Berliner Boersenzeitung - Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA deixa cargo para ser investigado

EUR -
AED 4.242712
AFN 75.092177
ALL 91.841947
AMD 419.684664
ANG 2.068348
AOA 1059.378719
ARS 1741.768204
AUD 1.618915
AWG 2.079479
AZN 1.965265
BAM 1.956809
BBD 2.325489
BDT 142.133316
BGN 1.944822
BHD 0.435599
BIF 3461.176685
BMD 1.155266
BND 1.467451
BOB 13.91924
BRL 5.939338
BSD 1.154591
BTN 110.266401
BWP 15.616258
BYN 3.512497
BYR 22643.21196
BZD 2.322208
CAD 1.60608
CDF 2668.66415
CHF 0.944078
CLF 0.027934
CLP 1102.989974
CNY 7.750044
CNH 7.749749
COP 3597.856196
CRC 520.066013
CUC 1.155266
CUP 30.614547
CVE 110.732193
CZK 24.277449
DJF 205.314234
DKK 7.477918
DOP 68.218834
DZD 154.355861
EGP 59.623735
ERN 17.328989
ETB 186.055865
FJD 2.551463
FKP 0.853896
GBP 0.855648
GEL 3.005869
GGP 0.853896
GHS 13.279766
GIP 0.853896
GMD 85.489773
GNF 10140.347237
GTQ 8.817663
GYD 241.562513
HKD 9.061218
HNL 31.111075
HRK 7.537074
HTG 150.907189
HUF 365.975513
IDR 20390.443423
ILS 3.526969
IMP 0.853896
INR 110.714851
IQD 1513.975983
IRR 1587999.647328
ISK 140.053422
JEP 0.853896
JMD 182.213991
JOD 0.8191
JPY 178.301454
KES 149.618791
KGS 101.028063
KHR 4681.137382
KMF 492.143204
KPW 1039.739692
KRW 1555.427126
KWD 0.356734
KYD 0.962209
KZT 516.884385
LAK 25854.850971
LBP 103454.062953
LKR 379.986007
LRD 201.76733
LSL 18.796662
LTL 3.411199
LVL 0.698809
LYD 7.318601
MAD 10.949641
MDL 20.10263
MGA 4999.413878
MKD 61.561222
MMK 2425.7719
MNT 4154.196525
MOP 9.328633
MRU 46.280212
MUR 54.42418
MVR 17.802976
MWK 2005.541644
MXN 19.796059
MYR 4.699736
MZN 73.820924
NAD 18.796557
NGN 1530.334875
NIO 42.306175
NOK 10.776904
NPR 176.425478
NZD 2.000597
OMR 0.4442
PAB 1.154601
PEN 3.884576
PGK 5.137606
PHP 72.695067
PKR 320.09044
PLN 4.340854
PYG 6944.672413
QAR 4.220432
RON 5.256727
RSD 117.39348
RUB 97.581428
RWF 1703.700934
SAR 4.333951
SBD 9.264654
SCR 15.926597
SDG 694.893159
SEK 11.239016
SGD 1.467881
SHP 0.855214
SLE 28.361607
SLL 24225.339253
SOS 659.837506
SRD 43.63088
STD 23911.671995
STN 24.512538
SVC 10.103168
SYP 15020.767738
SZL 18.796148
THB 38.37852
TJS 10.663046
TMT 4.043431
TND 3.379243
TOP 2.781603
TRY 56.166951
TTD 7.84001
TWD 36.68489
TZS 3056.698446
UAH 51.537838
UGX 4526.295602
USD 1.155266
UYU 46.503787
UZS 13589.892387
VES 971.79118
VND 30023.628266
VUV 135.456298
WST 3.160795
XAF 655.957
XAG 0.01827
XAU 0.000269
XCD 3.122164
XCG 2.080964
XDR 0.816833
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 273.249272
ZAR 18.778735
ZMK 10398.779501
ZMW 22.313607
ZWL 371.995154
SSP 6526.386419
MXV 2.244888
Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA deixa cargo para ser investigado
Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA deixa cargo para ser investigado / foto: Rashide FRIAS - AFP/Arquivos

Governador mexicano acusado de narcotráfico pelos EUA deixa cargo para ser investigado

O governador mexicano governista acusado de ter vínculos com o narcotráfico pelos Estados Unidos, Rubén Rocha Moya, anunciou surpreendentemente na sexta-feira (1º) que deixará o cargo de forma provisória para facilitar as investigações da procuradoria-geral mexicana.

Tamanho do texto:

O governador do estado de Sinaloa (noroeste), que é próximo do ex-presidente esquerdista Andrés Manuel López Obrador, tachou de "falsas e dolosas" as acusações da promotoria do Distrito Sul de Nova York, que pediu sua captura para fins de extradição.

"Informo ao povo de Sinaloa que apresentei hoje ao Congresso do Estado o pedido de licença temporária do cargo de governador", disse, em um anúncio difundido em um vídeo no YouTube pouco antes da meia-noite.

Os Estados Unidos transmitiram ao governo mexicano o pedido para que Rocha Moya seja detido junto com outros nove políticos governistas.

Um deles é Juan de Dios Gámez, prefeito de Culiacán - capital de Sinaloa -, que também informou que deixará o cargo.

A promotoria americana acusa o governador e os outros nove políticos de terem se associado ao cartel de Sinaloa "para distribuir enormes quantidades de narcóticos nos Estados Unidos".

O afastamento do cargo destes dois funcionários abre a via para que sejam investigados, uma vez que pelos cargos que ocupam têm foro privilegiado, o que exigiria um processo legislativo de perda da imunidade para serem convocados pelas autoridades.

As renúncias foram anunciadas horas depois de a procuradoria-geral mexicana destacar que não há provas para detê-los, e de a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, dizer que seu governo não aceitará intervenções de governos estrangeiros.

- Supostos vínculos com chefes do tráfico -

Há quase dois anos, quando foi detido nos Estados Unidos Ismael "Mayo" Zambada, um dos líderes do cartel de Sinaloa, o nome de Rocha Moya foi envolvido no caso.

De um presídio americano, o chefe do tráfico denunciou que tinha sido enganado e "sequestrado" pelos filhos de seu ex-sócio do crime Joaquín "Chapo" Guzmán, que o convocaram para uma suposta reunião chefiada por Rocha Moya, para aparar arestas entre os políticos de Sinaloa.

O governador rapidamente rechaçou qualquer vínculo com os narcotraficantes e argumentou que no dia da suposta reunião estava nos Estados Unidos.

"Não temos cumplicidade com ninguém", afirmou Rocha Moya na ocasião.

A procuradoria-geral mexicana é encarregada de analisar atualmente o pedido Washington.

Mas, na sexta-feira, anunciou que no momento não há provas suficientes contra os acusados e disse que pedirá aos Estados Unidos mais elementos.

"Não há nenhuma referência, não há nenhum motivo, não há nenhum fundamento, não há nenhuma evidência que nos permita apreciar o porquê da urgência da prisão provisória", disse, durante uma coletiva de imprensa, na tarde de sexta-feira, Raúl Jiménez, da área de assuntos internacionais da procuradoria-geral.

- Sheinbaum rejeita intervenções -

A denúncia contra Rocha Moya sacudiu o governo da presidente Sheinbaum e seu partido de esquerda, Morena, pois é a primeira vez que um governador ou um senador no cargo são acusados judicialmente de estar vinculados com o tráfico de drogas.

Na quinta-feira, a presidente Claudia Sheinbaum rejeitou taxativamente as acusações e pediu aos Estados Unidos para apresentar provas "irrefutáveis".

Na tarde de sexta-feira, em um evento público no estado de Chiapas (sul), a presidente advertiu, ainda, que não permitirá que governos estrangeiros violem a soberania mexicana, embora não tenha se referido explicitamente aos Estados Unidos ou a este caso.

"Nenhum governo estrangeiro pode entrar no nosso território. Porque aqui há mexicanas e mexicanos que defendem a pátria. Por isso, qualquer governo estrangeiro se depara com princípios", destacou.

O caso de Rocha Moya vem à tona quando o presidente americano, Donald Trump, exige do México resultados na luta contra o narcotráfico. E quando os dois países e o Canadá revisam o tratado de livre comércio da América do Norte, o T-MEC.

(P.Werner--BBZ)