Berliner Boersenzeitung - Biden e Xi se reúnem em 15 de novembro para 'estabilizar' relações

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Biden e Xi se reúnem em 15 de novembro para 'estabilizar' relações
Biden e Xi se reúnem em 15 de novembro para 'estabilizar' relações / foto: SAUL LOEB - AFP/Arquivos

Biden e Xi se reúnem em 15 de novembro para 'estabilizar' relações

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reúne-se com seu homólogo chinês, Xi Jinping, em 15 de novembro "na zona de San Francisco", confirmaram funcionários da Casa Branca, repetindo que buscam "estabilizar" as relações, na esteira das recentes tensões entre ambas as potências.

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"Nosso objetivo será tentar tomar medidas que estabilizem as relações entre Estados Unidos e China, esclarecer certos mal-entendidos e abrir novas linhas de comunicação", disse um funcionário do alto escalão, que pediu para não ser identificado, durante uma conversa com a imprensa na quinta-feira embargada até esta sexta.

O Ministério chinês das Relações Exteriores informou que Xi viajará para San Francisco de 14 a 17 de novembro para assistir à "reunião de chefes de Estado da China e dos Estados Unidos", confirmando, pela primeira vez, que assistirá à reunião de líderes da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec).

Esse será o segundo encontro entre os dois líderes desde que Biden assumiu o cargo em janeiro de 2021, e sua sétima conversa desde essa data. Também será a primeira visita de Xi aos Estados Unidos desde 2017.

San Francisco será sede, ao mesmo tempo, da cúpula da Apec, que acontece de 12 a 18 de novembro.

Biden deve advertir seu homólogo chinês de que os americanos estão "extremamente preocupados" com uma eventual interferência de Pequim na eleição presidencial de Taiwan em 2024, disse uma alta funcionária americana.

Ela estimou que, no próximo ano, com as eleições em Taiwan e a eleição presidencial de novembro nos Estados Unidos, pode ser um momento "bastante turbulento" para as relações entre Washington e Pequim.

"Também estamos preocupados com a intensificação, sem precedentes, perigosa e provocadora, das atividades militares (chinesas) em torno de Taiwan", acrescentou, indicando que Biden abordará essa questão na cúpula.

Ele deve, no entanto, repetir à China, que reivindica a soberania sobre a ilha, que Washington não apoia a independência de Taiwan e que, portanto, a política dos EUA a esse respeito não mudou.

- Comunicações militares -

Taiwan é um dos principais pontos de atrito entre as duas superpotências. A China suspendeu a maioria das comunicações militares regulares com os Estados Unidos no verão de 2022 (inverno no Brasil), após uma visita da então presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, à ilha.

Manter um diálogo com a China entre altos funcionários militares, mas também em um nível mais operacional, é "absolutamente essencial" para evitar mal-entendidos potencialmente perigosos, disse a mesma fonte dos EUA.

"Os chineses mostram reservas e, por isso, o presidente (Biden) pressionará de forma decidida na próxima semana" para restabelecer essas linhas cruciais de comunicação entre as duas potências nucleares, observou o alto funcionário citado anteriormente.

Sua colega advertiu que não se deve esperar uma "longa lista de resultados concretos", garantindo que o objetivo da reunião é "administrar a rivalidade" com Pequim e que os Estados Unidos têm expectativas "realistas".

Altos funcionários disseram, ainda, que serão discutidos os principais temas internacionais do momento, em particular os confrontos militares entre Israel e o Hamas.

Biden espera que a China "diga muito claramente, como parte de sua relação emergente com o Irã, que é essencial que (Teerã) não busque intensificar, ou expandir", esse conflito.

O alto funcionário observou que essa cúpula será realizada em um contexto em que os Estados Unidos gozam de boa saúde econômica e mantêm uma intensa atividade diplomática para fortalecer suas alianças na Ásia.

A reunião transcorrerá em várias "sessões", como aconteceu há um ano em Bali, na Indonésia, e eles se reuniram por cerca de três horas à margem do G20, acrescentaram as mesmas fontes.

(S.G.Stein--BBZ)