Berliner Boersenzeitung - Chavismo comemora 25 anos à frente da Venezuela e sua continuidade está em jogo

EUR -
AED 4.189195
AFN 71.863394
ALL 94.21881
AMD 419.878305
ANG 2.0423
AOA 1046.015122
ARS 1685.364164
AUD 1.653202
AWG 2.054673
AZN 1.920848
BAM 1.956208
BBD 2.297479
BDT 140.589301
BGN 1.928775
BHD 0.43008
BIF 3393.577513
BMD 1.140693
BND 1.475495
BOB 7.899473
BRL 5.892711
BSD 1.140738
BTN 107.784101
BWP 15.501891
BYN 3.30816
BYR 22357.577591
BZD 2.294158
CAD 1.620263
CDF 2586.528836
CHF 0.922193
CLF 0.026738
CLP 1052.380215
CNY 7.7546
CNH 7.753568
COP 3927.348049
CRC 517.403297
CUC 1.140693
CUP 30.228357
CVE 110.287502
CZK 24.260478
DJF 203.127882
DKK 7.474321
DOP 67.833543
DZD 151.910582
EGP 56.181859
ERN 17.110391
ETB 183.900797
FJD 2.562851
FKP 0.864482
GBP 0.862141
GEL 3.017169
GGP 0.864482
GHS 12.901406
GIP 0.864482
GMD 83.270405
GNF 10000.040297
GTQ 8.702737
GYD 238.604499
HKD 8.945672
HNL 30.527095
HRK 7.534618
HTG 149.089765
HUF 354.307207
IDR 20363.646692
ILS 3.394844
IMP 0.864482
INR 107.777839
IQD 1494.29833
IRR 1568737.682503
ISK 144.012701
JEP 0.864482
JMD 179.617434
JOD 0.808737
JPY 184.627988
KES 147.69709
KGS 99.753682
KHR 4586.915757
KMF 495.06024
KPW 1026.62386
KRW 1760.750652
KWD 0.353284
KYD 0.950577
KZT 553.843289
LAK 25584.107754
LBP 102147.450057
LKR 383.556575
LRD 207.598716
LSL 18.742142
LTL 3.368169
LVL 0.689994
LYD 7.328495
MAD 10.689528
MDL 20.16176
MGA 4853.969073
MKD 61.683271
MMK 2395.055099
MNT 4083.597231
MOP 9.214719
MRU 45.525488
MUR 53.886625
MVR 17.623409
MWK 1977.968883
MXN 19.93425
MYR 4.643751
MZN 72.886627
NAD 18.742306
NGN 1576.175339
NIO 41.978381
NOK 11.327648
NPR 172.45643
NZD 2.017583
OMR 0.438622
PAB 1.140713
PEN 3.895378
PGK 5.008044
PHP 69.788675
PKR 317.197427
PLN 4.287299
PYG 6946.447724
QAR 4.158067
RON 5.241469
RSD 117.358512
RUB 88.6904
RWF 1674.512289
SAR 4.285055
SBD 9.184804
SCR 16.994393
SDG 684.415923
SEK 11.086319
SGD 1.47544
SHP 0.851642
SLE 28.290723
SLL 23919.760471
SOS 651.930155
SRD 42.756578
STD 23610.03655
STN 24.505107
SVC 9.981036
SYP 126.083161
SZL 18.737741
THB 37.928601
TJS 10.574072
TMT 3.992425
TND 3.378804
TOP 2.746515
TRY 53.20463
TTD 7.754548
TWD 36.377855
TZS 2997.179274
UAH 51.19487
UGX 4180.871344
USD 1.140693
UYU 45.899566
UZS 13747.865222
VES 708.08842
VND 29988.811984
VUV 135.946941
WST 3.172133
XAF 656.087985
XAG 0.01955
XAU 0.000282
XCD 3.082779
XCG 2.05581
XDR 0.817159
XOF 656.090861
XPF 119.331742
YER 272.197797
ZAR 18.725253
ZMK 10267.599495
ZMW 20.651851
ZWL 367.302595
Chavismo comemora 25 anos à frente da Venezuela e sua continuidade está em jogo
Chavismo comemora 25 anos à frente da Venezuela e sua continuidade está em jogo / foto: Federico PARRA - AFP

Chavismo comemora 25 anos à frente da Venezuela e sua continuidade está em jogo

"Agora e para sempre", diz uma inscrição no mausoléu de Hugo Chávez, que em 2 de fevereiro de 1999, há 25 anos, prestou juramento pela primeira vez como presidente da Venezuela e iniciou uma era que continuou após sua morte, com Nicolás Maduro.

Tamanho do texto:

"Uma tragédia" para uns, "uma conquista", para outros.

O carismático ex-militar conquistou multidões com a promessa de acabar com a pobreza. Hoje, no entanto, o país está mergulhado em uma depressão econômica sem precedentes e contínuas crises políticas que levaram a sete milhões - de uma população de 30 milhões- a emigrar.

Neste panorama, Maduro busca um terceiro mandato, colocando obstáculos a qualquer um que ameace a continuidade da chamada Revolução Bolivariana.

- Economia e petróleo -

Maduro repete constantemente que enfrenta una "guerra não convencional" contra o "imperialismo" -como chama os Estados Unidos-, e atribui os problemas do país às sanções com as quais Washington tentou tirá-lo do poder em 2019.

Em 2022, uma breve recuperação econômica foi insignificante diante da redução de 80% do PIB em uma década. A hiperinflação de milhares de pontos percentuais levou, ironicamente, a uma dolarização informal.

A indústria petroleira, que gera praticamente toda a renda do país, está devastada: abandono, corrupção e falta de profissionais qualificados (muitos demitidos após uma greve em 2002), indicam especialistas. A produção de três milhões de barris por (bd) com Chávez caiu para 300.000 antes de subir para 900.000 atualmente.

"O chavismo representou uma grande tragédia para o país", disse à AFP Benigno Alarcón, cientista político e professor da Universidade Católica Andrés Bello (UCAB).

"Um governo que, inicialmente obteve as maiores receitas que qualquer outro na Venezuela e teve a oportunidade de fazer da Venezuela um país moderno (...), desperdiçou o dinheiro com clientelismo para manter-se no poder".

"Não houve investimentos (...), não houve melhora na economia, na infraestrutura, na capacidade produtiva do país", afirmou, destacando que "mataram a galinha dos ovos de ouro", a Petróleos de Venezuela (PDVSA), que foi uma das mais importantes do mundo.

- Pobreza -

Não há números oficiais sobre a pobreza e poucas informações sobre indicadores econômicos. Um estudo da UCAB estima em 90% entre 2018 e 2021, e 81,5% em 2022.

"É uma das mais altas do mundo", destaca Alarcón. "A lógica para manter o poder, independentemente de Chávez ou de Maduro, é a mesma (...): a miséria do povo".

Rodrigo Cabezas, que foi ministro das Finanças de Chávez, faz uma distinção entre "chavismo" e "madurismo".

"O confronto com os Estados Unidos é a grande cartada do madurismo para tentar justificar sua tremenda incompetência na gestão do Estado, da economia, da sociedade, para tentar justificar sua condução terrivelmente autoritária, violadora de direitos humanos", explica à AFP o agora professor da Universidade de Zulia.

"Ninguém pode dizer que a economia venezuelana foi destruída com Chávez", insiste, citando crescimento, aumento do salário mínimo (hoje em 3,5 dólares mensais ou cerca de 17,30 reais na cotação atual) e redução da pobreza nesses anos. "O foco era o povo".

- Política -

Para Ana Sofía Cabezas, vice-presidente da Fundação Chávez, a Constituição foi "uma das coisas mais importantes deixadas pelo comandante Chávez".

Aprovada em 1999 e impulsionada pelo ex-presidente, é um exemplo em direitos humanos e sociais, embora seus críticos apontem grandes violações.

Cabezas recorda que ele venceu com folga todas as eleições que disputou: 1998, 2000, 2006 e 2012, meses antes de morrer.

Chávez mudou a Constituição para reeleger-se indefinidamente, beneficiando Maduro, reeleito em 2018 e buscando um terceiro mandato este ano.

Alarcón destaca que as "violações de direitos humanos começaram com Chávez", embora o governo de Maduro esteja sendo investigado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) pela repressão dos protestos em 2017, com mais de cem mortos, entre outras denúncias de execuções, torturas e detenções arbitrárias.

O rosto de Chávez está por todas partes, 11 anos após sua morte.

"Chávez vive", disse entusiasmada Cabezas (que não tem parentesco com o ex-ministro). "Isso se traduz no despertar das forças populares, da consciência do povo venezuelano".

(Y.Berger--BBZ)