Berliner Boersenzeitung - Migração, uma arma explosiva no debate entre Biden e Trump

EUR -
AED 4.314899
AFN 72.845473
ALL 95.637538
AMD 436.192169
ANG 2.102976
AOA 1078.578518
ARS 1643.143104
AUD 1.634447
AWG 2.11486
AZN 1.993791
BAM 1.960259
BBD 2.362574
BDT 143.927379
BGN 1.959891
BHD 0.443429
BIF 3489.136438
BMD 1.174922
BND 1.498408
BOB 8.105437
BRL 5.8967
BSD 1.172968
BTN 110.491325
BWP 15.888139
BYN 3.322858
BYR 23028.480902
BZD 2.359166
CAD 1.599776
CDF 2719.945808
CHF 0.920784
CLF 0.026766
CLP 1053.447051
CNY 8.032125
CNH 8.014138
COP 4176.273758
CRC 533.814221
CUC 1.174922
CUP 31.135446
CVE 110.516382
CZK 24.358021
DJF 208.885133
DKK 7.473035
DOP 69.878948
DZD 155.519749
EGP 61.828531
ERN 17.623837
ETB 181.33607
FJD 2.583421
FKP 0.870462
GBP 0.866828
GEL 3.148918
GGP 0.870462
GHS 13.022621
GIP 0.870462
GMD 86.355327
GNF 10296.420381
GTQ 8.967397
GYD 245.408209
HKD 9.208748
HNL 31.169899
HRK 7.534196
HTG 153.569311
HUF 363.550977
IDR 20217.948802
ILS 3.506304
IMP 0.870462
INR 110.681165
IQD 1536.595161
IRR 1547372.926006
ISK 143.798422
JEP 0.870462
JMD 185.111056
JOD 0.833
JPY 186.957775
KES 151.976733
KGS 102.691982
KHR 4699.690202
KMF 493.467169
KPW 1057.430239
KRW 1726.83035
KWD 0.361571
KYD 0.977523
KZT 544.87939
LAK 25703.465459
LBP 105041.52892
LKR 373.900479
LRD 215.239587
LSL 19.505267
LTL 3.469241
LVL 0.710699
LYD 7.44293
MAD 10.852686
MDL 20.398398
MGA 4874.086665
MKD 61.659009
MMK 2467.246768
MNT 4202.099403
MOP 9.466032
MRU 46.816489
MUR 54.880787
MVR 18.152827
MWK 2034.026625
MXN 20.388018
MYR 4.643879
MZN 75.089207
NAD 19.505267
NGN 1590.574424
NIO 43.168191
NOK 10.868908
NPR 176.78612
NZD 1.98727
OMR 0.451758
PAB 1.172968
PEN 4.066951
PGK 5.091581
PHP 71.367124
PKR 327.001201
PLN 4.244872
PYG 7437.918392
QAR 4.276026
RON 5.091761
RSD 117.388851
RUB 87.937693
RWF 1714.499825
SAR 4.406891
SBD 9.452613
SCR 16.253003
SDG 705.617273
SEK 10.797479
SGD 1.495811
SHP 0.877198
SLE 28.932497
SLL 24637.532755
SOS 670.32473
SRD 44.016713
STD 24318.523488
STN 24.555855
SVC 10.263345
SYP 129.858286
SZL 19.497349
THB 37.951332
TJS 11.02618
TMT 4.118103
TND 3.425291
TOP 2.828932
TRY 52.90266
TTD 7.96612
TWD 36.9237
TZS 3066.547651
UAH 51.68797
UGX 4363.926247
USD 1.174922
UYU 46.465692
UZS 14093.056261
VES 567.681027
VND 30969.782046
VUV 138.863557
WST 3.205784
XAF 657.45245
XAG 0.015547
XAU 0.00025
XCD 3.175287
XCG 2.114009
XDR 0.81766
XOF 657.45245
XPF 119.331742
YER 280.395092
ZAR 19.350697
ZMK 10575.712742
ZMW 22.198493
ZWL 378.324564
Migração, uma arma explosiva no debate entre Biden e Trump
Migração, uma arma explosiva no debate entre Biden e Trump / foto: Herika Martinez - AFP

Migração, uma arma explosiva no debate entre Biden e Trump

A política migratória deve inflamar o debate de quinta-feira (27) entre Donald Trump, que acusa os migrantes de "envenenar o sangue" dos Estados Unidos, e Joe Biden, que fará o possível para se distanciar de seu adversário republicano.

Tamanho do texto:

Ambos estão certos de que, segundo as pesquisas, boa parte do eleitorado se preocupa com a segurança na fronteira com o México e com o fluxo de migrantes.

Estas são as principais propostas de ambos os candidatos às presidenciais de novembro.

- Donald Trump -

A migração é o eixo central do programa eleitoral do magnata republicano, cujo discurso anti-imigração aumenta à medida que se aproxima a data das eleições.

Durante seu mandato, de 2017 a janeiro de 2021, aplicou uma política de "tolerância zero", que tratava como criminosos os migrantes que tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos, levando muitos a perder a guarda dos filhos. Também começou a construir um muro na fronteira com o México (onde antes existiam cercas).

Trump mantém a linha dura e promete medidas "tão draconianas quanto necessárias", como "fechar a fronteira" com o México, retomar a construção do muro e deportar "em massa".

"Será a maior deportação da história do nosso país", repete.

Em seus comícios, Trump afirma que os migrantes "envenenam o sangue do país", o que lhe valeu comparações com Adolf Hitler, e "vêm de prisões e cadeias", "de instituições psiquiátricas e asilos".

"Estão matando nosso país", são "criminosos", diz, embora as estatísticas do FBI mostrem uma redução de 1,7% dos crimes violentos e 6,1% dos homicídios no país em 2022 em relação a 2021.

Nos últimos dias, surpreendeu ao propor autorizações de residência permanente a estrangeiros que se formem em universidades americanas.

Se voltar à Casa Branca, o republicano de 78 anos ameaça impor taxas aos países que não controlarem o fluxo de migrantes com destino aos Estados Unidos.

- Joe Biden -

Os republicanos culpam as políticas de Biden por favorecerem o direito de asilo aos migrantes, muitos latino-americanos.

Biden acusa Trump de sabotar uma tentativa bipartidária de encontrar uma solução.

"Não vou demonizar os imigrantes", "não vou separar famílias", afirma o democrata de 81 anos, que garante não "politizar" a questão.

Ele chegou à Casa Branca com a promessa de promover uma política migratória "mais humana" e um caminho para a cidadania a 11 milhões de migrantes sem documentos, mas encontrou oposição dos conservadores no Congresso e sua proposta nunca foi votada.

Agora está entre a cruz e a espada: satisfazer a ala mais à esquerda do Partido Democrata ou impedir a entrada de migrantes.

Ele tenta convencer o eleitorado de que é pró-ativo em relação aos migrantes que chegam fora das "vias legais" promovidas por seu governo, como agendar uma consulta por aplicativo, cumprir os trâmites nos países por onde passam e tentar um asilo humanitário.

Nas últimas semanas, Biden assinou um decreto que restringe a entrada de migrantes pela fronteira com o México enquanto houver mais de 2.500 travessias irregulares em sete dias e endureceu as normas para os pedidos de asilo.

Seu governo também impulsionou uma lei que acelera a negativa de asilo aos que representam perigo para a "segurança nacional ou pública".

O presidente concedeu proteção migratória a quase meio milhão de venezuelanos e vai simplificar o processo para estrangeiros casados com americanos obterem uma autorização de residência, o green card, sem precisar sair do país.

Afirmou ainda que irá acelerar a concessão de vistos a graduados no ensino superior americano, desde que "tenham recebido uma oferta de emprego altamente qualificada".

Esta medida beneficiará os "dreamers"(sonhadores), que migraram para os Estados Unidos ainda crianças e estão protegidos por um programa federal (Daca), que lhes permite viver e trabalhar legalmente no país.

(S.G.Stein--BBZ)