Berliner Boersenzeitung - Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono

EUR -
AED 4.212777
AFN 72.835586
ALL 94.512843
AMD 422.248264
ANG 2.053494
AOA 1052.895931
ARS 1680.790338
AUD 1.635257
AWG 2.067368
AZN 1.95436
BAM 1.956354
BBD 2.309354
BDT 140.73988
BGN 1.939347
BHD 0.432422
BIF 3423.630825
BMD 1.146945
BND 1.480319
BOB 7.92328
BRL 5.90941
BSD 1.146625
BTN 108.087801
BWP 15.582008
BYN 3.185903
BYR 22480.122
BZD 2.305963
CAD 1.623185
CDF 2615.035015
CHF 0.925648
CLF 0.026299
CLP 1035.072439
CNY 7.764364
CNH 7.780559
COP 3960.034063
CRC 520.14739
CUC 1.146945
CUP 30.394043
CVE 110.569964
CZK 24.190336
DJF 203.835517
DKK 7.474072
DOP 66.986043
DZD 152.939427
EGP 57.331754
ERN 17.204175
ETB 181.647461
FJD 2.564
FKP 0.86699
GBP 0.866531
GEL 3.039852
GGP 0.86699
GHS 12.874504
GIP 0.86699
GMD 84.304874
GNF 10064.442782
GTQ 8.746478
GYD 239.84901
HKD 8.988436
HNL 30.606273
HRK 7.533254
HTG 149.77244
HUF 351.906109
IDR 20445.785654
ILS 3.394682
IMP 0.86699
INR 108.1919
IQD 1502.49795
IRR 1577049.375404
ISK 143.976448
JEP 0.86699
JMD 181.171337
JOD 0.813229
JPY 185.008009
KES 148.419043
KGS 100.300781
KHR 4599.249852
KMF 492.617229
KPW 1032.250901
KRW 1752.130969
KWD 0.353179
KYD 0.955446
KZT 559.543917
LAK 25295.872375
LBP 102708.92515
LKR 382.668433
LRD 208.916469
LSL 18.815678
LTL 3.386631
LVL 0.693776
LYD 7.311819
MAD 10.580612
MDL 20.248208
MGA 4817.169398
MKD 61.628611
MMK 2408.037641
MNT 4105.573741
MOP 9.256923
MRU 45.947051
MUR 54.881752
MVR 17.720734
MWK 1992.243861
MXN 19.872547
MYR 4.745948
MZN 73.301688
NAD 18.814173
NGN 1560.350288
NIO 41.990088
NOK 11.102662
NPR 172.945006
NZD 1.997675
OMR 0.441554
PAB 1.14663
PEN 3.881306
PGK 5.032508
PHP 69.638491
PKR 319.223511
PLN 4.259467
PYG 7041.056554
QAR 4.175458
RON 5.239364
RSD 117.183799
RUB 83.845404
RWF 1679.12748
SAR 4.299026
SBD 9.24601
SCR 15.693948
SDG 688.744688
SEK 10.98638
SGD 1.482316
SHP 0.85631
SLE 28.387314
SLL 24050.86738
SOS 655.483268
SRD 42.898615
STD 23739.445827
STN 24.544623
SVC 10.032843
SYP 126.774237
SZL 18.814083
THB 37.723444
TJS 10.63456
TMT 4.014308
TND 3.339618
TOP 2.761569
TRY 53.262066
TTD 7.775237
TWD 36.375404
TZS 3017.595134
UAH 51.508996
UGX 4173.182519
USD 1.146945
UYU 45.84299
UZS 13769.075108
VES 695.774297
VND 30176.12295
VUV 136.079641
WST 3.156168
XAF 656.142926
XAG 0.017684
XAU 0.000276
XCD 3.099677
XCG 2.066386
XDR 0.807102
XOF 648.024305
XPF 119.331742
YER 273.665193
ZAR 18.876464
ZMK 10323.885445
ZMW 20.552914
ZWL 369.315822
Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono
Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono / foto: Stefano RELLANDINI - AFP

Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono

A cineasta equatoriana Ana Cristina Barragán apresentou no Festival de Veneza seu mais recente filme, 'Hiedra', onde aborda as feridas da infância e suas consequências, contando a história de uma jovem que busca seu filho, que abandonou quando era bebê.

Tamanho do texto:

É a primeira vez em 26 anos que o Equador apresenta um longa-metragem no festival, desde a estreia em 1999 da mostra de 'Ratas, Ratones, Rateros' ('Ratos e Rueiros') de Sebastián Cordero.

"Isso é muito especial e muito importante para a cultura do Equador", disse Barragán à AFP no Lido, onde o festival é realizado, e disse se sentir "muito grata" por poder apresentar 'Hiedra' no Festival, "porque isso significa continuar criando, abrir mais portas".

O filme compete na categoria de Horizontes, dedicada a novas tendências.

O longa relata o encontro entre Azucena e Julio, dois jovens que carregam uma ferida de infância. Ela, porque teve que abandonar o filho quando era adolescente, e ele, que cresceu em um abrigo e nunca conheceu seus pais biológicos.

"O abandono é uma coisa que sempre esteve no meu trabalho", explicou a diretora, que disse que queria criar personagens que "pudessem explorar também a ternura".

Para o elenco, como já fez em trabalhos anteriores como 'Alba' ou 'La Piel Pulpo', buscou "atores naturais". Neste caso, a grande maioria do elenco era composta por adolescentes, cujo trabalho oferece "algo muito hipnótico".

A equipe de Barragán realizou "1.500 castings" em distintos lugares. Deily Ordóñez, que interpreta uma das residentes do abrigo onde vive Julio, foi escalada na instituição que gravaram o filme porque morava lá.

"Um dos psicólogos nos contou que Deily, a vida toda, quis ser atriz, era seu sonho", disse Barragán.

"Eu fui uma das primeiras que se inscreveram para o casting", comentou a jovem de 21 anos. "O que é contado no filme é quase a experiência que eu vivi, porque nos abrigos chegam muitas crianças de diferentes situações, seja abandono, abuso... o filme me aproxima muito do que eu vivi", comentou Deily.

'Hiedra' é protagonizada pela atriz mexicana Simone Bucio e por Francis Eddú Llumiquinga, que Barragán conheceu no 'Centro del Muchacho Trabajador', um estabelecimento de Quito fundado por jesuítas que oferece programas sociais para jovens e suas famílias.

"Eddú tem algo que quase ninguém tinha: ele é um garoto extremamente inteligente, mas também muito sensível", disse a diretora, de 38 anos.

Para a personagem de Azucena, Barragán afirma que ficou claro que deveria ser interpretada pela mexicana Simone Bucio desde que a viu em 'A Região Selvagem', um filme de Amat Escalante de 2016.

"Azucena é uma mistura de coisas: de raiva, por causa do seu trauma, e [também] é desajeitada, não é uma pessoa de palavras e comunicação, não tem ferramentas emocionais", explicou Bucio.

Segundo Barragán, a mexicana "deu algo especial" a Azucena. "Nem sequer senti a diferença no filme, ela é mexicana e não se sentia tanta diferença nem no sotaque, nem na idade" em relação aos outros atores, afirmou.

Além de explorar o abandono, a solidão, e relações entre pais e filhos, o filme é um reflexo da sociedade equatoriana atual, marcada pelo racismo e pelas relações de dominação.

"O racismo é muito forte no Equador, um dos seus principais problemas", afirmou a diretora, e isso "permeia o filme: a diferença de poder e privilégios".

Sem perder o sorriso, a atriz de Quito reconheceu que trabalhar com jovens tão novos "foi um grande desafio", que ela superou com exercícios de atuação e improvisação: "um trabalho colaborativo".

"Eu dizia a eles: 'vamos conversar sobre isso', e eles contribuíam muito para as conversas, muitas conversas e piadas são criadas por eles", contou. "Obviamente, são adolescentes, alguns se gostavam e havia conflitos... mas, na verdade, foi lindo, criou-se um vínculo muito forte entre eles e também comigo".

(A.Lehmann--BBZ)