Berliner Boersenzeitung - Entre negociações e ataques, risco de default dos EUA continua

EUR -
AED 4.097065
AFN 72.504207
ALL 90.792427
AMD 402.129571
ANG 1.996411
AOA 1022.865034
ARS 1719.73506
AUD 1.581332
AWG 2.007806
AZN 1.892972
BAM 1.958983
BBD 2.245449
BDT 138.464994
BGN 1.949614
BHD 0.420858
BIF 3348.015686
BMD 1.115448
BND 1.42961
BOB 13.4287
BRL 5.969895
BSD 1.114811
BTN 106.100404
BWP 15.422336
BYN 3.28591
BYR 21862.771094
BZD 2.242143
CAD 1.561013
CDF 2581.694319
CHF 0.923596
CLF 0.027908
CLP 1101.973211
CNY 7.435629
CNH 7.430441
COP 3533.826931
CRC 506.923707
CUC 1.115448
CUP 26.756477
CVE 110.68027
CZK 24.358249
DJF 198.237303
DKK 7.47361
DOP 67.339801
DZD 150.841538
EGP 62.493171
ERN 16.731713
ETB 179.865849
FJD 2.498323
FKP 0.837857
GBP 0.837109
GEL 2.863911
GGP 0.837857
GHS 12.99467
GIP 0.837857
GMD 81.96426
GNF 9810.361073
GTQ 8.519844
GYD 233.617514
HKD 8.750557
HNL 30.116444
HRK 7.550475
HTG 146.066035
HUF 366.970689
IDR 20106.164364
ILS 3.483715
IMP 0.837857
INR 105.918992
IQD 1689.345246
IRR 2079919.189769
ISK 135.749297
JEP 0.837857
JMD 176.828917
JOD 0.790855
JPY 176.030996
KES 145.008043
KGS 97.54432
KHR 4546.007301
KMF 493.027996
KPW 1003.902711
KRW 1497.131528
KWD 0.346794
KYD 0.929126
KZT 507.5347
LAK 25125.454986
LBP 99888.324133
LKR 370.682326
LRD 189.893472
LSL 18.5943
LTL 3.293627
LVL 0.674723
LYD 7.172573
MAD 10.99051
MDL 20.067969
MGA 5119.904328
MKD 61.680225
MMK 2342.027845
MNT 4016.813287
MOP 9.008658
MRU 44.846753
MUR 53.05068
MVR 17.245167
MWK 1937.532325
MXN 20.786031
MYR 4.547454
MZN 71.278641
NAD 18.59413
NGN 1499.256954
NIO 41.045953
NOK 10.324108
NPR 169.763895
NZD 1.982752
OMR 0.428881
PAB 1.114801
PEN 3.850546
PGK 5.008249
PHP 71.293833
PKR 308.588861
PLN 4.400943
PYG 6525.662134
QAR 4.066085
RON 5.350693
RSD 117.503455
RUB 89.798184
RWF 1648.073688
SAR 4.186792
SBD 8.995755
SCR 15.303749
SDG 670.936995
SEK 11.047253
SGD 1.428838
SHP 0.837234
SLE 25.599385
SLL 23390.381358
SOS 637.477228
SRD 41.958118
STD 23087.51127
STN 24.595617
SVC 9.754851
SYP 14503.048106
SZL 18.539055
THB 37.623946
TJS 10.267923
TMT 3.915221
TND 3.355545
TOP 2.68573
TRY 55.580627
TTD 7.567296
TWD 36.152752
TZS 2949.720615
UAH 50.839566
UGX 4854.88877
USD 1.115448
UYU 44.853285
UZS 13374.215648
VES 989.411028
VND 28841.568408
VUV 132.719971
WST 3.087299
XAF 655.957
XAG 0.02067
XAU 0.000274248671
XCD 3.014553
XCG 2.009265
XDR 0.788679
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.440798
ZAR 18.508788
ZMK 10040.377024
ZMW 22.492346
ZWL 359.173641
SSP 6408.770409
MXV 2.343897
Entre negociações e ataques, risco de default dos EUA continua
Entre negociações e ataques, risco de default dos EUA continua / foto: SAUL LOEB - AFP

Entre negociações e ataques, risco de default dos EUA continua

Faltando quase uma semana para a data limite antes de um potencial calote dos Estados Unidos sobre sua dívida, a Casa Branca e a oposição republicana oscilaram entre negociações e ataques nesta quarta-feira (24).

Tamanho do texto:

Faz semanas que oposição e governo negociam um aumento do limite de endividamento dos Estados Unidos, sem o qual o Estado federal corre o risco de ficar sem dinheiro para honrar seus compromissos.

"É uma crise fabricada", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, nesta quarta, criticando a recusa dos conservadores do Congresso a votar pela elevação do teto da dívida dos Estados Unidos, indispensável para evitar a moratória.

Enquanto as negociações entre governo e oposição continuavam, a porta-voz direcionou sua artilharia contra a ala mais à direita do Partido Republicano.

"Agora eles dizem em voz alta tudo o que pensavam em voz baixa", acusou Jean-Pierre, ao reiterar, pela enésima vez, que os republicanos estão fazendo a credibilidade financeira dos Estados Unidos "de refém", em alusão a declarações recentes de um legislador republicano da Câmara dos Representantes.

Enquanto isso, o presidente Joe Biden propôs congelar alguns gastos públicos em seus níveis atuais, o que reduziria o déficit fiscal em um trilhão de dólares (R$ 4,94 trilhões, na cotação atual) adicionais em dez anos, informou a secretária do Tesouro, Janet Yellen, nesta quarta.

As economias propostas por Biden deveriam minimizar as diferenças entre os planos de republicanos e democratas em matéria de gastos públicos, o foco da desavença que mantém os Estados Unidos contando os dias para um default.

- Tique-taque -

A secretária do Tesouro frisou, mais uma vez, que o governo poderia ficar sem recursos suficientes em 1º de junho.

"O plano orçamentário do presidente, na realidade, propõe uma redução do déficit de 3 trilhões de dólares [R$ 14,8 trilhões] em dez anos", disse Yellen em evento do jornal The Wall Street Journal nesta quarta-feira.

"Nesta negociação, o presidente ofereceu mudanças que poderiam resultar em uma redução adicional do déficit de mais um trilhão de dólares", explicou.

Os republicanos argumentam que seus planos de gastos reduzem o déficit em 4,8 trilhões de dólares (R$ 23,7 trilhões) em uma década, sem cortes para Defesa e segurança fronteiriça.

A Casa Branca, no entanto, quer distribuir os cortes para não sobrecarregar alguns setores, e quer aumentar alguns impostos, o que os republicanos são contra.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Kevin McCarthy, que está à frente das conversas com Biden e das demandas de cortes de gastos da oposição, assinalou que poderia haver "progressos hoje", em alusão às tratativas em curso nesta quarta. No entanto, voltou a acusar o governo de esperar até o último minuto para negociar.

- Risco de default -

Para eliminar o risco de um calote, o Congresso deve aumentar o limite de endividamento do país. O Senado é controlado pelos democratas, enquanto a Câmara está sob a batuta dos republicanos.

O chamado "teto da dívida", de mais de 31 trilhões de dólares (R$ 153 trilhões), foi alcançado em janeiro, mas o governo federal conseguiu gerenciar a situação até agora através de manobras contábeis.

Se não honrarem com suas obrigações, os Estados Unidos já não poderão pagar os detentores de títulos do Tesouro, um ativo de segurança das finanças mundiais. O governo tampouco poderia pagar subsídios ou pensões, por exemplo.

Isso seria catastrófico para a economia mundial, advertem os economistas.

(K.Müller--BBZ)