Berliner Boersenzeitung - Crise no Oriente Médio pode prolongar inflação, diz economista-chefe do FMI

EUR -
AED 4.127835
AFN 73.059098
ALL 91.012933
AMD 405.092912
ANG 2.011695
AOA 1030.696304
ARS 1736.843006
AUD 1.618213
AWG 2.023176
AZN 1.908306
BAM 1.958696
BBD 2.263526
BDT 139.975692
BGN 1.964539
BHD 0.424231
BIF 3358.505398
BMD 1.123987
BND 1.434632
BOB 13.569699
BRL 6.164955
BSD 1.123851
BTN 106.119942
BWP 15.396488
BYN 3.353048
BYR 22030.138991
BZD 2.260221
CAD 1.572165
CDF 2602.029329
CHF 0.915296
CLF 0.02781
CLP 1094.541067
CNY 7.496763
CNH 7.490966
COP 3636.782552
CRC 509.648922
CUC 1.123987
CUP 26.971634
CVE 110.422844
CZK 24.332024
DJF 199.755024
DKK 7.474625
DOP 67.489174
DZD 152.922705
EGP 60.582439
ERN 16.8598
ETB 184.450548
FJD 2.523013
FKP 0.835164
GBP 0.833734
GEL 2.927983
GGP 0.835164
GHS 13.108563
GIP 0.835164
GMD 83.735353
GNF 9954.628191
GTQ 8.588621
GYD 235.466014
HKD 8.815624
HNL 30.205386
HRK 7.608277
HTG 147.286435
HUF 364.458865
IDR 20317.801478
ILS 3.598162
IMP 0.835164
INR 106.242425
IQD 1703.703569
IRR 2125855.585298
ISK 136.822888
JEP 0.835164
JMD 178.251939
JOD 0.796905
JPY 177.123412
KES 146.013475
KGS 98.291845
KHR 4572.475105
KMF 495.677826
KPW 1011.587971
KRW 1523.137452
KWD 0.349054
KYD 0.936593
KZT 505.321555
LAK 25293.167968
LBP 100636.89384
LKR 373.619028
LRD 191.048193
LSL 18.417164
LTL 3.31884
LVL 0.679888
LYD 7.194572
MAD 10.951996
MDL 20.093885
MGA 5095.48775
MKD 61.539617
MMK 2360.197967
MNT 4047.985802
MOP 9.080923
MRU 45.402719
MUR 52.545999
MVR 17.371224
MWK 1948.737637
MXN 21.07139
MYR 4.549001
MZN 71.834135
NAD 18.417164
NGN 1511.930421
NIO 41.360779
NOK 10.441117
NPR 169.789993
NZD 2.003315
OMR 0.43217
PAB 1.123851
PEN 3.870988
PGK 5.119477
PHP 70.872417
PKR 310.822349
PLN 4.399228
PYG 6924.174981
QAR 4.108073
RON 5.335902
RSD 117.598194
RUB 91.611445
RWF 1655.410511
SAR 4.222075
SBD 9.050023
SCR 15.544917
SDG 676.073326
SEK 10.995579
SGD 1.435899
SHP 0.837983
SLE 25.75061
SLL 23569.443697
SOS 642.238046
SRD 42.213545
STD 23264.255022
STN 24.536055
SVC 9.833056
SYP 14614.074501
SZL 18.409889
THB 37.584954
TJS 10.367335
TMT 3.945193
TND 3.348821
TOP 2.70629
TRY 56.253308
TTD 7.611185
TWD 37.184515
TZS 2970.138396
UAH 51.049963
UGX 4545.679815
USD 1.123987
UYU 45.266519
UZS 13410.706852
VES 1004.584489
VND 28866.787992
VUV 134.490731
WST 3.128235
XAF 655.957
XAG 0.021504
XAU 0.000274230044
XCD 3.037631
XCG 2.025412
XDR 0.794717
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.457589
ZAR 18.516332
ZMK 10117.23091
ZMW 22.784874
ZWL 361.923253
SSP 6457.884043
MXV 2.371221
Crise no Oriente Médio pode prolongar inflação, diz economista-chefe do FMI
Crise no Oriente Médio pode prolongar inflação, diz economista-chefe do FMI / foto: Mandel NGAN - AFP

Crise no Oriente Médio pode prolongar inflação, diz economista-chefe do FMI

O aumento das tensões no Oriente Médio, depois que o Irã lançou drones e mísseis em direção a Israel, pode atrasar o objetivo de conter a inflação no mundo, afirmou o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas.

Tamanho do texto:

Em uma entrevista à AFP antes das reuniões de primavera (outono no Brasil) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), que acontecerão entre terça e quinta-feira em Washington, Gourinchas destacou o risco de "uma perturbação dos preços da energia" ou das matérias-primas.

Pergunta: Suas previsões para a economia mundial melhoraram em comparação a janeiro, mas você aponta o risco de que se produzam novos choques. Qual impacto a atual crise no Oriente Médio pode ter na economia mundial?

Resposta: Na verdade, antecipamos uma economia global que seguirá sendo resiliente em 2024, com um crescimento de 3,2% e uma inflação que seguirá caindo em 2025, por isso as notícias são muito boas. Mas o risco da crise atual seria sair do caminho da desinflação, provocando perturbações nos preços do petróleo ou da energia, e também nos das matérias-primas.

Antecipamos essa possibilidade em um de nossos cenários, com um aumento de cerca de 15% nos preços do petróleo que depois se manteriam em um nível alto em 2024 antes de cair em 2025. A consequência seria, como se pode imaginar, um aumento da inflação neste ano e no seguinte, de ao redor de 0,7 ponto percentual (pp), e o crescimento que se desacelera. Mas ainda não chegamos a esse ponto, observamos uma pequena pressão sobre os preços do petróleo, mas é muito breve para determinar se se trata de uma tendência sustentável ou se alcançarão os níveis de nosso cenário.

P: Também destaca que o ritmo de melhora das condições de vida nos países em desenvolvimento desacelerou, o que deu espaço para disparidades econômicas. Acredita que se prolongará com o tempo?

R: De fato, esse é um ponto que nos preocupa. Essa não é uma tendência nova, leva 10 ou 15 anos e acreditamos que continuará. A desaceleração do ritmo do crescimento tem uma consequência na convergência das condições de vida: se tentar alcançar as economias avançadas e desacelera, te levará mais tempo. Isso é o que observamos. Por isso, é essencial que os países encontrem uma forma de estimular seu crescimento a médio prazo, seja com políticas para atrair o capital e investimentos estrangeiros ou formando sua população. Mas muitos saíram da pandemia com altos níveis de endividamento, e o aumento das taxas de juros está aumentando o peso do serviço da dívida sobre suas arrecadações. Enfrentam muitos desafios e correm o risco de ficarem para trás sem um modelo de crescimento sólido.

P: A atualização de suas prisões destacam uma disparidade cada vez mais marcante entre Europa e Estados Unidos, por algum motivo em particular?

R: Em relação à Europa há uma combinação de elementos. As consequências do choque energético seguem aí, até certo ponto, embora estejam desaparecendo. Também não devemos esquecer da política monetária restritiva, que pesa cada vez mais sobre o endividamento das famílias e das empresas. Também temos um encontro marcado pela falta de confiança, tanto entre as empresas como entre os consumidores. Em geral, vemos que a economia europeia está abaixo de seu crescimento potencial. Mas a desinflação chegou mais rápido do que o esperado e podemos esperar que o Banco Central Europeu reduza as taxas em breve, o que conduziria a um aumento moderado.

Nos Estados Unidos, pelo contrário, o crescimento da produtividade foi sólido e o mercado de trabalho melhorou, em grande medida graças à chegada de trabalhadores estrangeiros, o que aumenta a capacidade da economia, ao mesmo tempo que reduz a pressão sobre os aumentos salariais. Também estamos vendo muito investimento e o consumo se mantém sólido. Em resumo, tanto a oferta como a demanda vão bem e estão equilibradas. A demanda é ligeiramente maior, o que explica a persistência da inflação, que não está voltando à sua meta tão rápido como se esperava, mas já se fez muito. Seguimos esperando que a inflação volte à sua meta durante 2024.

(A.Berg--BBZ)