Berliner Boersenzeitung - Críticas de Trump ao papa, o ponto culminante de meses de tensões

EUR -
AED 4.125343
AFN 71.891325
ALL 90.882509
AMD 402.208474
ANG 2.010476
AOA 1031.194743
ARS 1742.036302
AUD 1.608284
AWG 2.024759
AZN 1.908987
BAM 1.954592
BBD 2.250609
BDT 139.124023
BGN 1.963349
BHD 0.421789
BIF 3355.282982
BMD 1.123306
BND 1.431269
BOB 13.491221
BRL 6.165717
BSD 1.11727
BTN 105.918229
BWP 15.455522
BYN 3.320234
BYR 22016.79394
BZD 2.247131
CAD 1.56891
CDF 2597.642739
CHF 0.917949
CLF 0.028028
CLP 1103.0863
CNY 7.504691
CNH 7.502514
COP 3648.351252
CRC 507.025731
CUC 1.123306
CUP 26.815087
CVE 110.185136
CZK 24.347769
DJF 198.962247
DKK 7.474101
DOP 67.330299
DZD 152.532905
EGP 62.165541
ERN 16.849587
ETB 183.379435
FJD 2.524911
FKP 0.837164
GBP 0.834633
GEL 2.941369
GGP 0.837164
GHS 13.022561
GIP 0.837164
GMD 83.124321
GNF 9896.78263
GTQ 8.541809
GYD 234.210241
HKD 8.813255
HNL 30.029833
HRK 7.603668
HTG 146.469484
HUF 364.509929
IDR 20375.644147
ILS 3.557639
IMP 0.837164
INR 106.520279
IQD 1693.842123
IRR 2115643.712984
ISK 136.200579
JEP 0.837164
JMD 177.220759
JOD 0.79642
JPY 177.512087
KES 145.961926
KGS 98.232986
KHR 4563.712475
KMF 495.37741
KPW 1010.975188
KRW 1506.628314
KWD 0.349572
KYD 0.931109
KZT 505.727468
LAK 25163.313279
LBP 100584.417867
LKR 371.733944
LRD 189.946552
LSL 18.62367
LTL 3.31683
LVL 0.679476
LYD 7.169676
MAD 10.980441
MDL 20.21199
MGA 5072.23327
MKD 61.524779
MMK 2358.403953
MNT 4041.752256
MOP 9.029295
MRU 45.352321
MUR 52.862642
MVR 17.360714
MWK 1937.361281
MXN 21.088539
MYR 4.572755
MZN 71.790784
NAD 18.62367
NGN 1509.026312
NIO 41.120378
NOK 10.406423
NPR 169.466905
NZD 2.00463
OMR 0.431902
PAB 1.11749
PEN 3.872393
PGK 5.012902
PHP 71.284487
PKR 309.071778
PLN 4.413103
PYG 6674.875024
QAR 4.073048
RON 5.340986
RSD 117.638225
RUB 91.748474
RWF 1652.472844
SAR 4.226932
SBD 9.044541
SCR 15.603219
SDG 675.670865
SEK 10.960016
SGD 1.437399
SHP 0.837475
SLE 25.735303
SLL 23555.166191
SOS 638.53434
SRD 42.171184
STD 23250.162389
STN 24.484869
SVC 9.77674
SYP 14605.22183
SZL 18.606183
THB 37.864431
TJS 10.268386
TMT 3.942803
TND 3.33858
TOP 2.704651
TRY 56.190454
TTD 7.574375
TWD 36.873626
TZS 2973.384871
UAH 51.011618
UGX 4720.578463
USD 1.123306
UYU 44.918442
UZS 13324.342342
VES 999.783286
VND 28909.39841
VUV 134.20396
WST 3.122014
XAF 655.957
XAG 0.021881
XAU 0.000280583748
XCD 3.03579
XCG 2.013605
XDR 0.794235
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.296738
ZAR 18.599754
ZMK 10111.102349
ZMW 22.642186
ZWL 361.704014
SSP 6454.475707
MXV 2.373757
Críticas de Trump ao papa, o ponto culminante de meses de tensões
Críticas de Trump ao papa, o ponto culminante de meses de tensões / foto: Brendan SMIALOWSKI - AFP

Críticas de Trump ao papa, o ponto culminante de meses de tensões

As críticas de Donald Trump ao papa Leão XIV, a quem tachou de "fraco" e "terrível", representaram um ataque pessoal sem precedentes feito por um presidente americano contra um pontífice, culminando meses de tensões.

Tamanho do texto:

A eleição, em maio de 2025, do primeiro papa americano da história - uma personalidade que defendeu a causa do direito internacional e os migrantes - parecia destinada a provocar um enfrentamento, mas os dois líderes conseguiram gerir suas diferenças durante um tempo.

No entanto, desde janeiro, a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, as ameaças contra Cuba e a Groenlândia e, posteriormente, a guerra contra o Irã, levaram o Vaticano a emitir declarações de preocupação cada vez mais frequentes.

Na noite de domingo, Trump lançou um duro ataque contra o líder de 1,4 bilhão de católicos do mundo, qualificando-o de "FRACO em matéria de crime, e terrível para a política externa". Na noite de segunda-feira, insistiu: "Está errado".

"Costumam existir tensões entre a Igreja católica e os Estados em torno de diversas questões", disse François Mabille, diretor do Observatório Geopolítico da Religião da França.

"O que não tem precedentes neste caso é que se ataque a figura do papa como tal (...), que seja julgado como fraco, e que o presidente americano faça isso com tanta veemência", disse à AFP.

- "Precipitou a polêmica" -

Especialista em direito canônico, Leão XIV destacou em várias ocasiões a importância de se respeitar o direito internacional, o que incluiu criticar as ações de Israel em Gaza no ano passado.

No entanto, ele costuma se expressar em termos gerais, deixando as críticas mais diretas para o clero local.

Uma exceção foi quando atacou o tratamento "desumano" que os migrantes recebem em seu país de nascimento. A Casa Branca respondeu com um comentário comedido em defesa de suas políticas de imigração.

A retórica e os pedidos de paz do pontífice se intensificaram à medida que a guerra contra o Irã se estendia, e quando Trump ameaçou eliminar toda a civilização iraniana, no começo de abril. Então, Leão XIV disse à imprensa que isso era "inaceitável".

A ameaça de Trump "precipitou a polêmica", disse Mabille à AFP.

O pontífice instou, então, "os cidadãos de todos os países implicados a fazer contato com as autoridades, os líderes políticos e os congressistas para pedir-lhes que trabalhem pela paz e rejeitem sempre a guerra".

Para Massimo Faggioli, professor de eclesiologia histórica e contemporânea no Trinity College de Dublin, isto também representou um ponto de inflexão.

Segundo ele, Leão XIV violou uma norma diplomática de longa data: "que o papa se mantenha à margem da política americana".

- Alienar os eleitores católicos -

Não é a primeira vez que um papa diverge dos Estados Unidos: João Paulo II, por exemplo, se opôs firmemente à invasão do Iraque, em 2003.

Apenas algumas semanas antes de morrer, em abril de 2025, o papa Francisco qualificou as deportações de migrantes realizadas pelo governo Trump como uma "grave crise", que "começa mal e terminará mal". O encarregado da política de deportações lhe respondeu que "se concentrasse na Igreja católica" e que deixasse o governo dos Estados Unidos "cuidar das fronteiras".

Muitos dos críticos de Francisco o tacharam de antiamericano, o que não pode ser dito de Leão.

Tradicionalmente, os presidentes americanos são cautelosos para não incomodar os católicos americanos ao se pronunciarem muito contra um papa.

As críticas de Trump "não têm precedentes porque nenhum presidente americano quis alienar os eleitores americanos", disse Faggioli à AFP.

- Enfrentar a história -

Na semana passada, o Vaticano desqualificou as especulações sobre as tensões com Washington e desmentiu uma notícia, segundo a qual os Estados Unidos teriam repreendido o enviado da Santa Sé em janeiro, após comentários de Leão XIV considerados críticos.

Na segunda-feira, o papa respondeu o ataque de Trump com sua moderação habitual, afirmando que tinha o "dever moral" de se pronunciar contra a guerra.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aliada de Trump, qualificou como "inaceitáveis" as críticas do presidente americano e considerou que "é justo e normal que [Leão] peça a paz".

"Se você quer ser papa, tem que enfrentar a história, não pode se trancar em um mosteiro", concordou Faggioli.

Mabille assinalou que, dada a frequência com que Trump muda de opinião, é muito possível que a polêmica passe sem consequências.

"Quem sabe, talvez o papa faça um discurso que agrade Trump, ou talvez este veja uma oportunidade para impulsionar sua agenda própria e diga a este papa como é extraordinário", afirmou.

(T.Burkhard--BBZ)