Berliner Boersenzeitung - Crise imobiliária: uma frente complexa para o governo espanhol

EUR -
AED 4.353382
AFN 77.05154
ALL 96.6659
AMD 452.980789
ANG 2.12196
AOA 1087.011649
ARS 1715.27374
AUD 1.700138
AWG 2.136683
AZN 2.016962
BAM 1.955717
BBD 2.406598
BDT 146.013807
BGN 1.990725
BHD 0.449081
BIF 3539.949869
BMD 1.1854
BND 1.513236
BOB 8.25665
BRL 6.231058
BSD 1.194849
BTN 109.725346
BWP 15.634337
BYN 3.403256
BYR 23233.834642
BZD 2.403098
CAD 1.611918
CDF 2684.930667
CHF 0.911329
CLF 0.026011
CLP 1027.065402
CNY 8.240602
CNH 8.248669
COP 4350.11551
CRC 591.674907
CUC 1.1854
CUP 31.413093
CVE 110.260324
CZK 24.336607
DJF 212.770976
DKK 7.470147
DOP 75.22681
DZD 154.464449
EGP 55.903629
ERN 17.780996
ETB 185.616528
FJD 2.613392
FKP 0.865856
GBP 0.861451
GEL 3.194656
GGP 0.865856
GHS 13.089445
GIP 0.865856
GMD 86.534664
GNF 10484.555345
GTQ 9.164611
GYD 249.979398
HKD 9.259098
HNL 31.537662
HRK 7.536653
HTG 156.373368
HUF 380.868342
IDR 19883.302315
ILS 3.66336
IMP 0.865856
INR 108.694634
IQD 1565.333613
IRR 49934.963672
ISK 144.986215
JEP 0.865856
JMD 187.242059
JOD 0.840447
JPY 183.458423
KES 154.263458
KGS 103.663312
KHR 4804.796226
KMF 491.940791
KPW 1066.859756
KRW 1719.772596
KWD 0.363823
KYD 0.995758
KZT 600.944514
LAK 25713.909461
LBP 106999.862086
LKR 369.514329
LRD 215.370866
LSL 18.971995
LTL 3.500177
LVL 0.717036
LYD 7.497682
MAD 10.83854
MDL 20.097148
MGA 5339.773538
MKD 61.637386
MMK 2489.728817
MNT 4227.587506
MOP 9.608592
MRU 47.674978
MUR 53.852825
MVR 18.326127
MWK 2071.912129
MXN 20.704153
MYR 4.672852
MZN 75.580739
NAD 18.971995
NGN 1643.533583
NIO 43.968135
NOK 11.414558
NPR 175.560554
NZD 1.959292
OMR 0.458021
PAB 1.194849
PEN 3.994931
PGK 5.114783
PHP 69.837845
PKR 334.292423
PLN 4.212869
PYG 8003.660561
QAR 4.356415
RON 5.097103
RSD 117.395021
RUB 90.53616
RWF 1743.326065
SAR 4.447253
SBD 9.54438
SCR 17.20327
SDG 713.019239
SEK 10.549127
SGD 1.506168
SHP 0.889357
SLE 28.834855
SLL 24857.238699
SOS 682.871039
SRD 45.10505
STD 24535.381029
STN 24.498961
SVC 10.454557
SYP 13110.017057
SZL 18.966196
THB 37.222281
TJS 11.154027
TMT 4.148899
TND 3.433054
TOP 2.854158
TRY 51.401896
TTD 8.112656
TWD 37.456216
TZS 3076.769513
UAH 51.211828
UGX 4271.81883
USD 1.1854
UYU 46.368034
UZS 14607.380494
VES 410.078852
VND 30749.268909
VUV 140.815358
WST 3.213359
XAF 655.929182
XAG 0.014004
XAU 0.000244
XCD 3.203602
XCG 2.153409
XDR 0.815765
XOF 655.929182
XPF 119.331742
YER 282.51038
ZAR 19.104199
ZMK 10670.019447
ZMW 23.449006
ZWL 381.698228
Crise imobiliária: uma frente complexa para o governo espanhol
Crise imobiliária: uma frente complexa para o governo espanhol / foto: Thomas Coex - AFP

Crise imobiliária: uma frente complexa para o governo espanhol

A crise imobiliária da Espanha, onde a oferta de apartamentos é insuficiente e os aluguéis estão disparados, coloca sob pressão o governo do socialista Pedro Sánchez que, apesar de fazer essa questão uma de suas prioridades, não consegue obter resultados.

Tamanho do texto:

"Encontrar um aluguel na Espanha virou uma corrida de obstáculos (...), principalmente para os jovens", explica à AFP Juan Lozano, um jovem de 24 anos de Madri. "Quase não tem oferta, e quando tem, os preços estão lá no alto", acrescenta.

Junto de outras 22 mil pessoas, segundo as autoridades, o estudante foi para a manifestação no último domingo, em Madri, seguindo o apelo de cerca de quarenta associações que exigiam soluções para o aumento dos preços das moradias e ameaçavam os proprietários com uma “greve de aluguel”.

"Essa questão das moradias é um problema antigo na Espanha", onde a memória do estouro da bolha imobiliária em 2008 ainda está viva, mas "desde a crise da Covid, ela se tornou insustentável", insiste Juan Lozano.

Segundo o portal imobiliário Idealista, o preço do metro quadrado do aluguel aumentou 82% durante os últimos dez anos no país. O ritmo é cinco vezes maior em relação ao aumento do salário mínimo, que cresceu 17%, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Para as famílias mais pobres, encontrar um lugar para morar tornou-se uma missão impossível, pois as moradias sociais são escassas na Espanha, com apenas 2,5% do total, em comparação com a média da UE de 9,3%.

- Aluguéis "sufocantes" -

“Os aluguéis estão nos sufocando todos os meses e ninguém faz nada (...). A maioria da sociedade vem pagando pela crise habitacional há muito tempo, enquanto uma minoria [de proprietários] está enriquecendo às custas de seu trabalho”, denuncia o Sindicato dos Inquilinos.

De acordo com as Comisiones Obreras (CCOO), “o acesso à moradia se tornou uma quimera para grande parte da sociedade”, que pede ao Estado que "garanta o direito constitucional à moradia digna e adequada".

Para o presidente do Governo, que fez da defesa das classes trabalhadoras uma prioridade desde que chegou ao poder há seis anos, a questão é espinhosa, além de ser uma fonte de tensão com seus aliados da esquerda radical no Parlamento.

Em maio de 2023, o Executivo aprovou uma lei que previa a construção de mais moradias sociais, a restrição dos aluguéis em áreas de risco e encargos para proprietários que mantiverem as residências desocupadas.

No entanto, a nova legislação, até o momento, não conseguiu limitar o aumento dos aluguéis, que aumentaram 10,2% no terceiro trimestre em relação ao ano anterior, atingindo picos de 15% em grandes cidades como Valência e Madri.

O aumento provocou a impaciência da população, enquanto o governo mantém um cabo de guerra com várias regiões - as principais responsáveis por sua implementação - para que a apliquem, 18 meses após sua aprovação.

- Sem varinhas mágicas -

"A situação é difícil", mas "o problema da moradia não é resolvido com varinhas mágicas", argumentou Pedro Sánchez nesta segunda-feira (14), lembrando que seu governo "multiplicou por oito" os recursos dedicados à habitação em seis anos.

"Eu não quero uma Espanha com proprietários ricos e inquilinos pobres. Por isso, meu governo estabeleceu como prioridade absoluta essa questão", continuou o presidente, que anunciou o auxílio de 200 milhões de euros (1,2 bilhão de reais na cotação atual) para jovens alugarem um lugar para morar.

Há nove meses, o Executivo anunciou o fim da concessão dos “vistos gold”, que ofereciam residência a estrangeiros que investissem mais de meio milhão de euros em imóveis, considerados um incentivo à especulação.

Somado a isso, houve o comprometimento de lutar contra a proliferação de apartamentos turísticos, que reduzem a quantidade de moradia disponível no mercado, e também acelerar o início das construções de novas moradias.

De acordo com o Banco da Espanha, são necessárias cerca de 600 mil moradias até o final de 2025 para atender à necessidade da população. A cada ano, no entanto, são construídas menos de 100 mil moradias, segundo a mesma instituição.

"Recebemos promessas durante anos", no entanto com "poucos resultados", opina Laura Barrio, do coletivo "Stop Desahucios". "Agora temos que agir” com "reformas estruturais" para corrigir o problema "na raiz", insiste.

(S.G.Stein--BBZ)