Berliner Boersenzeitung - Especialistas em desinformação criticam Meta por encerrar checagem de fatos nos EUA

EUR -
AED 4.303781
AFN 72.657362
ALL 95.390947
AMD 435.067491
ANG 2.097553
AOA 1075.797522
ARS 1638.885486
AUD 1.637271
AWG 2.109408
AZN 1.988412
BAM 1.955205
BBD 2.356482
BDT 143.556277
BGN 1.954837
BHD 0.442448
BIF 3480.140051
BMD 1.171893
BND 1.494545
BOB 8.084538
BRL 5.846927
BSD 1.169944
BTN 110.206434
BWP 15.847173
BYN 3.314291
BYR 22969.104282
BZD 2.353083
CAD 1.601386
CDF 2712.932841
CHF 0.920534
CLF 0.026697
CLP 1050.73097
CNY 8.011415
CNH 8.005225
COP 4165.939257
CRC 532.437835
CUC 1.171893
CUP 31.055167
CVE 110.231427
CZK 24.358853
DJF 208.346544
DKK 7.472858
DOP 69.698772
DZD 155.257643
EGP 61.762289
ERN 17.578396
ETB 180.868513
FJD 2.575646
FKP 0.866005
GBP 0.866322
GEL 3.140721
GGP 0.866005
GHS 12.989044
GIP 0.866005
GMD 86.135576
GNF 10269.872097
GTQ 8.944276
GYD 244.775449
HKD 9.183259
HNL 31.089531
HRK 7.532576
HTG 153.173348
HUF 364.200855
IDR 20202.792082
ILS 3.505115
IMP 0.866005
INR 110.457831
IQD 1532.633205
IRR 1543383.181132
ISK 143.80305
JEP 0.866005
JMD 184.633766
JOD 0.830859
JPY 186.875881
KES 151.584441
KGS 102.427203
KHR 4687.572673
KMF 492.195072
KPW 1054.703723
KRW 1726.233652
KWD 0.360673
KYD 0.975003
KZT 543.474474
LAK 25637.191661
LBP 104770.68991
LKR 372.936414
LRD 214.684613
LSL 19.454975
LTL 3.460295
LVL 0.708866
LYD 7.423739
MAD 10.824703
MDL 20.345803
MGA 4861.519323
MKD 61.599956
MMK 2461.220499
MNT 4192.014232
MOP 9.441624
MRU 46.695778
MUR 54.73034
MVR 18.106209
MWK 2028.782092
MXN 20.388477
MYR 4.63308
MZN 74.896027
NAD 19.454975
NGN 1584.692287
NIO 43.056886
NOK 10.904506
NPR 176.330295
NZD 1.993232
OMR 0.450574
PAB 1.169944
PEN 4.056465
PGK 5.078453
PHP 71.163263
PKR 326.158062
PLN 4.244304
PYG 7418.740468
QAR 4.265001
RON 5.090349
RSD 117.379145
RUB 88.188365
RWF 1710.07916
SAR 4.39421
SBD 9.42824
SCR 17.442999
SDG 703.684922
SEK 10.814288
SGD 1.494644
SHP 0.874937
SLE 28.857858
SLL 24574.007356
SOS 668.596365
SRD 43.903214
STD 24255.820623
STN 24.49254
SVC 10.236882
SYP 129.523468
SZL 19.447077
THB 37.929466
TJS 10.99775
TMT 4.107485
TND 3.416459
TOP 2.821637
TRY 52.774587
TTD 7.94558
TWD 36.842563
TZS 3064.499916
UAH 51.554698
UGX 4352.674303
USD 1.171893
UYU 46.345884
UZS 14056.718734
VES 566.21732
VND 30889.92958
VUV 137.766153
WST 3.197518
XAF 655.757275
XAG 0.015483
XAU 0.000249
XCD 3.167099
XCG 2.108558
XDR 0.815552
XOF 655.757275
XPF 119.331742
YER 279.672295
ZAR 19.394889
ZMK 10548.444203
ZMW 22.141256
ZWL 377.349092
Especialistas em desinformação criticam Meta por encerrar checagem de fatos nos EUA
Especialistas em desinformação criticam Meta por encerrar checagem de fatos nos EUA / foto: Drew ANGERER - AFP

Especialistas em desinformação criticam Meta por encerrar checagem de fatos nos EUA

O surpreendente anúncio da gigante da tecnologia Meta de que encerrará seu programa de checagem de fatos nos Estados Unidos provocou duras críticas, nesta terça-feira (7), por parte de pesquisadores da desinformação, que alertaram para o risco de proliferação de narrativas falsas.

Tamanho do texto:

O diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que a empresa iria se desfazer de seus verificadores de fatos externos nos Estados Unidos, uma mudança radical que analistas veem como uma tentativa de satisfazer o presidente eleito Donald Trump.

"Este é um grande retrocesso para a moderação de conteúdo em um momento em que a desinformação e o conteúdo nocivo estão evoluindo mais rápido do que nunca", declarou Ross Burley, cofundador do Centro para Resiliência da Informação, uma organização sem fins lucrativos.

O fact-checking e a pesquisa sobre desinformação têm sido temas delicados em um clima político hiperpolarizado nos Estados Unidos, com defensores conservadores afirmando que há restrição à liberdade de expressão e censura a conteúdos de direita.

O Partido Republicano de Trump e seu aliado bilionário Elon Musk - proprietário do X, o antigo Twitter - expressaram queixas semelhantes.

"Embora os esforços para proteger a liberdade de expressão sejam vitais, eliminar a checagem de fatos sem uma alternativa confiável corre o risco de abrir as comportas para narrativas mais prejudiciais", disse Burley. "Essa medida parece mais uma estratégia de apaziguamento político do que uma política inteligente."

Como alternativa, Zuckerberg afirmou que o Facebook e o Instagram poderiam usar "Notas da Comunidade, semelhante ao que o X faz" nos Estados Unidos.

As Notas da Comunidade são uma ferramenta colaborativa de moderação no X que permite aos usuários adicionar contexto às publicações, mas os pesquisadores questionam repetidamente sua eficácia no combate às informações falsas.

"Você não confiaria em qualquer um para consertar o vazamento do seu banheiro, mas a Meta agora parece confiar em qualquer um para impedir que a desinformação se espalhe em suas plataformas", argumentou Michael Wagner, da Escola de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade de Wisconsin-Madison, à AFP.

"Pedir às pessoas, de forma voluntária, que monitorem afirmações falsas nas plataformas bilionárias de mídia social da Meta é uma abdicação da responsabilidade social."

- "Um decisão política" -

A nova abordagem da Meta ignora pesquisas que mostram que "os usuários das Notas da Comunidade estão fortemente motivados por razões partidárias e tendem a atacar mais seus oponentes políticos", apontou Alexios Mantzarlis, diretor da Iniciativa de Segurança, Confiança e Proteção da Cornell Tech.

A medida representa um revés financeiro para seus jornalistas de fact-checking externos baseados nos Estados Unidos.

O programa da Meta e os subsídios externos têm sido "fontes de receita predominantes" para os verificadores de fatos em todo o mundo, de acordo com uma pesquisa de 2023 da Rede Internacional de Checagem de Fatos (IFCN, na sigla em inglês) com 137 organizações em dezenas de países.

A decisão também "prejudicará os usuários das redes sociais que buscam informações precisas e confiáveis para tomar decisões sobre sua vida cotidiana e interações", disse a diretora da IFCN, Angie Holan.

"É lamentável que essa decisão seja tomada em resposta à pressão política externa de um novo governo e seus apoiadores", acrescentou.

Aaron Sharockman, diretor-executivo da organização americana de checagem PolitiFact, discorda da ideia de que a verificação de fatos sirva para suprimir a liberdade de expressão.

O papel dos fact-checkers americanos, alegou, era fornecer "discurso e contexto adicionais às publicações que os jornalistas consideravam conter informações errôneas" e era responsabilidade da Meta decidir quais sanções os usuários enfrentariam.

"O bom da liberdade de expressão é que as pessoas podem discordar de qualquer artigo jornalístico que publicarmos", disse Sharockman. "Se a Meta está incomodada por ter criado uma ferramenta para censurar, deveria se olhar no espelho."

O PolitiFact é um dos primeiros parceiros que trabalharam com o Facebook para lançar a checagem digital de fatos nos Estados Unidos em 2016.

A AFP também trabalha atualmente em 26 idiomas com o programa de verificação de conteúdo do Facebook, em que a empresa paga para usar checagens de cerca de 80 organizações a nível global em sua plataforma, no WhatsApp e no Instagram.

Nesse programa, o conteúdo classificado como "falso" tem sua visibilidade reduzida e, se alguém tenta compartilhar essa publicação, é apresentado um artigo explicando por que ela é enganosa.

"O programa não era de forma alguma perfeito, e os fact-checkers sem dúvida erraram em algum percentual de suas avaliações", disse Mantzarlis. "Mas devemos deixar claro que a promessa de Zuckerberg de se livrar dos verificadores de fatos foi uma decisão política, não uma decisão de política pública."

(U.Gruber--BBZ)