Berliner Boersenzeitung - YouTube acelera luta contra desinformação médica, mas não convence especialistas

EUR -
AED 4.234305
AFN 73.206022
ALL 95.812234
AMD 436.184273
ANG 2.063925
AOA 1057.280409
ARS 1587.291241
AUD 1.667055
AWG 2.077953
AZN 1.961064
BAM 1.949927
BBD 2.330401
BDT 141.992303
BGN 1.970794
BHD 0.435312
BIF 3436.663292
BMD 1.152977
BND 1.479051
BOB 7.994884
BRL 6.053341
BSD 1.157025
BTN 108.831715
BWP 15.767643
BYN 3.429201
BYR 22598.351259
BZD 2.327111
CAD 1.595536
CDF 2628.787676
CHF 0.914658
CLF 0.026844
CLP 1059.885276
CNY 7.957269
CNH 7.976186
COP 4267.571808
CRC 537.981872
CUC 1.152977
CUP 30.553893
CVE 109.933392
CZK 24.476208
DJF 206.042059
DKK 7.472157
DOP 69.760177
DZD 153.327594
EGP 60.872574
ERN 17.294657
ETB 180.6651
FJD 2.59218
FKP 0.862237
GBP 0.864946
GEL 3.10733
GGP 0.862237
GHS 12.649842
GIP 0.862237
GMD 84.749724
GNF 10141.496666
GTQ 8.855288
GYD 242.069809
HKD 9.020571
HNL 30.638845
HRK 7.536091
HTG 151.723649
HUF 388.485269
IDR 19502.607732
ILS 3.606368
IMP 0.862237
INR 108.477969
IQD 1515.840693
IRR 1514031.885631
ISK 142.66913
JEP 0.862237
JMD 182.251828
JOD 0.81743
JPY 184.046854
KES 149.766145
KGS 100.827377
KHR 4640.043795
KMF 492.321403
KPW 1037.746034
KRW 1737.415627
KWD 0.354517
KYD 0.9642
KZT 558.260877
LAK 24946.076013
LBP 103458.959416
LKR 363.897058
LRD 212.319549
LSL 19.490063
LTL 3.404441
LVL 0.697425
LYD 7.377873
MAD 10.783173
MDL 20.231237
MGA 4822.515874
MKD 61.638053
MMK 2421.233218
MNT 4132.071286
MOP 9.317276
MRU 46.101338
MUR 53.763579
MVR 17.813319
MWK 2006.373981
MXN 20.570881
MYR 4.605059
MZN 73.671727
NAD 19.489979
NGN 1597.611466
NIO 42.581923
NOK 11.111258
NPR 174.132249
NZD 1.995233
OMR 0.443302
PAB 1.157015
PEN 4.001066
PGK 4.998964
PHP 69.383888
PKR 322.936082
PLN 4.273193
PYG 7528.388952
QAR 4.219572
RON 5.097888
RSD 117.448046
RUB 95.007374
RWF 1689.51831
SAR 4.325551
SBD 9.272285
SCR 16.055447
SDG 692.939845
SEK 10.837521
SGD 1.481118
SHP 0.865031
SLE 28.305819
SLL 24177.365885
SOS 661.211226
SRD 43.052736
STD 23864.298223
STN 24.426531
SVC 10.124548
SYP 128.491078
SZL 19.500432
THB 37.926607
TJS 11.078682
TMT 4.03542
TND 3.395258
TOP 2.776092
TRY 51.153211
TTD 7.867337
TWD 36.827174
TZS 2963.219161
UAH 50.801122
UGX 4281.086328
USD 1.152977
UYU 46.838713
UZS 14111.555625
VES 532.779606
VND 30382.099695
VUV 137.231179
WST 3.170146
XAF 653.989946
XAG 0.017078
XAU 0.00026
XCD 3.115978
XCG 2.085328
XDR 0.813357
XOF 653.995601
XPF 119.331742
YER 275.157775
ZAR 19.696538
ZMK 10378.184071
ZMW 21.665928
ZWL 371.258157
YouTube acelera luta contra desinformação médica, mas não convence especialistas
YouTube acelera luta contra desinformação médica, mas não convence especialistas / foto: Lionel BONAVENTURE - AFP

YouTube acelera luta contra desinformação médica, mas não convence especialistas

Um vídeo afirma que o alho cura o câncer, outro que a vitamina C pode substituir a radioterapia: os "conselhos" perigosos de saúde não terão mais espaço no YouTube, de acordo com a promessa da plataforma, embora os especialistas em desinformação estejam céticos e denunciem a falta de transparência.

Tamanho do texto:

Em 2022, diante da explosão de desinformação médica após a pandemia de covid-19, o YouTube (propriedade do Google) começou a combater conteúdos antivacina e, em seguida, os que promovem distúrbios alimentares.

Um ano depois, a plataforma de vídeos afirma querer aprofundar as medidas e rastrear informações falsas sobre o câncer, alegando que pessoas diagnosticadas com essa doença "muitas vezes recorrem à Internet em busca de informações sobre sintomas e tratamentos, além de encontrar um senso (de pertencimento) a uma comunidade".

Os internautas que publicarem informações falsas sobre saúde terão seus vídeos excluídos e, após três postagens repetidas, seus canais ou até mesmo suas contas serão bloqueadas.

Embora o YouTube defenda um processo a longo prazo, "está apenas cumprindo suas obrigações", adverte à AFP Laurent Cordonier, sociólogo da Fundação Descartes, uma organização francesa que estuda questões de informação.

O especialista menciona a entrada em vigor, em 25 de agosto, de uma regulamentação europeia que exige que as principais plataformas digitais adotem medidas contra a desinformação e outros conteúdos ilícitos.

O pesquisador, segundo o qual "os 'desinformadores' de saúde são abundantes no YouTube em francês", duvida da eficácia das medidas anunciadas, apontando especialmente para os anúncios que também veiculam desinformação.

Ele citou um anúncio recente "para um livro que critica a ideia de que é necessário se hidratar durante uma onda de calor, com o pretexto de que 'as pessoas no deserto bebem muito pouco'".

Para a jornalista Angie Holan, diretora da rede internacional de verificação de fatos IFCN, da qual a AFP faz parte, "o YouTube hospeda tantos conteúdos que é muito difícil dizer se a qualidade da informação melhorou ou não".

- Falta de eficácia e transparência -

A cada minuto, a plataforma recebe mais de 500 horas de novos conteúdos, e a detecção de informações falsas representa um "desafio tecnológico enorme", segundo o YouTube, principalmente agora que os vídeos antigos também devem ser submetidos às novas regras.

De janeiro a abril de 2023, o YouTube afirma ter removido mais de 8,7 milhões de vídeos, dos quais mais de 90% foram identificados pela Inteligência Artificial.

Mas esses "meios automáticos (...) falham miseravelmente, especialmente quando o vídeo não está em inglês", lamenta Carlos Hernández-Echevarría, jornalista espanhol do serviço de verificação de dados Maldita e coautor de uma carta aberta ao YouTube sobre o assunto em janeiro de 2022.

O jornalista também critica a "censura" exercida pelo YouTube, que remove vídeos "sem que os internautas saibam por que uma informação específica é falsa", enquanto outras plataformas optam por limitar a viralidade de conteúdos problemáticos ou acrescentar contexto.

Holan, cuja rede recebe financiamento do Google para combater a desinformação, assim como outras organizações de verificação de dados, como a AFP, também lamenta a "falta de transparência" da plataforma em relação aos seus critérios de classificação.

"É muito difícil saber o que o YouTube realmente faz", reclama.

O YouTube justifica-se explicando que não quer oferecer um "aviso" detalhado que possa facilitar aos internautas burlar suas regras.

Além das ações, o YouTube desenvolveu novas ferramentas para destacar conteúdos de autoridades de saúde e hospitais, e na França, exibe mensagens informativas abaixo dos vídeos para ajudar os usuários a identificar a fonte.

Clément Bastié, do coletivo l'Extracteur, que luta contra a desinformação, declara-se "incomodado por confiarmos a uma empresa privada a tarefa de ditar o que pode ou não ser dito, e o que é confiável ou não em assuntos complexos".

Ele teme que a política do YouTube, "sem dúvida eficaz a curto prazo", reforce a longo prazo teorias da conspiração que encontrarão "outras plataformas para se expressar".

(A.Berg--BBZ)