Berliner Boersenzeitung - Dez anos da "espera angustiante" após desaparecimento do voo MH370

EUR -
AED 4.133881
AFN 73.166229
ALL 90.907398
AMD 406.333069
ANG 2.014639
AOA 1033.329751
ARS 1741.885087
AUD 1.603761
AWG 2.026137
AZN 1.905196
BAM 1.955959
BBD 2.266784
BDT 140.121404
BGN 1.967414
BHD 0.424938
BIF 3362.873681
BMD 1.125632
BND 1.438717
BOB 13.646111
BRL 6.146512
BSD 1.125492
BTN 106.458664
BWP 15.452258
BYN 3.358273
BYR 22062.379507
BZD 2.263584
CAD 1.570639
CDF 2605.837355
CHF 0.916506
CLF 0.027614
CLP 1086.797613
CNY 7.511959
CNH 7.505611
COP 3635.114713
CRC 511.257505
CUC 1.125632
CUP 27.011198
CVE 110.273974
CZK 24.280493
DJF 200.416311
DKK 7.4747
DOP 67.587602
DZD 152.929391
EGP 61.588941
ERN 16.884474
ETB 184.725477
FJD 2.522259
FKP 0.838898
GBP 0.834493
GEL 2.919121
GGP 0.838898
GHS 13.095066
GIP 0.838898
GMD 83.296744
GNF 9969.855664
GTQ 8.6007
GYD 235.809191
HKD 8.829347
HNL 30.250402
HRK 7.619412
HTG 147.45069
HUF 362.32112
IDR 20358.285817
ILS 3.55013
IMP 0.838898
INR 106.132315
IQD 1706.238859
IRR 2120024.132787
ISK 136.617863
JEP 0.838898
JMD 178.401651
JOD 0.79805
JPY 177.740581
KES 146.26468
KGS 98.436235
KHR 4576.331781
KMF 496.403485
KPW 1013.068403
KRW 1512.837264
KWD 0.349767
KYD 0.937876
KZT 508.681398
LAK 25339.062174
LBP 100785.502248
LKR 374.500478
LRD 191.325571
LSL 18.526008
LTL 3.323698
LVL 0.680883
LYD 7.216587
MAD 10.994295
MDL 20.185643
MGA 5083.413705
MKD 61.566419
MMK 2363.287007
MNT 4050.120666
MOP 9.09454
MRU 45.782133
MUR 53.006364
MVR 17.396676
MWK 1951.558824
MXN 20.881249
MYR 4.558699
MZN 71.938987
NAD 18.526008
NGN 1514.873748
NIO 41.41337
NOK 10.458637
NPR 170.339159
NZD 1.992103
OMR 0.432813
PAB 1.125592
PEN 3.884616
PGK 5.050523
PHP 71.054932
PKR 311.332237
PLN 4.386153
PYG 6824.555404
QAR 4.103234
RON 5.341688
RSD 117.645399
RUB 92.082022
RWF 1656.142139
SAR 4.228254
SBD 9.063268
SCR 15.64479
SDG 677.06986
SEK 10.922194
SGD 1.437201
SHP 0.839209
SLE 25.788026
SLL 23603.936944
SOS 643.278069
SRD 42.283214
STD 23298.301634
STN 24.502538
SVC 9.847801
SYP 14635.461806
SZL 18.516507
THB 37.64448
TJS 10.382445
TMT 3.950967
TND 3.354373
TOP 2.71025
TRY 56.334595
TTD 7.629621
TWD 37.105339
TZS 2982.921461
UAH 51.253971
UGX 4620.376021
USD 1.125632
UYU 45.253683
UZS 13382.089077
VES 1001.853327
VND 28933.797655
VUV 134.481828
WST 3.128478
XAF 655.957
XAG 0.02116
XAU 0.000272037897
XCD 3.042075
XCG 2.028365
XDR 0.79588
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.846025
ZAR 18.383828
ZMK 10132.038925
ZMW 22.825858
ZWL 362.452918
SSP 6467.839639
MXV 2.350424
Dez anos da "espera angustiante" após desaparecimento do voo MH370
Dez anos da "espera angustiante" após desaparecimento do voo MH370 / foto: Arif Kartono - AFP

Dez anos da "espera angustiante" após desaparecimento do voo MH370

Em 8 de março de 2014, o voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu do radar. Dez anos depois, as famílias das vítimas ainda estão cheias de perguntas sem respostas sobre o que aconteceu com seus entes queridos.

Tamanho do texto:

"A cada ano que se passa sem que se encontre o avião é outro ano de espera angustiante", explica a malásia Grace Nathan, filha de uma vítima, que se tornou advogada e porta-voz das famílias.

Sua mãe Anne Daisy, que na época tinha 56 anos, era um dos 239 passageiros e tripulantes do Boeing 777 que decolou de Kuala Lumpur com destino a Pequim e desapareceu de repente no oceano Índico.

Por quase três anos houve buscas dos restos da aeronave em uma região de 120.000 quilômetros quadrados, em uma das maiores operações desse estilo da história da aviação.

Mas somente alguns fragmentos foram encontrados.

A poucos dias do décimo aniversário da catástrofe, o primeiro-ministro malásio, Anwar Ibrahim, declarou na segunda-feira que ficaria "feliz em relançar" as buscas caso aparecessem provas "convincentes".

- "Noites sem dormir" -

Li Yan Lin, de 28 anos, voava neste avião para Pequim, porque seus pais queriam lhe apresentar uma possível futura esposa. Nunca chegou a conhecê-la.

"Decidimos deixar nossa casa para viver em um novo lugar e também aliviar nossas emoções", conta sua mãe Liu Shuang Fong, que, no domingo, participou de uma concentração de famílias em Kuala Lumpur para lembrar o décimo aniversário do desaparecimento.

"Ainda passo noites sem dormir esperando que batam na nossa porta. Penso no meu filho todos os dias", afirma.

Para alguns, a dor acumulada nos últimos dez anos é muito pior que a comoção inicial.

"Não me atrevo a pensar no que estamos passando há dez anos", assegura Jiang Hui, cuja mãe estava no fatídico voo.

"O suplício e a dor dos últimos dez anos, todos esses danos secundários causados aos familiares, superaram de longe a dor inicial. Não é duas ou três vezes pior, mas sim dez ou cem vezes pior", diz, de Pequim, à AFP.

Para Jacquita Gonzales, cujo marido era membro da tripulação, a única maneira de aliviar a dor seria encontrar o avião.

"É por isso que é importante continuar com as buscas. Não há necessidade de que isso siga sendo um mistério", defende essa mulher, que também se manifestou no domingo em Kuala Lumpur com outros 500 conhecidos dos passageiros que desapareceram.

- "Todos nós precisamos saber" -

O desaparecimento do avião foi alvo de diversas teorias, como uma que o atribuía a um ato deliberado do piloto, Zaharie Ahmad Shah, um profissional experiente de 53 anos.

Um relatório publicado pela Malásia em 2018 apontou falhas no controle do tráfego aéreo e revelou que a trajetória do avião havia sido mudada manualmente, mas não chegou à nenhuma conclusão.

O ministro malásio dos Transportes, Anthony Loke, anunciou no domingo que ia se reunir com representantes da sociedade de exploração marinha Ocean Infinity para uma eventual retomada das buscas.

Essa empresa com sede no Texas já realizou uma investigação sem resultados em 2018 depois de uma vasta operação mobilizada pela Austrália e suspensa em janeiro em 2017.

Para Blaine Gibson, um caçador de tesouros americano e ex-advogado que encontrou os poucos restos do voo MH370, descobrir a "verdade" sobre o acidente não beneficiaria apenas as famílias, mas também os atuais clientes da empresa aérea.

"Todos nós precisamos saber que quando subimos em um avião não vamos desaparecer", disse à AFP. "A Malásia também precisa de uma resposta. Tem que encontrar o avião, deixar tudo isso para trás e seguir em frente".

(Y.Yildiz--BBZ)