Berliner Boersenzeitung - FMI prevê crescimento mundial de 3,1% este ano e recessão na Argentina

EUR -
AED 4.193409
AFN 71.936261
ALL 94.313517
AMD 420.265722
ANG 2.044352
AOA 1047.066868
ARS 1689.072446
AUD 1.659662
AWG 2.056738
AZN 1.945481
BAM 1.958174
BBD 2.299788
BDT 140.730617
BGN 1.930714
BHD 0.430513
BIF 3396.988644
BMD 1.141839
BND 1.476978
BOB 7.907414
BRL 5.927742
BSD 1.141884
BTN 107.892443
BWP 15.517473
BYN 3.311486
BYR 22380.050817
BZD 2.296464
CAD 1.622442
CDF 2589.120289
CHF 0.923411
CLF 0.026737
CLP 1052.308099
CNY 7.762395
CNH 7.765695
COP 3935.109456
CRC 517.923377
CUC 1.141839
CUP 30.258742
CVE 110.39836
CZK 24.263572
DJF 203.332061
DKK 7.474417
DOP 67.901727
DZD 152.241244
EGP 56.290733
ERN 17.12759
ETB 184.085649
FJD 2.567711
FKP 0.865351
GBP 0.862115
GEL 3.020169
GGP 0.865351
GHS 12.914374
GIP 0.865351
GMD 83.354533
GNF 10010.092064
GTQ 8.711485
GYD 238.844337
HKD 8.955212
HNL 30.55778
HRK 7.534429
HTG 149.239626
HUF 354.896792
IDR 20413.803496
ILS 3.411302
IMP 0.865351
INR 107.964733
IQD 1495.800358
IRR 1570314.535312
ISK 143.803363
JEP 0.865351
JMD 179.797981
JOD 0.809586
JPY 184.907748
KES 147.869387
KGS 99.854174
KHR 4591.5264
KMF 495.557874
KPW 1027.655794
KRW 1762.782919
KWD 0.353502
KYD 0.951533
KZT 554.399998
LAK 25609.8242
LBP 102250.125882
LKR 383.942116
LRD 207.807389
LSL 18.760981
LTL 3.371555
LVL 0.690687
LYD 7.335862
MAD 10.700273
MDL 20.182026
MGA 4858.84815
MKD 61.634438
MMK 2397.462543
MNT 4087.701951
MOP 9.223981
MRU 45.571249
MUR 53.940134
MVR 17.641444
MWK 1979.957083
MXN 20.014748
MYR 4.648392
MZN 72.96563
NAD 18.761145
NGN 1577.838644
NIO 42.020576
NOK 11.338818
NPR 172.629779
NZD 2.023231
OMR 0.439035
PAB 1.141859
PEN 3.899293
PGK 5.013078
PHP 69.912559
PKR 317.516265
PLN 4.289605
PYG 6953.430104
QAR 4.162246
RON 5.242754
RSD 117.385642
RUB 88.243753
RWF 1676.195463
SAR 4.289363
SBD 9.194036
SCR 15.889801
SDG 685.104142
SEK 11.113739
SGD 1.477066
SHP 0.852498
SLE 28.318388
SLL 23943.80396
SOS 652.585457
SRD 42.812695
STD 23633.768713
STN 24.529739
SVC 9.991069
SYP 126.209896
SZL 18.756576
THB 38.008402
TJS 10.584701
TMT 3.996438
TND 3.3822
TOP 2.749276
TRY 53.256638
TTD 7.762343
TWD 36.406978
TZS 2997.331628
UAH 51.246329
UGX 4185.073842
USD 1.141839
UYU 45.945703
UZS 13761.684201
VES 708.800171
VND 30018.955918
VUV 136.083591
WST 3.175321
XAF 656.747467
XAG 0.019725
XAU 0.000284
XCD 3.085878
XCG 2.057877
XDR 0.817981
XOF 656.750346
XPF 119.331742
YER 272.471391
ZAR 18.766358
ZMK 10277.916815
ZMW 20.67261
ZWL 367.671798
FMI prevê crescimento mundial de 3,1% este ano e recessão na Argentina
FMI prevê crescimento mundial de 3,1% este ano e recessão na Argentina / foto: MANDEL NGAN - AFP

FMI prevê crescimento mundial de 3,1% este ano e recessão na Argentina

Após as turbulências dos últimos anos, a economia mundial segue para um "pouso suave", com crescimento além do esperado (3,1%) e menor inflação neste ano, estimou nesta terça-feira (30) o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê também uma recessão na Argentina.

Tamanho do texto:

Em sua atualização das Perspectivas da Economia Mundial, a instituição financeira aumentou a previsão de crescimento mundial para 2024, que passa de 2,9% antecipado em outubro para 3,1%. Para 2025, mantém-se invariável em 3,2%.

Este aumento se deve "a uma resistência maior que a esperada nos Estados Unidos e várias grandes economias de mercado emergentes e em desenvolvimento", e à China, afirma o Fundo.

A economia dos Estados Unidos crescerá 2,1%, 0,6 ponto percentual (pp) a mais do que o previsto em outubro. Trata-se de uma excelente notícia para o presidente democrata Joe Biden, que se apresenta para a reeleição em novembro com uma campanha centrada, em parte, em temas econômicos.

A maior economia mundial parecer ter espantado os temores de recessão e terminou 2023 com um crescimento de 2,5%.

Uma melhora também é verificada na China (4,6% em vez de 4,2%), apesar do cenário econômico complicado e do risco de deflação, assim como na Índia (6,5%), no México (2,7%, +0,6 pp), no Brasil (1,7%, +0,2 pp) e na Rússia (2,6%).

Porém, com um crescimento bastante inferior à tendência observada entre 2000 e 2019, quando a média era de 3,8% anual, o entusiasmo é comedido.

A zona do euro avançará apenas 0,9%, devido ao baixo crescimento da Alemanha (0,5%, -0,4 pp), enquanto a Espanha parece resistir (+1,5%, -0,2 pp).

"A moderação da inflação e o crescimento estável abrem caminho para um pouso suave", indica o informe, recorrendo a uma definição cada vez mais repetida por especialistas.

"Tivemos ao mesmo tempo menor inflação e mais crescimento. Isto demonstra que a política monetária funcionou, mas também (ocorrem) outros fatores, como o fortalecimento do mercado de trabalho, a flexibilização observada nas redes de abastecimento e a queda dos preços da energia e matérias-primas", explicou o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, em coletiva de imprensa on-line.

- De +2,8% a -2,8% -

Argentina, a terceira economia da América Latina, continuará com tendência à recessão do ano passado, após um recuperação recorde pós-covid com dois anos consecutivos de crescimento (10,3% em 2021, e 5,4%, em 2022), um fato sem precedentes em 12 anos.

As nuvens carregadas persistem em meio ao turbilhão reformista do presidente ultraliberal Javier Milei, que em menos de dois meses no poder desvalorizou o peso em 50%, uma das principais medidas recomendadas pelo FMI, organização para a qual o país deve pagar um empréstimo de 44 bilhões de dólares (cerca de 220 bilhões de reais).

O governo também emitiu um decreto amplo para liberar os preços da economia, começando com os combustíveis, mas está consciente de que as reformas implicam um período de "estagflação", segundo Milei, ou seja, uma combinação de estagnação com inflação elevada.

O certo é que o prognóstico é muito pior que o esperado.

Em outubro, a instituição financeira internacional previa que a economia argentina cresceria 2,8% em 2024, mas agora conclui que o PIB contrairá 2,8%. Será o único país do G20 em recessão este ano.

- Inflação desigual -

A contração na Argentina ocorre "em um contexto de um importante ajuste político para restabelecer a estabilidade macroeconômica", indica o FMI.

A recessão puxa para baixo a média regional de crescimento da América Latina e Caribe, para 1,9% em 2024 (0,4 pp menos do que em outubro).

Em nível global, a luta contra a inflação parece dar resultado, mas com disparidade. Cairá para 2,6% este ano (0,4 pp a menos) nos países ricos, mas continuará alto no restante do mundo, com uma média de 8,1% (0,3 pp a mais) "principalmente pela Argentina", que influencia as medidas das economias emergentes e em desenvolvimento.

O FMI antecipa um número sobre a inflação no país sul-americano para este ano, mas espera que aumente "a curto prazo". Em 2023, o aumento de preços foi de 211%. Já para 2025, está mais otimista e prevê para a Argentina um crescimento econômico de 5% (1,7 pp a mais que em outubro).

O risco de uma desaceleração brusca do crescimento parece menor, mas o Fundo vê perigos à espreita, como uma alta dos preços das matérias-primas por problemas geopolíticos, como os contínuos ataques dos rebeldes huthis contra navios no Mar Vermelho, uma alta das taxas, ou o enfraquecimento do setor imobiliário na China.

(Y.Yildiz--BBZ)