Berliner Boersenzeitung - Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden

EUR -
AED 4.240372
AFN 74.475979
ALL 91.74783
AMD 419.452964
ANG 2.067205
AOA 1059.948582
ARS 1745.182232
AUD 1.61852
AWG 2.079773
AZN 1.965276
BAM 1.955728
BBD 2.324205
BDT 142.054795
BGN 1.943748
BHD 0.435082
BIF 3449.85865
BMD 1.154628
BND 1.46664
BOB 13.91155
BRL 5.948874
BSD 1.153953
BTN 110.205485
BWP 15.607631
BYN 3.510556
BYR 22630.702758
BZD 2.320925
CAD 1.606947
CDF 2663.726177
CHF 0.943891
CLF 0.027833
CLP 1098.986278
CNY 7.745531
CNH 7.747846
COP 3605.094042
CRC 519.778703
CUC 1.154628
CUP 30.597634
CVE 110.260482
CZK 24.300869
DJF 205.50069
DKK 7.475729
DOP 68.147208
DZD 154.269397
EGP 59.678205
ERN 17.319415
ETB 188.497409
FJD 2.553465
FKP 0.853424
GBP 0.856116
GEL 2.971565
GGP 0.853424
GHS 13.253687
GIP 0.853424
GMD 84.866828
GNF 10145.584308
GTQ 8.812792
GYD 241.429063
HKD 9.05634
HNL 30.973267
HRK 7.540759
HTG 150.82382
HUF 366.329874
IDR 20414.972218
ILS 3.525021
IMP 0.853424
INR 110.703913
IQD 1511.764245
IRR 1587151.224948
ISK 139.883411
JEP 0.853424
JMD 182.113327
JOD 0.818596
JPY 178.478304
KES 149.536249
KGS 100.972277
KHR 4678.889339
KMF 490.716713
KPW 1039.16529
KRW 1554.383332
KWD 0.356653
KYD 0.961677
KZT 516.598834
LAK 25818.165765
LBP 103340.760859
LKR 379.776084
LRD 201.375237
LSL 18.747457
LTL 3.409315
LVL 0.698423
LYD 7.322668
MAD 10.940104
MDL 20.091525
MGA 4978.839124
MKD 61.527213
MMK 2424.431786
MNT 4151.901547
MOP 9.323479
MRU 46.3439
MUR 54.406162
MVR 17.839187
MWK 2001.009348
MXN 19.775724
MYR 4.669085
MZN 73.791809
NAD 18.747457
NGN 1530.828602
NIO 42.468076
NOK 10.773115
NPR 176.328012
NZD 2.000583
OMR 0.44402
PAB 1.153963
PEN 3.878558
PGK 5.134767
PHP 72.559105
PKR 319.913607
PLN 4.34379
PYG 6940.835841
QAR 4.2181
RON 5.25517
RSD 117.369035
RUB 97.454359
RWF 1702.759728
SAR 4.331557
SBD 9.252038
SCR 15.895859
SDG 694.505703
SEK 11.276943
SGD 1.467341
SHP 0.854742
SLE 28.346174
SLL 24211.956007
SOS 659.47298
SRD 43.606798
STD 23898.462035
STN 24.498996
SVC 10.097586
SYP 15012.469542
SZL 18.733232
THB 38.355001
TJS 10.657156
TMT 4.052743
TND 3.377376
TOP 2.780066
TRY 56.140768
TTD 7.835679
TWD 36.717737
TZS 3054.715373
UAH 51.509366
UGX 4523.795058
USD 1.154628
UYU 46.478096
UZS 13582.384675
VES 960.012536
VND 30007.041767
VUV 135.381466
WST 3.159049
XAF 655.957
XAG 0.018273
XAU 0.000269
XCD 3.120439
XCG 2.079815
XDR 0.816382
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 273.704966
ZAR 18.791733
ZMK 10393.02907
ZMW 22.301279
ZWL 371.789646
SSP 6522.780929
MXV 2.242582
Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden
Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden / foto: OLIVIER DOULIERY - AFP

Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden

A Suprema Corte dos Estados Unidos deu um novo apoio aos conservadores, nesta sexta-feira (30), ao permitir que alguns comércios se neguem a prestar serviços a pessoas LGTB por motivos religiosos e ao invalidar uma medida do presidente Joe Biden para cancelar parte da dívida estudantil.

Tamanho do texto:

Na véspera, o tribunal, reestruturado pelo ex-presidente republicano Donald Trump, já tinha abolido a política de ação afirmativa nas universidades, uma das conquistas da luta pelos direitos civis dos anos 1960.

As sentenças foram emitidas com votos favoráveis dos seis juízes conservadores, contrariando as opiniões dos três progressistas, pouco antes do recesso da Corte.

Há um ano, o tribunal enterrou o direito federal ao aborto, ratificou o direito ao porte de armas e limitou os poderes da Agência de Proteção Ambiental.

Assim como no ano passado, os republicanos aplaudiram cada uma das decisões e a esquerda e os democratas - liderados pelo presidente Biden - se opuseram.

Biden diz estar "profundamente preocupado" com o risco de que a sentença da sexta-feira aumente a discriminação contra a comunidade LGTB+.

O alto tribunal decidiu que as empresas que atendem o público e atuem em atividades criativas possam invocar a liberdade de expressão para se negar a prestar um serviço contrário a seus valores.

A corte se manifestou em resposta a Lorie Smith, uma designer gráfica que se descreve como cristã devota e se nega a criar sites na internet para casais homossexuais.

- Primeira Emenda -

A Primeira Emenda da Constituição, dedicada à liberdade de expressão, diz que nos Estados Unidos "as pessoas são livres para pensar e expressar o que quiserem, não o que o governo diz", escreve o magistrado Neil Gorsuch.

A juíza Sonia Sotomayor o contradisse em nome dos progressistas. "Pela primeira vez na história, o tribunal concedeu a um negócio aberto ao público o direito constitucional de negar o serviço" a clientes protegidos por leis antidiscriminação, escreveu.

A vitória da designer gráfica "abre a porta a que todos os comércios que dizem prestar serviços sob medida discriminem os grupos marginalizados", lamentou a União Americana de Liberdades Civis (ACLU).

Em 2018, a Suprema Corte já tinha dado razão a um confeiteiro cristão que se negou a preparar um bolo de casamento para um casal gay. Na ocasião, baseou-se em motivos técnicos.

Biden sofreu novo revés nesta sexta com a decisão sobre a dívida estudantil.

A Suprema Corte decidiu que seu governo extrapolou suas competências, ao adotar um programa sem autorização do Congresso, que, na opinião dos juízes conservadores, é quem tem a chave do cofre.

Isto priva Biden de uma medida essencial com vistas às eleições presidenciais de 2024, nas quais espera ser reeleito com o apoio da classe média e dos menos favorecidos.

- 26 milhões de solicitações -

O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, investiu contra "o plano socialista de empréstimos estudantis". Ele se alegrou de que a Corte tenha impedido que Biden "encha os bolsos de sua base de alta renda e faça de bobas as famílias da classe trabalhadora que decidiram não contrair uma dívida estudantil".

Nos Estados Unidos, o ensino superior é muito caro e cerca de 43 milhões de pessoas pedem empréstimos estudantis federais em um montante total de 1,63 trilhão de dólares (7,8 trilhões de reais, na cotação atual).

No começo da pandemia, o governo Trump congelou o reembolso destes empréstimos, em virtude de uma lei de 2003 que lhe permite "aliviar" os titulares de dívidas estudantis em caso de "emergência nacional".

Esta medida expira em 31 de agosto.

Antecipando-se a esse prazo, Biden anunciou, em agosto passado, a intenção de anular 10.000 dólares (R$ 48 mil) das dívidas dos tomadores de empréstimo que ganharam menos de 125.000 dólares (R$ 602 mil) ao ano e 20.000 dólares (R$ 96 mil) de antigos beneficiários de bolsas.

Foram apresentados 26 milhões de pedidos, segundo a Casa Branca, a um custo superior a 400 bilhões de dólares (R$ 1,9 trilhão).

Os tribunais bloquearam a aplicação deste plano após denúncias de uma coalizão de estados republicanos e de dois estudantes que não podiam recorrer ao perdão.

As partes acusaram o governo democrata de usar o dinheiro dos contribuintes sem a aprovação do Congresso e avaliam que a lei de 2003 cobre o congelamento da dívida, mas não seu cancelamento.

"Estamos de acordo com eles", escreveu o juiz John Roberts em nome da maioria.

"O tema aqui não é se algo deve ser feito, é quem tem autoridade para fazê-lo", assegurou.

Os juízes progressistas pensam diferente.

"O tribunal substitui o Congresso e o Poder Executivo na formulação da política nacional de perdão de empréstimos estudantis", escreveu a juíza Elena Kagan.

Após a decisão da Suprema Corte, Biden anunciou "um novo caminho coerente com a sentença de hoje para aliviar a dívida estudantil a tantos tomadores de empréstimo quanto seja possível, o mais rapidamente possível".

Ele acrescentou que "a nova abordagem" vai se basear em uma lei diferente da do plano original.

(Y.Berger--BBZ)