Berliner Boersenzeitung - Exposição em Paris sobre múmias mostra várias peças andinas

EUR -
AED 4.334666
AFN 77.900095
ALL 96.685479
AMD 448.694275
ANG 2.112836
AOA 1082.337912
ARS 1713.79929
AUD 1.694419
AWG 2.124545
AZN 2.005766
BAM 1.954033
BBD 2.387541
BDT 144.978905
BGN 1.982165
BHD 0.445065
BIF 3526.345066
BMD 1.180303
BND 1.506906
BOB 8.220567
BRL 6.210516
BSD 1.185428
BTN 108.401979
BWP 15.613589
BYN 3.394331
BYR 23133.933487
BZD 2.384044
CAD 1.613958
CDF 2543.552008
CHF 0.918972
CLF 0.025872
CLP 1021.553077
CNY 8.198976
CNH 8.187477
COP 4263.253457
CRC 588.626555
CUC 1.180303
CUP 31.278022
CVE 110.165385
CZK 24.3032
DJF 211.089126
DKK 7.468307
DOP 74.930651
DZD 153.353162
EGP 55.572902
ERN 17.704541
ETB 184.925926
FJD 2.604456
FKP 0.861331
GBP 0.863167
GEL 3.180899
GGP 0.861331
GHS 12.998247
GIP 0.861331
GMD 86.741709
GNF 10409.789325
GTQ 9.095775
GYD 248.005745
HKD 9.219445
HNL 31.316093
HRK 7.535293
HTG 155.479942
HUF 380.936215
IDR 19803.119186
ILS 3.65993
IMP 0.861331
INR 106.529816
IQD 1552.889245
IRR 49720.252642
ISK 145.200468
JEP 0.861331
JMD 186.265181
JOD 0.836862
JPY 183.585472
KES 152.908055
KGS 103.218032
KHR 4776.383798
KMF 493.366547
KPW 1062.272456
KRW 1712.289129
KWD 0.36253
KYD 0.987803
KZT 598.623775
LAK 25492.948383
LBP 106151.713903
LKR 367.086512
LRD 219.891167
LSL 18.978739
LTL 3.485127
LVL 0.713953
LYD 7.489228
MAD 10.809925
MDL 20.068853
MGA 5290.183051
MKD 61.644021
MMK 2478.619753
MNT 4207.336901
MOP 9.536237
MRU 47.107923
MUR 53.880544
MVR 18.235445
MWK 2056.982346
MXN 20.515491
MYR 4.657524
MZN 75.244069
NAD 18.978899
NGN 1653.65118
NIO 43.654368
NOK 11.443584
NPR 173.578342
NZD 1.962897
OMR 0.453826
PAB 1.185428
PEN 3.99259
PGK 5.083409
PHP 69.496818
PKR 332.067813
PLN 4.221913
PYG 7881.872934
QAR 4.333382
RON 5.095842
RSD 117.441308
RUB 90.236055
RWF 1734.368902
SAR 4.426205
SBD 9.510999
SCR 17.774333
SDG 709.949829
SEK 10.564636
SGD 1.500655
SHP 0.885533
SLE 28.88796
SLL 24750.357209
SOS 678.009658
SRD 44.881036
STD 24429.883467
STN 24.497151
SVC 10.372577
SYP 13053.646429
SZL 18.983988
THB 37.181532
TJS 11.071589
TMT 4.142863
TND 3.420008
TOP 2.841885
TRY 51.318734
TTD 8.025811
TWD 37.254961
TZS 3054.718851
UAH 51.08951
UGX 4234.171314
USD 1.180303
UYU 45.988416
UZS 14491.89592
VES 436.466011
VND 30683.149741
VUV 140.640991
WST 3.199542
XAF 655.875164
XAG 0.014374
XAU 0.000247
XCD 3.189827
XCG 2.136359
XDR 0.815674
XOF 655.364397
XPF 119.331742
YER 281.354641
ZAR 18.912758
ZMK 10624.131341
ZMW 23.262965
ZWL 380.056997
Exposição em Paris sobre múmias mostra várias peças andinas
Exposição em Paris sobre múmias mostra várias peças andinas / foto: JULIEN DE ROSA - AFP

Exposição em Paris sobre múmias mostra várias peças andinas

De uma múmia egípcia aos restos de uma menina do século XVII encontrados na França, passando por três peças da região andina, uma exposição em Paris apresenta esses testemunhos do passado para revelar suas histórias.

Tamanho do texto:

Entre as peças mais impressionantes está o homem Chachapoya, com os joelhos e cotovelos colados ao torso e a boca entreaberta em um grito, uma imagem que lembra a pintura de Edvard Munch.

A exposição "Múmias", no Museu do Homem em Paris, permite explorar esse universo até 25 de maio de 2026.

"Nosso desejo é desconstruir um pouco o clichê da múmia, claramente egípcia na mente das pessoas. Mostrar que existem outras mais antigas, que estão por toda parte e que ainda existem hoje", explica à AFP Pascal Sellier, diretor emérito de pesquisa do Centro Nacional Francês para a Pesquisa Científica (CNRS) e um dos curadores da exposição.

Além do homem Chachapoya, uma múmia pré-inca encontrada nos Andes peruanos, outras duas peças da região estão na mostra: uma jovem com cabelo longo trançado que teria vivido entre os séculos VIII e X na atual Bolívia e os restos de uma criança de cerca de cinco anos em um fardo ou pacote funerário típico da cultura Chancay, presente na região central do Peru por volta do século XIII.

Estudar uma múmia é aproximar-se de um falecido e questionar nossa relação com a morte e a decomposição dos corpos.

"Há um pequeno desafio em abordar esse debate sobre a exibição de restos humanos", reconhece Sellier.

- "Dignidade" -

"Sabemos que conservamos vários milhares de restos humanos em nossas instituições. Devolver-lhes sua dignidade é também devolver-lhes um pouco de sua história, sua identidade, sua trajetória, em vez de deixá-los ocultos em algum lugar", aponta Éloïse Quétel, co-curadora e responsável pelas coleções médicas e de anatomia patológica da Universidade da Sorbonne.

As múmias são "qualquer cadáver humano ou animal preservado da decomposição, seja total ou parcialmente, de forma acidental ou deliberada", explicam.

Através de nove peças, a mostra apresenta técnicas, ritos e crenças sobre esse tema.

Entre as obras destacam-se a menina de Estrasburgo, com seu vestido de seda e renda, o egípcio Petearmosnouphis e suas bandagens de linho e papiro, e a mulher guanche, da cultura dos primeiros habitantes das Ilhas Canárias, na Espanha.

Os organizadores descartaram uma apresentação espetacular das peças e preferiram uma iluminação uniforme, sem focos especiais.

A exposição está aberta a todos os públicos, a partir dos 8 anos. No percurso, foi instalado uma espécie de véu no lado de chegada do espectador antes de cada múmia, o que oferece a possibilidade de não olhar se desejar.

As peças apresentadas foram objeto de uma campanha de restauração e limpeza.

Isso é especialmente impressionante no caso da múmia de Myrithis, descoberta na necrópole de Antinoe, no Egito. "Conseguimos recuperar o penteado original. E os tecidos retomaram uma posição muito mais natural e respeitosa com o corpo", explica Quétel.

A mumificação, presente em todos os continentes, perdurou ao longo dos séculos e ainda é praticada em algumas regiões do mundo, incluindo a Europa.

Os primeiros vestígios apareceram há 9 mil anos na América do Sul, na cultura Chinchorro, entre Peru e Chile. Desde então, a maioria dos papas foi mumificada, assim como personalidades conhecidas, como Lenin ou Eva Perón.

(T.Burkhard--BBZ)