Berliner Boersenzeitung - Petróleo é motivo de discórdia entre povos indígenas amazônicos no Equador

EUR -
AED 4.236346
AFN 72.672673
ALL 95.906817
AMD 434.287518
ANG 2.064916
AOA 1057.787749
ARS 1578.016278
AUD 1.673946
AWG 2.079239
AZN 1.980774
BAM 1.954725
BBD 2.319714
BDT 141.321056
BGN 1.97174
BHD 0.434855
BIF 3421.11096
BMD 1.153531
BND 1.480096
BOB 7.976613
BRL 6.041061
BSD 1.151712
BTN 108.542894
BWP 15.836869
BYN 3.458718
BYR 22609.200095
BZD 2.316416
CAD 1.598176
CDF 2636.396126
CHF 0.917409
CLF 0.027122
CLP 1070.926189
CNY 7.972569
CNH 7.980588
COP 4255.905071
CRC 533.969312
CUC 1.153531
CUP 30.568561
CVE 110.209168
CZK 24.512183
DJF 205.097428
DKK 7.472317
DOP 69.436998
DZD 153.412615
EGP 60.798334
ERN 17.302959
ETB 177.998708
FJD 2.603982
FKP 0.862651
GBP 0.864865
GEL 3.108745
GGP 0.862651
GHS 12.592402
GIP 0.862651
GMD 84.786536
GNF 10096.747072
GTQ 8.811689
GYD 240.965392
HKD 9.03301
HNL 30.582325
HRK 7.532094
HTG 150.828553
HUF 388.185444
IDR 19540.808653
ILS 3.603742
IMP 0.862651
INR 108.598621
IQD 1508.817907
IRR 1514931.759519
ISK 143.395539
JEP 0.862651
JMD 181.00947
JOD 0.817892
JPY 184.020404
KES 149.554966
KGS 100.875531
KHR 4612.203632
KMF 492.557238
KPW 1038.244227
KRW 1736.657609
KWD 0.354387
KYD 0.959839
KZT 554.846383
LAK 24876.80942
LBP 103137.614957
LKR 362.218818
LRD 211.366586
LSL 19.703468
LTL 3.406076
LVL 0.697759
LYD 7.354605
MAD 10.753686
MDL 20.229647
MGA 4800.089717
MKD 61.61085
MMK 2422.395585
MNT 4134.054978
MOP 9.281074
MRU 45.941548
MUR 53.789168
MVR 17.833699
MWK 1997.08917
MXN 20.659036
MYR 4.626237
MZN 73.721572
NAD 19.703298
NGN 1596.682827
NIO 42.383568
NOK 11.176673
NPR 173.646461
NZD 1.999478
OMR 0.44352
PAB 1.151767
PEN 3.986073
PGK 4.976918
PHP 69.586721
PKR 321.525831
PLN 4.278895
PYG 7539.494182
QAR 4.199945
RON 5.095952
RSD 117.441162
RUB 93.873095
RWF 1681.88028
SAR 4.327996
SBD 9.276664
SCR 15.75814
SDG 693.27198
SEK 10.882875
SGD 1.483065
SHP 0.865447
SLE 28.31934
SLL 24188.972762
SOS 658.198083
SRD 43.328955
STD 23875.754805
STN 24.484837
SVC 10.078108
SYP 128.552763
SZL 19.701129
THB 37.893189
TJS 11.023307
TMT 4.048892
TND 3.389242
TOP 2.777424
TRY 51.287014
TTD 7.817294
TWD 36.884031
TZS 2969.172842
UAH 50.537759
UGX 4284.755038
USD 1.153531
UYU 46.697153
UZS 14029.163058
VES 537.566198
VND 30383.996454
VUV 137.29706
WST 3.171668
XAF 655.559536
XAG 0.016831
XAU 0.00026
XCD 3.117474
XCG 2.075786
XDR 0.815306
XOF 655.565215
XPF 119.331742
YER 275.290042
ZAR 19.711422
ZMK 10383.157839
ZMW 21.624077
ZWL 371.436388
Petróleo é motivo de discórdia entre povos indígenas amazônicos no Equador
Petróleo é motivo de discórdia entre povos indígenas amazônicos no Equador / foto: Rodrigo BUENDIA - AFP

Petróleo é motivo de discórdia entre povos indígenas amazônicos no Equador

Um grupo de mulheres indígenas waorani adverte, com um canto de guerra, que impedirá que ambientalistas entrem em um bloco estratégico de petróleo localizado na Amazônia equatoriana, cuja produção pode ser suspensa por um referendo marcado para agosto.

Tamanho do texto:

O canto é entoado por sete mulheres de uma comunidade que apoia a atividade petroleira na região. O bloco 43 agrupa os campos de Ishpingo, Tambococha e Tiputini (ITT) e tem sido o centro da discórdia desde que o Tribunal Constitucional aprovou, em maio, um pedido feito há dez anos pelo grupo ambientalista Yasunidos, no qual uma consulta popular é solicitada para definir se o petróleo bruto deve ser deixado no subsolo por tempo indefinido.

As mulheres fazem um "pedido às autoridades para que a consulta seja feita, mas com os donos" da terra - como os waorani - e não com quem "sequer seja do território".

Cercado por uma vegetação exuberante, no local fica uma das 12 plataformas de poços do ITT, que aporta atualmente 57.000 barris/dia (bd) para a produção total do Equador, de 464.000 bd entre janeiro e abril.

A Constituição do país reconhece que os povos indígenas "têm a propriedade coletiva da terra, como forma ancestral de organização territorial", mas mantém o poder do Estado sobre o subsolo.

- Extrativismo exagerado -

O ITT está dentro do protegido Parque Nacional Yasuní, parte de uma das mais diversas reservas de biosfera do mundo, com 2.000 espécies de árvores, 610 aves, 204 mamíferos, 150 anfíbios, 121 répteis e 100.000 artrópodes, segundo a Universidade de Quito.

A comunidade Kawymeno, a cerca de quatro horas de Ishpingo no trajeto de caminhada mais canoa, é a única comunidade Waorani na área do bloco - localizada no extremo leste da província de Orellana (fronteira com o Peru).

Kawymeno, com 400 habitantes, bem como algumas comunidades da nacionalidade Kichwa situadas na área de influência do ITT, declararam-se defensoras da atividade petrolífera, que supre a ausência do Estado ao entregar obras.

"Se não houvesse a indústria petrolífera, não teríamos educação, saúde, bem-estar familiar", disse Panenky Huabe, presidente da aldeia, alguns de cujos habitantes trabalham no setor.

Para proteger a Floresta Amazônica, o Yasunidos e outros setores indígenas promovem a consulta popular, que será realizada em todo o país no dia 20 de agosto, juntamente com eleições gerais antecipadas. O governo se opõe à consulta.

Junto à sueca Greta Thunberg, a ativista equatoriana Helena Gualinga, do povo Sarayaku amazônico, disse na quinta-feira em Paris que a consulta "é um precedente extremamente importante, que pode ser replicado em todo o mundo, e deveria ser um sinal de esperança, de que as pessoas podem decidir que direção querem seguir" em relação ao cuidado ambiental.

- Petróleo para todos -

No Yasuní, de 1 milhão de hectares, que também abriga duas tribos em isolamento voluntário, há outros campos de petróleo, em operação desde antes do ITT.

"Vemos como o extrativismo abusa do Yasuní no geral há muitos anos, desde a década de 1970, quando a exploração começou. Basicamente, o bloco 43 é o único com uma parte de mata que falta ser salva com a consulta", disse à AFP o advogado e porta-voz do Yasunidos, Pedro Bermeo.

O referendo divide a nacionalidade guerreira waorani, com 4.800 integrantes e donos de cerca de 800.000 hectares de floresta nas províncias de Orellana, Pastaza e Napo.

Em 2019, os waorani de Pastaza conseguiram uma decisão judicial histórica, que impede a entrada de empresas petroleiras em 180.000 hectares que permanecem intocados em seu território.

Para explorar o bloco, a estatal Petroecuador está autorizada a intervir em cerca de 300 hectares do milhão do Yasuní, tendo usado 80 deles. Já gerou para o Estado US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) e suas reservas são estimadas em 282 milhões do total de 1,2 bilhão de barris.

Se o 'sim' vencer a consulta sobre a manutenção do petróleo bruto do ITT indefinidamente no subsolo, o prejuízo será de US$ 16,5 bilhões em 20 anos em receita projetada, abandono de campos, investimentos realizados e desemprego, ressaltou o gerente da Petroecuador, Ramón Correa.

(H.Schneide--BBZ)