627969
FKP 0.860488
GBP 0.863461
GEL 3.177812
GGP 0.860488
GHS 12.943292
GIP 0.860488
GMD 86.077934
GNF 10357.749649
GTQ 9.05732
GYD 246.967642
HKD 9.209086
HNL 31.15941
HRK 7.528271
HTG 154.704646
HUF 380.935486
IDR 19781.384647
ILS 3.656349
IMP 0.860488
INR 107.264075
IQD 1546.330471
IRR 49671.604158
ISK 145.212068
JEP 0.860488
JMD 185.337161
JOD 0.835984
JPY 183.495423
KES 152.263492
KGS 103.115876
KHR 4752.706874
KMF 489.346754
KPW 1061.233082
KRW 1712.346624
KWD 0.362222
KYD 0.983672
KZT 596.092892
LAK 25385.276168
LBP 105707.384156
LKR 365.540714
LRD 218.970746
LSL 18.8985
LTL 3.481717
LVL 0.713255
LYD 7.457659
MAD 10.764223
MDL 19.984849
MGA 5263.893095
MKD 61.629401
MMK 2476.194563
MNT 4203.220257
MOP 9.495959
MRU 46.872427
MUR 53.827748
MVR 18.229311
MWK 2046.76002
MXN 20.530367
MYR 4.648174
MZN 75.182584
NAD 18.8985
NGN 1644.156287
NIO 43.436137
NOK 11.451318
NPR 172.711339
NZD 1.965421
OMR 0.453398
PAB 1.180421
PEN 3.97571
PGK 5.057932
PHP 69.416105
PKR 330.421765
PLN 4.221797
PYG 7848.549884
QAR 4.315061
RON 5.095451
RSD 117.405364
RUB 90.14055
RWF 1725.705999
SAR 4.422011
SBD 9.494043
SCR 17.685253
SDG 709.260254
SEK 10.58085
SGD 1.500743
SHP 0.884666
SLE 28.682728
SLL 24726.14037
SOS 674.628797
SRD 44.837082
STD 24405.980193
STN 24.374379
SVC 10.328898
SYP 13040.874167
SZL 18.889646
THB 37.237836
TJS 11.024827
TMT 4.127018
TND 3.405548
TOP 2.839105
TRY 51.257794
TTD 7.991879
TWD 37.251051
TZS 3052.21225
UAH 50.836046
UGX 4216.270048
USD 1.179148
UYU 45.793985
UZS 14430.626958
VES 436.038953
VND 30681.427545
VUV 140.503382
WST 3.196411
XAF 652.621173
XAG 0.014976
XAU 0.000253
XCD 3.186706
XCG 2.127336
XDR 0.810328
XOF 652.593641
XPF 119.331742
YER 281.020373
ZAR 19.00208
ZMK 10613.749147
ZMW 23.165591
ZWL 379.685133
Jair Bolsonaro, o ex-capitão preso por seu último ato de insubordinação
Jair Bolsonaro, o ex-capitão preso por seu último ato de insubordinação / foto: SERGIO LIMA - AFP/Arquivos

Jair Bolsonaro, o ex-capitão preso por seu último ato de insubordinação

Ao longo de sua carreira política, ele proclamou sua nostalgia da ditadura. Como presidente, desafiou as instituições. Agora, o ex-mandatário de extrema direita Jair Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado (22), após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

Tamanho do texto:

Nem mesmo o apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguiu reverter sua situação: o ex-capitão do exército foi condenado em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, após perder as eleições em 2022 para seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Afastado por problemas de saúde decorrentes de uma facada que recebeu em 2018, o líder da direita brasileira, de 70 anos, enfrenta seu pior momento.

Em prisão domiciliar desde agosto, ele foi colocado em prisão preventiva neste sábado, afirmaram à AFP um de seus advogados e fontes próximas ao caso.

No entanto, o "Mito", como ainda é apelidado por seus seguidores, prometeu resistir até o fim e até mesmo concorrer às eleições presidenciais de 2026, apesar de estar inelegível.

"Vamos continuar a luta", disse ele nas últimas manifestações que protagonizou no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, apoiado por milhares de pessoas.

- Clã familiar -

Bolsonaro chegou ao poder em 2019 se apresentando como um "outsider", embora já estivesse há quase três décadas na política.

Nascido em 21 de março de 1955 no interior de São Paulo, em uma família de origem italiana, ele teve cinco filhos com três mulheres diferentes.

Com a atual esposa, Michelle — 27 anos mais jovem que ele — e seus três filhos mais velhos, forma hoje um clã político altamente ativo.

Tanto Michelle, uma evangélica fervorosa, como seu filho senador Flávio, são cogitados como sucessores à frente da ala conservadora.

Seu filho Eduardo, deputado, reside atualmente nos Estados Unidos, onde leva adiante uma campanha junto ao governo Trump para defender seu pai.

Ainda assim, as relações parecem tensas.

Quando Bolsonaro chamou seu filho de "imaturo" por atacar o governador de São Paulo, o conservador Tarcísio de Freitas, Eduardo explodiu: "VTNC, seu ingrato!", segundo mensagens obtidas pela polícia durante o julgamento.

- O erro foi "não matar" -

O ex-presidente nunca renegou os anos sombrios da ditadura militar (1964-1985), cujo "erro foi torturar e não matar" os dissidentes, afirmou antes de chegar à presidência.

Após uma carreira militar marcada por episódios de insubordinação, Bolsonaro foi eleito deputado em 1991. Seu discurso simples e direto sempre se manteve beligerante e causou polêmicas por comentários misóginos, racistas e homofóbicos.

Em 2014, ele disse a uma deputada que ela era "muito feia" para ser "estuprada".

- Esquerda "podre" -

Pouco visível no Congresso, ele saiu das sombras após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Seu discurso contra a corrupção, a violência, a crise econômica e a esquerda "podre" seduziu boa parte da população.

Este populista, que frequentemente aparece em público de bermuda e camiseta da Seleção Brasileira, garantiu habilmente o apoio do agronegócio e dos evangélicos.

Na campanha presidencial de 2018, foi esfaqueado durante um comício. O incidente fez sua popularidade disparar.

- "Grande amigo" Bolsonaro -

Seu mandato foi marcado por crises, apesar de um balanço econômico relativamente positivo.

Ele classificou o vírus que causou cerca de 700 mil mortes no Brasil como uma "gripezinha", opôs-se ao confinamento, ao uso de máscaras e ironizou as vacinas que, segundo ele, poderiam "transformar" uma pessoa em "jacaré".

No segundo turno das eleições de 2022, Bolsonaro perdeu por uma margem estreita para Lula, derrota que nunca reconheceu.

Comparado com Donald Trump por sua ideologia e estilo agressivo, o republicano tornou-se, na reta final, seu aliado mais importante.

O presidente americano impôs tarifas de até 50% às importações brasileiras em retaliação à "caça às bruxas" contra quem, segundo ele, é um "grande amigo" e um "grande cavalheiro".

Muitas destas tarifas foram suspensas esta semana por Washington, após um encontro entre Trump e Lula.

(B.Hartmann--BBZ)