Berliner Boersenzeitung - O que saber sobre a relação entre Brasil e China

EUR -
AED 4.256969
AFN 73.026624
ALL 95.949668
AMD 436.29849
ANG 2.074968
AOA 1062.937298
ARS 1612.956254
AUD 1.648622
AWG 2.089361
AZN 1.97515
BAM 1.955793
BBD 2.330592
BDT 141.989509
BGN 1.981339
BHD 0.437098
BIF 3425.188147
BMD 1.159146
BND 1.479895
BOB 7.995972
BRL 6.159011
BSD 1.157196
BTN 108.180626
BWP 15.778945
BYN 3.510788
BYR 22719.261378
BZD 2.327292
CAD 1.591102
CDF 2637.057544
CHF 0.913917
CLF 0.027244
CLP 1075.745893
CNY 7.982348
CNH 8.005172
COP 4253.385281
CRC 540.49813
CUC 1.159146
CUP 30.717369
CVE 110.264618
CZK 24.515015
DJF 206.059287
DKK 7.48519
DOP 68.689762
DZD 153.294785
EGP 59.995792
ERN 17.38719
ETB 182.369469
FJD 2.566871
FKP 0.87126
GBP 0.86899
GEL 3.147128
GGP 0.87126
GHS 12.613956
GIP 0.87126
GMD 85.201694
GNF 10142.964899
GTQ 8.863969
GYD 242.099162
HKD 9.082199
HNL 30.628894
HRK 7.547552
HTG 151.809475
HUF 393.739159
IDR 19654.711213
ILS 3.60393
IMP 0.87126
INR 108.971952
IQD 1515.894754
IRR 1525001.44174
ISK 144.047519
JEP 0.87126
JMD 181.799371
JOD 0.82188
JPY 184.582853
KES 149.909481
KGS 101.364887
KHR 4623.983998
KMF 494.955743
KPW 1043.080849
KRW 1744.874492
KWD 0.35536
KYD 0.964297
KZT 556.328075
LAK 24848.914008
LBP 103633.441366
LKR 360.978751
LRD 211.759267
LSL 19.520632
LTL 3.422657
LVL 0.701156
LYD 7.407974
MAD 10.813063
MDL 20.15193
MGA 4824.983303
MKD 61.639787
MMK 2434.137979
MNT 4156.167228
MOP 9.340468
MRU 46.32084
MUR 53.912319
MVR 17.920835
MWK 2006.593056
MXN 20.746631
MYR 4.565921
MZN 74.073751
NAD 19.520632
NGN 1572.092184
NIO 42.579853
NOK 11.093021
NPR 173.089401
NZD 1.985179
OMR 0.445696
PAB 1.157196
PEN 4.000686
PGK 4.994983
PHP 69.723065
PKR 323.078682
PLN 4.282755
PYG 7557.973845
QAR 4.231485
RON 5.101986
RSD 117.449594
RUB 96.003268
RWF 1683.694173
SAR 4.352195
SBD 9.33305
SCR 15.877645
SDG 696.647132
SEK 10.831104
SGD 1.486609
SHP 0.86966
SLE 28.486057
SLL 24306.724357
SOS 661.297712
SRD 43.45349
STD 23991.981659
STN 24.499915
SVC 10.124965
SYP 128.128397
SZL 19.526932
THB 38.14522
TJS 11.114462
TMT 4.068602
TND 3.417588
TOP 2.790945
TRY 51.295112
TTD 7.850973
TWD 37.135217
TZS 3008.589588
UAH 50.693025
UGX 4373.984863
USD 1.159146
UYU 46.629839
UZS 14107.951178
VES 527.05282
VND 30499.449254
VUV 138.346896
WST 3.161587
XAF 655.95473
XAG 0.017031
XAU 0.000257
XCD 3.13265
XCG 2.085493
XDR 0.815797
XOF 655.95473
XPF 119.331742
YER 276.576393
ZAR 19.85325
ZMK 10433.709028
ZMW 22.593922
ZWL 373.244535
O que saber sobre a relação entre Brasil e China

O que saber sobre a relação entre Brasil e China

A visita do presidente Xi Jinping a Brasília nesta quarta-feira (20) deve fortalecer ainda mais o relacionamento entre a China e o Brasil, dois gigantes que desejam reforçar sua proeminência no cenário mundial.

Tamanho do texto:

- Dois grandes atores do Sul global -

A China e o Brasil, potências mundiais emergentes, representam, respectivamente, o quarto e o quinto maiores países do mundo e o segundo e o sétimo mais populosos.

Com cinquenta anos de relações diplomáticas, o relacionamento bilateral é baseado em uma harmonia geopolítica que cresceu desde o retorno ao poder, em 2023, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"É natural que o governo comunista chinês se sinta mais confortável para dialogar com países governados pela esquerda", disse à AFP Marcos Caramuru, ex-embaixador brasileiro na China, embora "a relação da China com o Brasil seja totalmente pragmática".

Esse entendimento tem como espaço privilegiado o grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), no qual Brasília e Pequim trabalham para fortalecer as posições do grupo no tabuleiro de xadrez geopolítico.

De acordo com Jorge Heine, pesquisador da Universidade de Boston e ex-embaixador do Chile na China, “à medida que as tensões com os Estados Unidos e a Europa aumentam, Pequim está se concentrando cada vez mais no Sul global, onde o Brasil desempenha um papel central”.

Ambos os governos apresentaram uma proposta de paz para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia este ano. O presidente russo, Vladimir Putin, a considerou “equilibrada”, mas foi rejeitada pelo presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. O plano também não conseguiu ganhar força nos EUA e na Europa.

- Parceiros comerciais com assimetrias -

Os dois países têm uma parceria comercial estratégica, embora seja assimétrica em favor da potência asiática.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e o principal destino de suas exportações, enquanto o Brasil é o nono maior parceiro comercial da China e a principal fonte de suas importações agrícolas.

Embora o Brasil seja um dos poucos países com um superávit com a China, suas exportações são “extremamente concentradas” em matérias-primas, de acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Em contrapartida, as exportações chinesas para o Brasil têm um perfil diversificado, "alguns com elevado grau de sofisticação tecnológica e alto valor agregado".

“Para corrigir esse desequilíbrio, a China deve cumprir seu compromisso de apoiar a reindustrialização do Brasil”, disse Margaret Myers, diretora para a Ásia e América Latina do Inter-American Dialogue.

De acordo com Rodrigo Zeidan, economista da Universidade de Nova York em Xangai e da Fundação Dom Cabral, "a ideia de que só é possível crescer exportando manufaturas é uma visão de desenvolvimento da década de 1970", já que "países como Austrália e Nova Zelândia ficaram muito ricos vendendo commodities para a China".

- O que vem por aí: carros elétricos –

A contribuição da China para a indústria brasileira já está em andamento em setores que precisam transformar sua matriz produtiva para melhorar seu desempenho ambiental, como é o caso das empresas automotivas.

A Great Wall Motors (GWM) e a BYD, duas das principais montadoras chinesas, anunciaram investimentos de 2,5 bilhões de dólares (14,4 bilhões de reais) em fábricas no Brasil para a produção de carros elétricos.

“A economia verde oferece um potencial considerável para o investimento chinês na região, dadas as reservas de cobre e lítio da América do Sul, dois minerais essenciais para baterias eletrônicas”, disse Heine. ‘A China é líder na produção de veículos elétricos, portanto, há uma complementaridade natural’, acrescentou.

- Mais unidos após a vitória de Trump? -

De acordo com Myers, na visão chinesa, o iminente retorno do republicano Donald Trump à Casa Branca “se traduzirá em uma perda do ‘soft power’ dos EUA na América Latina”, o que pode fortalecer ainda mais os laços de Pequim com os países da região

Por enquanto, o governo brasileiro está sendo pragmático na esfera externa. “Não pense que quando falo da China quero brigar com os Estados Unidos. Quero os Estados Unidos do nosso lado tanto quanto quero a China”, disse o próprio Lula, de 79 anos, meses atrás.

Antes da viagem de Xi, de 71 anos, foi cogitada a possibilidade de o Brasil aderir à Iniciativa Cinturão e Rota, um programa chinês de infraestrutura e cooperação internacional lançado em 2013, como parte da estratégia do país para aumentar sua influência global.

No entanto, o principal assessor de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, reduziu as expectativas ao declarar que a negociação com a China "não é assinar embaixo, como uma apólice de seguro. Não estamos entrando em um tratado de adesão. É uma negociação de sinergias".

Uma fonte diplomática brasileira confirmou à AFP que "o Brasil está disposto a escutar o que a China tem a apresentar" , mas “o rótulo” do que for acordado “não é fundamental”.

(S.G.Stein--BBZ)