Berliner Boersenzeitung - Milei promete que inflação será uma 'lembrança ruim' na Argentina

EUR -
AED 4.175768
AFN 72.198245
ALL 94.132133
AMD 418.999752
ANG 2.035751
AOA 1042.661054
ARS 1672.630319
AUD 1.644124
AWG 2.048085
AZN 1.937411
BAM 1.9544
BBD 2.294546
BDT 139.959707
BGN 1.922591
BHD 0.42871
BIF 3394.050129
BMD 1.137035
BND 1.475842
BOB 7.889347
BRL 5.89331
BSD 1.139279
BTN 107.864706
BWP 15.491899
BYN 3.199707
BYR 22285.890295
BZD 2.291258
CAD 1.616512
CDF 2579.932771
CHF 0.921885
CLF 0.026405
CLP 1039.215589
CNY 7.72104
CNH 7.737997
COP 3900.9518
CRC 516.822835
CUC 1.137035
CUP 30.131433
CVE 110.718763
CZK 24.216178
DJF 202.074182
DKK 7.475228
DOP 66.57325
DZD 151.6237
EGP 56.449025
ERN 17.055528
ETB 183.671576
FJD 2.552871
FKP 0.858323
GBP 0.861469
GEL 3.007442
GGP 0.858323
GHS 12.763207
GIP 0.858323
GMD 82.42736
GNF 9977.484175
GTQ 8.691772
GYD 238.349203
HKD 8.915965
HNL 30.481024
HRK 7.535589
HTG 148.953263
HUF 355.72597
IDR 20397.72961
ILS 3.399792
IMP 0.858323
INR 107.58422
IQD 1492.430549
IRR 1563480.278048
ISK 144.005798
JEP 0.858323
JMD 179.330706
JOD 0.806151
JPY 183.790942
KES 147.257318
KGS 99.433484
KHR 4559.511485
KMF 490.062106
KPW 1023.332095
KRW 1751.545555
KWD 0.351355
KYD 0.94942
KZT 554.172889
LAK 25228.921367
LBP 102020.593707
LKR 381.166862
LRD 207.341423
LSL 18.786738
LTL 3.357369
LVL 0.687781
LYD 7.310729
MAD 10.662859
MDL 20.056628
MGA 4759.589356
MKD 61.649922
MMK 2387.077383
MNT 4069.449066
MOP 9.200307
MRU 45.250182
MUR 54.816455
MVR 17.578635
MWK 1975.475719
MXN 19.947634
MYR 4.708919
MZN 72.661936
NAD 18.786738
NGN 1558.704814
NIO 41.919961
NOK 11.146482
NPR 172.582571
NZD 2.00909
OMR 0.43719
PAB 1.139284
PEN 3.856437
PGK 4.996442
PHP 69.935455
PKR 316.856346
PLN 4.280864
PYG 6944.992792
QAR 4.153024
RON 5.245826
RSD 117.421319
RUB 84.710286
RWF 1670.69546
SAR 4.269898
SBD 9.170235
SCR 16.196778
SDG 682.792377
SEK 11.068964
SGD 1.474104
SHP 0.848912
SLE 28.14191
SLL 23843.064194
SOS 651.130547
SRD 42.619506
STD 23534.333371
STN 24.481273
SVC 9.968856
SYP 125.678888
SZL 18.780542
THB 37.911599
TJS 10.566628
TMT 3.990994
TND 3.372283
TOP 2.737708
TRY 52.865998
TTD 7.735457
TWD 36.075284
TZS 2991.263349
UAH 51.140154
UGX 4170.011838
USD 1.137035
UYU 45.697254
UZS 13688.191265
VES 701.397543
VND 29935.294731
VUV 135.032626
WST 3.134038
XAF 655.484408
XAG 0.018267
XAU 0.000278
XCD 3.072894
XCG 2.053229
XDR 0.815216
XOF 655.484408
XPF 119.331742
YER 271.352991
ZAR 18.812474
ZMK 10234.680975
ZMW 20.437355
ZWL 366.124877
Milei promete que inflação será uma 'lembrança ruim' na Argentina
Milei promete que inflação será uma 'lembrança ruim' na Argentina / foto: Nicolas GARCIA - AFP

Milei promete que inflação será uma 'lembrança ruim' na Argentina

O presidente argentino, Javier Milei, prometeu, nesta terça-feira (10), que a inflação será "uma lembrança ruim", em um discurso no qual disse aos argentinos que sofreram com o impacto do ajuste fiscal de seu primeiro ano de governo que "tempos felizes virão".

Tamanho do texto:

"Estamos cada dia mais perto de a inflação ser pouco mais que uma lembrança ruim", disse Milei, ao comemorar a evolução da inflação de 25,5% ao mês em dezembro do ano passado - quando depreciou o peso em 52% - para 2,7% em outubro, segundo o último dado oficial disponível.

"Passamos pela prova de fogo [...] Tempos felizes virão na Argentina", disse o presidente, ao iniciar seu discurso gravado, no qual aparece em seu gabinete, ladeado por sua irmã e secretária da Presidência, Karina Milei, e seus ministros.

O economista ultraliberal prometeu ir além no próximo ano, quando empreenderá reformas fiscais, previdenciárias, trabalhistas, de segurança nacional, criminais e políticas "e outras tantas reformas que o país precisa há décadas".

Pela manhã, Milei se reuniu com dirigentes da Sociedade Rural Argentina, entidade composta por grandes proprietários de terra da Argentina, um dos principais produtores de alimentos do mundo, a quem prometeu reduzir impostos sobre as exportações no próximo ano.

- Acordo com EUA -

Milei também garantiu que, durante a recém-assumida presidência semestral do Mercosul, bloco cofundado em 1991 por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, buscará "aumentar a autonomia dos integrantes do organismo diante do resto do mundo".

"Nesta linha, nosso primeiro objetivo será impulsionar, durante o próximo ano, um tratado de livre-comércio com os Estados Unidos", prosseguiu, sem esclarecer se negociará este acordo sozinho ou em conjunto com o bloco, que não admite negociações bilaterais sem a anuência dos outros sócios.

Milei disse, ainda, que esse tratado "deveria ter ocorrido há 19 anos". "Todo esse crescimento nos foi tirado com a simples assinatura de um grupo de burocratas", acrescentou.

Em 2005, liderados pelo então presidente venezuelano Hugo Chávez, cujo país era na época Estado associado do Mercosul, os dirigentes do bloco rejeitaram a assinatura da Alca, Área de Livre-Comércio das Américas, impulsionada pelos Estados Unidos.

Em apenas um mês de governo, Milei apresentou o primeiro superávit fiscal em uma década e o risco país caiu de 3 mil pontos para menos de 740.

O presidente eliminou mais de 30 mil postos de trabalho no setor público, enxugou ministérios e agências estatais, paralisou obras públicas e endureceu a repressão para sufocar protestos.

Apesar de duas greves gerais e de algumas manifestações tensas -- especialmente em defesa da universidade pública -- Milei conta com um apoio estável que confunde seus críticos: tem uma imagem positiva para cerca de 45% a quase 50% da população, segundo pesquisas recentes.

- Impacto social -

Embora haja "um sucesso fundamental" em termos de estabilização econômica, "o custo socioeconômico tem sido alto. A questão é se são custos temporários ou duradouros", disse Gabriel Vommaro, sociólogo da Universidade Nacional de San Martín.

A pobreza aumentou 11 pontos percentuais durante os primeiros seis meses do governo de Milei, uma escalada histórica, para atingir 52,9%, segundo os dados mais recentes do instituto de estatísticas Indec.

 

Também vetou uma lei que aumentava o orçamento para a educação universitária e congelou bolsas de estudos e de pesquisa científica.

Além disso, mais de 260 mil postos de trabalho foram perdidos este ano e o consumo caiu mais de 20%, embora mostre sinais de recuperação, segundo o relatório.

Enquanto estas transformações econômicas e sociais ocorriam, Milei travou uma "batalha cultural" contra políticos e jornalistas, a quem chamou de corruptos; a justiça social, que considera "uma aberração"; e o Estado, que ele diz querer destruir "a partir de dentro".

Segundo uma pesquisa da consultoria Zubán Córdoba feita em setembro, 65,7% dos argentinos acreditam que "o ódio e a intolerância estão aumentando" com o governo de Milei.

(A.Lehmann--BBZ)