Berliner Boersenzeitung - Acordo da dívida nos EUA entra em corrida contra o tempo no Congresso

EUR -
AED 4.263912
AFN 74.306428
ALL 95.306262
AMD 427.784895
ANG 2.078725
AOA 1065.832126
ARS 1659.400007
AUD 1.641042
AWG 2.091638
AZN 1.971407
BAM 1.961692
BBD 2.338123
BDT 142.788881
BGN 1.963175
BHD 0.437514
BIF 3448.457791
BMD 1.161037
BND 1.490477
BOB 8.022095
BRL 5.879605
BSD 1.160887
BTN 110.359476
BWP 15.62794
BYN 3.211947
BYR 22756.330935
BZD 2.334813
CAD 1.62183
CDF 2664.581169
CHF 0.920395
CLF 0.026538
CLP 1044.457313
CNY 7.861966
CNH 7.846609
COP 4054.934355
CRC 528.08616
CUC 1.161037
CUP 30.767488
CVE 110.59719
CZK 24.140981
DJF 206.730937
DKK 7.474648
DOP 68.16474
DZD 154.459777
EGP 58.638068
ERN 17.415559
ETB 182.928845
FJD 2.59747
FKP 0.866306
GBP 0.864334
GEL 3.082631
GGP 0.866306
GHS 12.885704
GIP 0.866306
GMD 84.755493
GNF 10169.545255
GTQ 8.849581
GYD 242.879513
HKD 9.097058
HNL 31.042238
HRK 7.537569
HTG 151.785904
HUF 350.705231
IDR 20545.71593
ILS 3.361325
IMP 0.866306
INR 109.802318
IQD 1520.767779
IRR 1597445.088095
ISK 144.211948
JEP 0.866306
JMD 184.012701
JOD 0.823145
JPY 185.875688
KES 150.24999
KGS 101.532578
KHR 4664.008821
KMF 494.602151
KPW 1044.93397
KRW 1756.591933
KWD 0.357855
KYD 0.967506
KZT 567.675069
LAK 25562.78039
LBP 103963.364452
LKR 389.188968
LRD 211.284615
LSL 18.909196
LTL 3.428241
LVL 0.7023
LYD 7.399224
MAD 10.752095
MDL 20.274898
MGA 4844.551098
MKD 61.678683
MMK 2437.121951
MNT 4152.669336
MOP 9.369643
MRU 46.042293
MUR 54.707818
MVR 17.949715
MWK 2013.046388
MXN 19.959914
MYR 4.702783
MZN 74.220919
NAD 18.909196
NGN 1579.254948
NIO 42.718309
NOK 11.038562
NPR 176.575362
NZD 1.984595
OMR 0.446419
PAB 1.160887
PEN 3.948058
PGK 5.083268
PHP 70.063999
PKR 322.991237
PLN 4.24517
PYG 7108.350648
QAR 4.243847
RON 5.23825
RSD 117.361091
RUB 84.461104
RWF 1704.820601
SAR 4.358299
SBD 9.34121
SCR 15.902401
SDG 697.261025
SEK 10.876366
SGD 1.487626
SHP 0.866832
SLE 28.619718
SLL 24346.375762
SOS 663.492868
SRD 43.549932
STD 24031.127832
STN 24.57381
SVC 10.157509
SYP 128.331887
SZL 18.893749
THB 37.785929
TJS 10.819598
TMT 4.075241
TND 3.40583
TOP 2.7955
TRY 53.731151
TTD 7.885685
TWD 36.587187
TZS 3039.018621
UAH 52.018543
UGX 4353.0749
USD 1.161037
UYU 46.890841
UZS 13903.76135
VES 675.674755
VND 30519.026274
VUV 138.745164
WST 3.185298
XAF 657.933169
XAG 0.016428
XAU 0.000268
XCD 3.137761
XCG 2.092184
XDR 0.816646
XOF 657.933169
XPF 119.331742
YER 277.024938
ZAR 18.777735
ZMK 10450.730842
ZMW 20.280916
ZWL 373.853535
Acordo da dívida nos EUA entra em corrida contra o tempo no Congresso
Acordo da dívida nos EUA entra em corrida contra o tempo no Congresso / foto: SAMUEL CORUM - AFP

Acordo da dívida nos EUA entra em corrida contra o tempo no Congresso

Líderes republicanos e democratas buscam ansiosamente o apoio necessário, nesta segunda-feira (29), para que uma lei, que busca evitar um default catastrófico dos Estados Unidos, tenha apoio suficiente no Congresso.

Tamanho do texto:

A uma semana da data que, segundo o Departamento do Tesouro, marcará o momento em que os Estados Unidos começarão a ficar sem recursos, em 5 de junho, o projeto originado em um acordo bipartidário liderado pelo presidente Joe Biden e pelo presidente da Câmara de Representantes, Kevin McCarthy, enfrenta a rejeição dos democratas progressistas e de republicanos.

Republicanos ultraconservadores consideram que McCarthy deveria ter garantido neste acordo cortes ainda maiores nos gastos públicos, em troca do aumento do limite da dívida dos Estados Unidos. A medida é necessária para evitar uma moratória e garantir o funcionamento do Estado federal.

Ao mesmo tempo, a ala mais à esquerda do Partido Democrata, no poder, também manifesta sua insatisfação com a decisão de Biden de aceitar cortes nos gastos públicos.

- Táticas protelatórias -

Biden e McCarthy disseram estar confiantes em que o texto será aprovado na quarta-feira na Câmara, dominada pelos republicanos, antes de ir para o Senado, de maioria democrata. Mas o grupo dos insatisfeitos pode tentar adiar o processo.

Os dois líderes negociaram durante semanas, e o que está em jogo continua sendo a possibilidade de um calote sem precedentes da dívida americana, considerada a mais segura do mundo. Um cenário que pode abalar as finanças mundiais.

O acordo bipartidário suspende o chamado "teto" da dívida federal, hoje em US$ 31,4 trilhões (em torno de 157 trilhões de reais na cotação atual), por dois anos, o suficiente para atravessar a próxima eleição presidencial de 2024 e permitir que o governo siga tomando dinheiro emprestado e continue solvente.

Com isso, Biden obtém a tranquilidade de não passar por outra crise similar durante sua campanha de reeleição, e os republicanos, alguns limites nos gastos públicos durante esse período pré-eleitoral.

- Concessões mútuas -

Os dois campos reivindicaram a vitória após o acordo.

"Eles podem tentar fazer parecer que fiz algum tipo de compromisso em relação ao teto da dívida. Não fiz", disse Biden à imprensa. Já McCarthy chamou o acordo de "série histórica de vitórias".

Na realidade, o acordo representa uma série de concessões mútuas.

Inicialmente, Biden se recusou a negociar com os republicanos, os quais acusou de tomarem a economia como refém.

E os grandes cortes que os republicanos queriam não aparecem no texto, apesar de os gastos -— salvo no caso da Defesa — permanecerem estáveis no ano que vem e subirem apenas em 2025.

Após a divulgação do texto final no domingo (28), os membros da Câmara terão 72 horas para estudá-lo antes de votar.

A estreita maioria de McCarthy na Câmara exigirá um apoio significativo dos democratas para equilibrar a dissidência na oposição.

No Senado, existe a possibilidade de os senadores tentarem obstaculizar a aprovação do projeto de lei com emendas que deixarão o processo perigosamente perto de 5 de junho.

A primeira nota estridente da oposição republicana foi do representante (deputado) Dan Bishop, membro da bancada ultraconservadora House Freedom Caucus, que tuitou um emoji de vômito e criticou McCarthy por alcançar "quase zero".

Ao mesmo tempo, um membro do House Progressive Caucus, Ro Khanna, afirmou que muitos democratas se perguntam se vão apoiar o acordo.

"O acordo representa um compromisso, o que significa que nem todos conseguem o que querem. Essa é a responsabilidade de governar", resumiu Biden.

(L.Kaufmann--BBZ)