Berliner Boersenzeitung - Picasso no Museu do Brooklyn, entre a crítica radical e a perspectiva feminista

EUR -
AED 4.257284
AFN 73.61114
ALL 95.76109
AMD 436.872538
ANG 2.074715
AOA 1063.015882
ARS 1622.367014
AUD 1.620624
AWG 2.086619
AZN 1.962852
BAM 1.949858
BBD 2.337039
BDT 142.126913
BGN 1.910005
BHD 0.437631
BIF 3444.009456
BMD 1.159233
BND 1.475648
BOB 8.017672
BRL 6.016299
BSD 1.160399
BTN 106.535287
BWP 15.506151
BYN 3.407974
BYR 22720.959083
BZD 2.333649
CAD 1.572737
CDF 2521.331008
CHF 0.902897
CLF 0.026105
CLP 1030.777978
CNY 7.972068
CNH 7.970976
COP 4301.807871
CRC 547.944493
CUC 1.159233
CUP 30.719664
CVE 109.930969
CZK 24.404149
DJF 206.625721
DKK 7.471996
DOP 69.659537
DZD 152.572269
EGP 60.038143
ERN 17.388489
ETB 179.987902
FJD 2.547819
FKP 0.861385
GBP 0.864701
GEL 3.152854
GGP 0.861385
GHS 12.520011
GIP 0.861385
GMD 84.623795
GNF 10172.310237
GTQ 8.896966
GYD 242.763397
HKD 9.072531
HNL 30.712209
HRK 7.523073
HTG 152.150962
HUF 387.337892
IDR 19577.120255
ILS 3.596299
IMP 0.861385
INR 106.639024
IQD 1520.081148
IRR 1532157.735304
ISK 145.704135
JEP 0.861385
JMD 182.069912
JOD 0.82192
JPY 183.719836
KES 149.876227
KGS 101.375087
KHR 4656.950026
KMF 490.355379
KPW 1043.349102
KRW 1711.079452
KWD 0.355617
KYD 0.966962
KZT 565.431903
LAK 24856.579093
LBP 103909.306613
LKR 360.685592
LRD 212.336635
LSL 18.886494
LTL 3.422912
LVL 0.701209
LYD 7.407651
MAD 10.820368
MDL 19.969751
MGA 4813.457085
MKD 61.567423
MMK 2433.734987
MNT 4151.10701
MOP 9.350248
MRU 46.058842
MUR 53.220595
MVR 17.921451
MWK 2012.021073
MXN 20.460745
MYR 4.536655
MZN 74.074403
NAD 18.886413
NGN 1619.251053
NIO 42.701171
NOK 11.153615
NPR 170.458992
NZD 1.958014
OMR 0.445726
PAB 1.160379
PEN 4.047965
PGK 5.001888
PHP 68.618425
PKR 324.201587
PLN 4.271546
PYG 7555.173527
QAR 4.231343
RON 5.092273
RSD 117.398366
RUB 91.775048
RWF 1696.374737
SAR 4.350456
SBD 9.333747
SCR 15.951114
SDG 696.698563
SEK 10.656188
SGD 1.476503
SHP 0.869725
SLE 28.515268
SLL 24308.527385
SOS 661.999897
SRD 43.516413
STD 23993.774469
STN 24.426306
SVC 10.153149
SYP 128.96611
SZL 18.891922
THB 36.78419
TJS 11.104355
TMT 4.068906
TND 3.393489
TOP 2.791154
TRY 51.103825
TTD 7.873111
TWD 36.867657
TZS 2990.820457
UAH 50.913276
UGX 4298.955922
USD 1.159233
UYU 46.798205
UZS 14104.083114
VES 505.073699
VND 30432.753997
VUV 138.436711
WST 3.16557
XAF 653.981124
XAG 0.013324
XAU 0.000224
XCD 3.132884
XCG 2.091146
XDR 0.813343
XOF 653.983937
XPF 119.331742
YER 276.595351
ZAR 18.981853
ZMK 10434.483834
ZMW 22.510987
ZWL 373.272426
Picasso no Museu do Brooklyn, entre a crítica radical e a perspectiva feminista
Picasso no Museu do Brooklyn, entre a crítica radical e a perspectiva feminista / foto: Ed JONES - AFP

Picasso no Museu do Brooklyn, entre a crítica radical e a perspectiva feminista

Em seu programa "Nanette", na Netflix, a humorista australiana Hannah Gadsby critica a figura de Picasso, símbolo do domínio masculino que ela "odeia". Agora, o Museu do Brooklyn, em Nova York, apresenta uma mostra sob seu ponto de vista - mais moderado - e faz justiça às mulheres que não tiveram o mesmo sucesso do artista espanhol.

Tamanho do texto:

"It's Pablo-matic: Picasso According to Hannah Gadsby (É Pablo-mático: Picasso segundo Hannah Gadsby, em tradução livre)", de 2 de junho a 24 de setembro, é uma das mostras mais esperadas entre os muitos eventos, com o apoio de França e Espanha, que lembram os 50 anos da morte do pintor de "Les Demoiselles d'Avignon (As Senhoritas de Avignon)" (1907) e "Guernica" (1937).

Picasso (1881-1973) continua sendo um dos artistas mais influentes da arte moderna, considerado um gênio. Mas em meio ao movimento #MeToo, a figura deste 'workaholic' com extensa produção é afetada por acusações de controle, às vezes violento, que pode ter exercido sobre as mulheres com quem compartilhou sua vida e inspiraram sua obra.

Separar o homem do artista? A humorista australiana Gadsby se nega a fazê-lo nos comentários escritos e em áudio que acompanham as obras no Museu do Brooklyn com sinais de misoginia. Como exemplo, cita um pênis no centro da tela "O escultor" (1931), segundo ela, uma prova de que Picasso "não era capaz de separar a si mesmo de sua arte em suas obras".

- "Admiração e raiva" -

Catherine Morris, curadora principal do centro para a arte feminista do museu e cocuradora de "Pablo-matic", propõe uma leitura mais moderada.

"Estamos diante de uma situação realmente complexa e com nuances de um artista que indiscutivelmente é um gênio, mas também um ser humano imperfeito", explica Morris à AFP durante uma apresentação para a imprensa da qual Gadsby não participou.

"A admiração e a raiva podem coexistir", adverte também o preâmbulo da exposição, organizada com a colaboração do Museu Picasso, em Paris, e que busca revisitar sua obra sob um olhar feminista.

Portanto, retrata Picasso entre mulheres, não as que representou em suas obras, mas as artistas de sua época. Elas "não tiveram o mesmo apoio e acesso às estruturas institucionais que favoreceram o 'gênio' Picasso", destaca Lisa Small, curadora principal de arte europeia no Museu do Brooklyn.

O visitante pode apreciar os desenhos de nus dos anos 1930 da americana Louise Nevelson (1899-1988), "totalmente revolucionários na época porque era muito difícil mulheres serem admitidas em cursos de desenho", explica Morris. Também pode apreciar a obra de Käthe Kollwitz (1867-1945), figura do expressionismo alemão "incrivelmente talentosa, tanto no plano técnico como no plano emocional", afirma Small.

A mostra inclui ainda figuras do movimento americano de arte feminista, liderado pelo Museu do Brooklyn, como a afro-americana Faith Ringgold e as Guerilla Girls.

Este movimento, encarnado no ensaio da historiadora de arte americana Linda Nochlin, "Why Have There Been No Great Women Artists? (Por que não houve grandes mulheres artistas?)", de 1971, teve seu auge nos anos anos 70, década da morte de Picasso.

Cinquenta anos depois, "há obras (de Picasso) incríveis nesta exposição que continuam encantando", disse Morris. "O que lamento, é que Picasso foi, em grande parte, o único artista moderno que me ensinaram. Há uma história muito mais rica a explorar, da qual ele pode fazer parte", afirma a especialista.

(H.Schneide--BBZ)