Berliner Boersenzeitung - Tratado contra a cibercriminalidade entra na reta final na ONU apesar de críticas

EUR -
AED 4.314247
AFN 72.834015
ALL 95.548235
AMD 435.41981
ANG 2.102654
AOA 1078.414127
ARS 1642.91309
AUD 1.634016
AWG 2.114537
AZN 1.974411
BAM 1.956788
BBD 2.366995
BDT 144.582989
BGN 1.959591
BHD 0.443447
BIF 3492.76323
BMD 1.174743
BND 1.496255
BOB 8.1211
BRL 5.843987
BSD 1.175193
BTN 110.634851
BWP 15.822988
BYN 3.300466
BYR 23024.96355
BZD 2.365994
CAD 1.598373
CDF 2719.530063
CHF 0.921345
CLF 0.02668
CLP 1050.044176
CNY 8.030893
CNH 8.015113
COP 4175.635877
CRC 533.969561
CUC 1.174743
CUP 31.130691
CVE 110.320693
CZK 24.35828
DJF 209.275647
DKK 7.472764
DOP 69.86527
DZD 155.497455
EGP 61.753302
ERN 17.621146
ETB 183.500836
FJD 2.583027
FKP 0.870329
GBP 0.86585
GEL 3.148182
GGP 0.870329
GHS 13.038582
GIP 0.870329
GMD 86.334075
GNF 10314.206857
GTQ 8.984536
GYD 245.874123
HKD 9.207113
HNL 31.232767
HRK 7.537267
HTG 153.867676
HUF 363.652304
IDR 20212.981139
ILS 3.499265
IMP 0.870329
INR 110.588194
IQD 1539.577215
IRR 1547136.581076
ISK 143.811587
JEP 0.870329
JMD 185.523657
JOD 0.832925
JPY 187.031088
KES 151.895467
KGS 102.708602
KHR 4703.374375
KMF 493.391788
KPW 1057.268728
KRW 1727.835061
KWD 0.361539
KYD 0.979394
KZT 538.421808
LAK 25753.000728
LBP 105240.828077
LKR 374.018814
LRD 215.648865
LSL 19.367977
LTL 3.468711
LVL 0.71059
LYD 7.454763
MAD 10.859682
MDL 20.34327
MGA 4884.465795
MKD 61.665369
MMK 2466.869922
MNT 4201.457577
MOP 9.486889
MRU 46.92669
MUR 54.872583
MVR 18.149453
MWK 2037.828745
MXN 20.393065
MYR 4.643174
MZN 75.077649
NAD 19.367977
NGN 1596.125509
NIO 43.251835
NOK 10.887812
NPR 177.015362
NZD 1.985557
OMR 0.451695
PAB 1.175193
PEN 4.097969
PGK 5.103576
PHP 71.382677
PKR 327.562761
PLN 4.24437
PYG 7403.737583
QAR 4.295969
RON 5.095451
RSD 117.38388
RUB 87.989024
RWF 1722.269443
SAR 4.406255
SBD 9.451169
SCR 16.251034
SDG 705.436248
SEK 10.791483
SGD 1.495471
SHP 0.877064
SLE 28.928043
SLL 24633.769637
SOS 671.639059
SRD 44.009982
STD 24314.809095
STN 24.512374
SVC 10.283191
SYP 129.838452
SZL 19.351769
THB 37.943614
TJS 11.038272
TMT 4.117474
TND 3.419026
TOP 2.8285
TRY 52.890808
TTD 7.980029
TWD 36.918062
TZS 3057.270029
UAH 51.829644
UGX 4372.207194
USD 1.174743
UYU 46.743597
UZS 14189.163028
VES 567.594321
VND 30965.051746
VUV 138.842347
WST 3.205294
XAF 656.28831
XAG 0.015522
XAU 0.00025
XCD 3.174802
XCG 2.118069
XDR 0.817535
XOF 656.282721
XPF 119.331742
YER 280.35268
ZAR 19.363995
ZMK 10574.098394
ZMW 22.241228
ZWL 378.266779
Tratado contra a cibercriminalidade entra na reta final na ONU apesar de críticas
Tratado contra a cibercriminalidade entra na reta final na ONU apesar de críticas / foto: Daniel SLIM - AFP

Tratado contra a cibercriminalidade entra na reta final na ONU apesar de críticas

Os países-membros da ONU se reúnem a partir desta segunda-feira (29) para concluir um tratado internacional de luta contra crimes on-line, criticado tanto por defensores dos direitos humanos como por grandes empresas de tecnologia por seu potencial uso para uma vigilância excessiva.

Tamanho do texto:

Esta futura "Convenção das Nações Unidas contra a Cibercriminalidade" foi uma iniciativa da Rússia. Em 2017, Moscou enviou uma carta ao secretário-geral da ONU com um projeto de tratado.

Dois anos mais tarde, apesar da oposição, especialmente dos Estados Unidos e dos países europeus, a Assembleia Geral da ONU criou um comitê intergovernamental para redigir o tratado.

Após sete rodadas de negociações, as críticas se intensificam contra o rascunho do texto que será submetido à aprovação dos Estados-membros no final desta reunião de duas semanas em Nova York.

Embora a versão mais recente "contenha algumas vantagens", o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos "está preocupado com deficiências significativas (e) muitas cláusulas que não cumprem os padrões internacionais de direitos humanos".

"Essas deficiências são especialmente problemáticas no contexto de um uso já generalizado das leis sobre crimes cibernéticos em algumas jurisdições para restringir excessivamente a liberdade de expressão, atingir vozes dissidentes e interferir arbitrariamente na privacidade e no anonimato das comunicações", escreveu o órgão da ONU em um documento enviado às delegações.

O projeto de texto visa "combater o cibercrime de forma mais eficaz" e reforçar a cooperação internacional nesta área, citando em particular a pornografia infantil e a lavagem de dinheiro.

Mas os críticos dizem que o âmbito é muito mais amplo, de acordo com seu subtítulo "crimes cometidos através de sistemas de informação e comunicação".

O texto pode obrigar autoridades dos países signatários a "facilitar investigações relacionadas à homossexualidade, críticas ao governo, jornalismo investigativo, participação em manifestações ou denúncia de irregularidades, desde que o crime seja punível com quatro anos de prisão ou mais, segundo a legislação do país requerente", denunciou Tirana Hassan, diretora-executiva da ONG Human Rights Watch.

- "Vigilância mundial" -

"Não se enganem, o tratado apresentado à ONU para sua adoção não é em absoluto um tratado contra o cibercrime. Parece mais um tratado de vigilância mundial", declarou à imprensa.

Embora seja uma aliança incomum, esta postura é compartilhada por grandes empresas tecnológicas como Microsoft, partidário de "antes nenhum acordo do que um acordo ruim".

Nick Ashton-Hart, que lidera a delegação Cybersecurity Tech Accord, que reúne a mais de 100 empresas do setor, declarou à AFP que "a maioria dos países, em particular os em desenvolvimento, necessitam de mais cooperação em matéria de cibercriminalidade".

Para ele, isto poderia ser feito através da Convenção de Budapeste sobre cibercriminalidade, do Conselho Europeu, e da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional.

Se não houver melhoras substanciais, a Cybersecurity Tech Accord pedirá aos países que não assinem nem ratifiquem o tratado.

"Os Estados democráticos podem esperar a oposição do setor privado, na mesma linha da sociedade civil, se houver ratificação a nível nacional", advertiu.

Já a Rússia defendeu o texto.

"Uma atenção excessiva às disposições da convenção em matéria de direitos humanos será um obstáculo considerável à cooperação internacional e bloqueará os trabalhos de cooperação entre as forças de ordem dos Estados", escreveu a delegação russa, que acusa o Ocidente de utilizar a questão para "politizar os debates".

(A.Berg--BBZ)