Berliner Boersenzeitung - Desinformação alimenta tensões comerciais entre EUA e China apesar da trégua

EUR -
AED 4.216052
AFN 72.892209
ALL 94.586319
AMD 422.576526
ANG 2.05509
AOA 1053.714468
ARS 1682.097008
AUD 1.637428
AWG 2.068976
AZN 1.955879
BAM 1.957875
BBD 2.31115
BDT 140.849293
BGN 1.940855
BHD 0.432758
BIF 3426.292405
BMD 1.147837
BND 1.48147
BOB 7.929439
BRL 5.913196
BSD 1.147516
BTN 108.17183
BWP 15.594121
BYN 3.18838
BYR 22497.59837
BZD 2.307756
CAD 1.625739
CDF 2617.067981
CHF 0.926318
CLF 0.02632
CLP 1035.877119
CNY 7.7704
CNH 7.786608
COP 3963.11265
CRC 520.55176
CUC 1.147837
CUP 30.417671
CVE 110.655923
CZK 24.209142
DJF 203.993981
DKK 7.479882
DOP 67.267686
DZD 153.330859
EGP 57.376325
ERN 17.21755
ETB 181.788676
FJD 2.565994
FKP 0.867664
GBP 0.86747
GEL 3.036074
GGP 0.867664
GHS 12.97498
GIP 0.867664
GMD 83.792484
GNF 10075.140626
GTQ 8.753278
GYD 240.035472
HKD 8.993702
HNL 30.651644
HRK 7.53693
HTG 149.888875
HUF 352.179686
IDR 20461.96746
ILS 3.393698
IMP 0.867664
INR 108.327142
IQD 1503.666014
IRR 1578275.396263
ISK 144.088378
JEP 0.867664
JMD 181.312182
JOD 0.813862
JPY 185.151836
KES 148.610853
KGS 100.378756
KHR 4605.698922
KMF 487.830979
KPW 1033.053388
KRW 1754.640937
KWD 0.353557
KYD 0.956189
KZT 559.978915
LAK 25286.841834
LBP 102788.772545
LKR 382.965925
LRD 209.078884
LSL 18.599281
LTL 3.389264
LVL 0.694315
LYD 7.317504
MAD 10.611795
MDL 20.263949
MGA 4820.914334
MKD 61.628914
MMK 2409.909684
MNT 4108.765473
MOP 9.26412
MRU 46.005728
MUR 54.603024
MVR 17.745989
MWK 1992.644823
MXN 19.909461
MYR 4.749638
MZN 73.351043
NAD 18.599232
NGN 1561.563327
NIO 42.022732
NOK 11.133905
NPR 173.079456
NZD 2.00111
OMR 0.441897
PAB 1.147521
PEN 3.884323
PGK 5.036421
PHP 69.692629
PKR 319.447188
PLN 4.262779
PYG 7046.530372
QAR 4.178704
RON 5.243437
RSD 117.274899
RUB 83.910586
RWF 1680.432858
SAR 4.302368
SBD 9.253198
SCR 15.706149
SDG 689.280129
SEK 11.000297
SGD 1.483469
SHP 0.856976
SLE 28.409383
SLL 24069.564871
SOS 655.99285
SRD 42.931965
STD 23757.901214
STN 24.563704
SVC 10.040643
SYP 126.872793
SZL 18.599142
THB 37.752771
TJS 10.642827
TMT 4.028907
TND 3.342214
TOP 2.763716
TRY 53.302669
TTD 7.781282
TWD 36.403683
TZS 3019.941056
UAH 51.549039
UGX 4176.426811
USD 1.147837
UYU 45.878629
UZS 13779.779385
VES 684.15243
VND 30211.060668
VUV 136.185431
WST 3.158622
XAF 656.653021
XAG 0.017698
XAU 0.000276
XCD 3.102086
XCG 2.067992
XDR 0.80773
XOF 648.528089
XPF 119.331742
YER 273.902564
ZAR 18.92213
ZMK 10331.911382
ZMW 20.568892
ZWL 369.602933
Desinformação alimenta tensões comerciais entre EUA e China apesar da trégua
Desinformação alimenta tensões comerciais entre EUA e China apesar da trégua / foto: SCOTT OLSON - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Desinformação alimenta tensões comerciais entre EUA e China apesar da trégua

Compras frenéticas pelo medo das tarifas, revelações de segredos sobre as marcas de luxo, manchetes enganosas: um turbilhão de desinformações alimenta a guerra comercial entre Washington e Pequim, apesar da trégua.

Tamanho do texto:

As duas maiores economias do mundo concordaram, em meados de maio, em suspender as tarifas que impuseram uma à outra por 90 dias, após 48 horas de negociações em Genebra.

No entanto, nas redes sociais, incluindo Douyin e Weibo da China, um aumento da fake news alimenta o sentimento antiamericano que poderia minar a frágil trégua.

Um vídeo com milhões de visualizações, compartilhado nestas plataformas e no TikTok, mostra americanos correndo para comprar televisões de marca chinesa supostamente após o anúncio de tarifas aduaneiras mais altas.

No entanto, as imagens são das ofertas da Black Friday de 2018 nos Estados Unidos.

Nas plataformas chinesas também surgiram afirmações infundadas sobre americanos que voavam para a China para fazer compras ou faziam longas filas para adquirirem produtos chineses no atacado. Veículos de comunicação chineses, entre eles o China Daily, ecoaram, amplificando as fake news.

"É quase certo que essas narrativas foram selecionadas pelo Estado (chinês), que aprendeu a explorar as redes sociais", estimou Andrew Mertha, especialista em China da universidade americana Johns Hopkins.

Segundo ele, isso ajuda a alinhar a opinião pública com a estratégia do governo de que "os Estados Unidos já estão sofrendo e a China, portanto, deve permanecer firme".

- "Bombardeio digital" -

No marco da trégua comercial, as duas potências mundiais concordaram em reduzir suas tarifas respectivamente de 145% para 30% sobre os produtos chineses e de 125% para 10% sobre os produtos americanos.

Algumas informações falsas apareceram antes do acordo de trégua, mas continuaram circulando nas redes sociais depois, criando confusão e desencadeando um caos informativo mais generalizado.

"Muitos amigo na China me perguntaram: não há mais ovos nos Estados Unidos? É muito perigoso? As pessoas estão se apressando para comprar coisas? Você fez estoque?", relatou à AFP Vivian Wei, uma criadora de conteúdo que vive em Chicago.

"Outros até sugeriram não vir aos Estados Unidos para fazer turismo ou estudar", complementou.

Os rumores levaram Wei a visitar vários supermercados em Chicago. Resultado: tudo transcorria com normalidade.

Em abril, a empresa de segurança contra a desinformação Cyabra identificou no X milhares de contas falsas ou administradas por bots, responsáveis por uma vasta campanha antiamericana.

Os ataques foram direcionados a marcas globais como Gucci, Chanel e Amazon, com a narrativa infundada de que elas produziam produtos na China, embora os rotulassem como "Feito na França" ou "Feito na Itália".

Estas contas culpavam as políticas comerciais de Trump por permitirem essas práticas de marketing enganosas, e incentivavam os consumidores a comprar produtos diretamente da China.

"Isso foi um bombardeio digital, um terço das contas não eram reais, mas a reação que desencadearam foi real", disse Dan Brahmy, diretor executivo da Cyabra.

No mês passado, jornalistas da AFP detectaram vídeos compartilhados no TikTok, criados por contas chinesas e que viralizaram, afirmando que marcas internacionais de luxo fabricavam secretamente seus produtos na China.

As marcas afetadas não responderam às alegações, que pareciam ser parte de uma campanha que aproveitava as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China para comercializar produtos de luxo falsificados.

Estas informações falsas, segundo Mertha, provavelmente não deixarão de circular apesar da trégua e das negociações comerciais em curso.

"Creio que estas narrativas continuarão e evoluirão paralelamente ao fortalecimento da posição do governo chinês nas negociações", estimou.

burs-ac/rr/lgo/roc/clc/ad/mel/rm/aa

(K.Müller--BBZ)