Exército israelense ataca mesquita em Gaza que 'armazenava armas' do Hamas
O exército israelense anunciou, nesta quarta-feira (29), que atacou uma mesquita na Faixa de Gaza que, segundo informou, vinha sendo utilizada como depósito de armas pelo movimento islamista palestino Hamas.
Fotos da AFP tiradas na Cidade de Gaza mostraram, na terça-feira (28), fogo e uma enorme coluna de fumaça se erguendo sobre as barracas de moradores deslocados durante um ataque contra a mesquita Al Muttaqin.
Após o ataque, foi possível observar palestinos cavando entre enormes montes de escombros.
"Durante a última semana, [o exército israelense] atacou e desmantelou vários depósitos de armas do Hamas no centro e no norte da Faixa de Gaza", afirmou o comando militar.
"Um dos depósitos havia sido instalado dentro de uma mesquita no norte da Faixa de Gaza", acrescentou, destacando que concedeu avisos prévios aos civis.
Embora um cessar-fogo continue em vigor entre Israel e o Hamas, ele não conseguiu deter a violência na Faixa de Gaza, onde 1.207 pessoas morreram desde o início da trégua, em outubro de 2025.
Enquanto isso, as negociações para encontrar um acordo que ponha fim à guerra permanecem em um impasse.
"Isso é um cessar-fogo? Todos os dias há ataques, a cada hora, a cada respiração. Há ataques por todas as partes. Eles ameaçam e atacam, sejam veículos civis ou qualquer outra coisa", disse Shehadeh Badawi, que presenciou o ataque, à AFP após os fatos.
A mesquita foi "completamente destruída" após o bombardeio, afirmou Amir Abu Al-Amrain, diretor-geral do Ministério de Awqaf (doações) e Assuntos Religiosos na Faixa de Gaza.
Até 24 de março de 2026, a Unesco havia verificado danos em 164 locais, 14 deles religiosos, desde o início da guerra de Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
(P.Werner--BBZ)