Berliner Boersenzeitung - Empresas americanas em 'pânico e paralisia' apesar de alívio tarifário

EUR -
AED 4.228897
AFN 72.544603
ALL 96.183662
AMD 434.229157
ANG 2.061288
AOA 1055.928483
ARS 1608.200783
AUD 1.625385
AWG 2.075586
AZN 1.956154
BAM 1.959533
BBD 2.316513
BDT 141.128872
BGN 1.968276
BHD 0.434856
BIF 3414.980192
BMD 1.151504
BND 1.471235
BOB 7.976196
BRL 6.034567
BSD 1.150196
BTN 106.089037
BWP 15.682946
BYN 3.426227
BYR 22569.474238
BZD 2.313207
CAD 1.576633
CDF 2608.156684
CHF 0.906193
CLF 0.026536
CLP 1047.776192
CNY 8.010147
CNH 7.929762
COP 4265.757296
CRC 540.24567
CUC 1.151504
CUP 30.51485
CVE 110.475953
CZK 24.447343
DJF 204.811085
DKK 7.472275
DOP 70.205887
DZD 152.237997
EGP 60.200932
ERN 17.272557
ETB 181.174658
FJD 2.547069
FKP 0.865734
GBP 0.863685
GEL 3.131737
GGP 0.865734
GHS 12.518905
GIP 0.865734
GMD 84.639353
GNF 10083.517103
GTQ 8.815834
GYD 240.758681
HKD 9.02418
HNL 30.449068
HRK 7.536477
HTG 150.750475
HUF 391.080654
IDR 19547.928299
ILS 3.595824
IMP 0.865734
INR 106.424571
IQD 1506.670433
IRR 1521194.078995
ISK 143.201496
JEP 0.865734
JMD 180.925476
JOD 0.816406
JPY 183.220375
KES 149.234346
KGS 100.698929
KHR 4611.886464
KMF 493.994725
KPW 1036.403966
KRW 1714.0307
KWD 0.353201
KYD 0.958426
KZT 555.408136
LAK 24682.022961
LBP 102995.121174
LKR 358.152334
LRD 210.470063
LSL 19.349464
LTL 3.400091
LVL 0.696533
LYD 7.372077
MAD 10.805486
MDL 20.012126
MGA 4788.142922
MKD 61.653234
MMK 2418.334396
MNT 4116.047513
MOP 9.275872
MRU 45.857361
MUR 53.68307
MVR 17.80246
MWK 1994.007542
MXN 20.353348
MYR 4.511602
MZN 73.586935
NAD 19.349464
NGN 1575.601776
NIO 42.322837
NOK 11.08236
NPR 169.747291
NZD 1.972077
OMR 0.442684
PAB 1.150191
PEN 3.970264
PGK 4.959556
PHP 68.741757
PKR 321.293307
PLN 4.26821
PYG 7465.417237
QAR 4.204128
RON 5.094269
RSD 117.401537
RUB 94.518744
RWF 1678.605284
SAR 4.321598
SBD 9.271517
SCR 16.144156
SDG 692.054169
SEK 10.733385
SGD 1.471432
SHP 0.863926
SLE 28.330837
SLL 24146.471141
SOS 656.152919
SRD 43.263728
STD 23833.803528
STN 24.547513
SVC 10.064174
SYP 127.674013
SZL 19.33492
THB 37.259785
TJS 11.041287
TMT 4.036021
TND 3.397187
TOP 2.772544
TRY 50.902244
TTD 7.79986
TWD 36.722026
TZS 3002.549389
UAH 50.705321
UGX 4342.272682
USD 1.151504
UYU 46.75888
UZS 13906.49396
VES 513.854247
VND 30264.398299
VUV 137.705052
WST 3.171483
XAF 657.211941
XAG 0.014246
XAU 0.000229
XCD 3.111996
XCG 2.072849
XDR 0.817361
XOF 657.211941
XPF 119.331742
YER 274.636692
ZAR 19.256299
ZMK 10364.926801
ZMW 22.398673
ZWL 370.78375
Empresas americanas em 'pânico e paralisia' apesar de alívio tarifário
Empresas americanas em 'pânico e paralisia' apesar de alívio tarifário / foto: MARK WILSON - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Empresas americanas em 'pânico e paralisia' apesar de alívio tarifário

A montanha-russa de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imposta à China gerou prejuízos para as pequenas empresas americanas dependentes da produção chinesa e com poucas alternativas de fornecimento, segundo analistas e empresários.

Tamanho do texto:

Os pequenos negócios se viram em meio ao fogo cruzado das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que chegaram a tarifas de 145% sobre os produtos chineses, o que a China respondeu com uma taxação de 125%.

As duas principais economias concordaram, no último fim de semana, em reduzir as tarifas para 30% sobre os produtos chineses e 10% sobre os bens americanos, como parte de uma pausa de 90 dias implementada a partir desta quarta-feira (14).

"A única opção é tentar manter a cabeça fora da água e resistir às ondas, ou fechar as portas", disse Anna Barker, cuja empresa Glo, sediada no Mississípi, vende brinquedos projetados nos EUA e fabricados na China.

Ela contou à AFP que a prorrogação de 90 dias é apenas uma pausa na história. "Leva muito mais tempo para fazer pedidos, fabricar produtos e enviá-los para os EUA", explica.

Embora otimista em relação às negociações em andamento, Barker adverte que as tarifas alfandegárias de 30% ainda são "enormes para uma pequena empresa".

Trump argumenta que as companhias não terão que pagar tarifas se fabricarem nos EUA. Mas colocar isto em prática é complicado porque, em muitos casos, elas teriam que importar maquinário ou matérias-primas.

"Somos uma empresa americana. Nossa maior prioridade, se depender só de nós, sempre será o mercado americano, mas simplesmente não é possível neste momento", diz ela, que está buscando crescer no exterior para sobreviver.

- Fluxos congestionados -

Steve Lamar, presidente da Associação Americana de Vestuário e Calçados (AAFA, na sigla em inglês), estima que a pausa "pode ajudar temporariamente a desobstruir" o que considera um embargo comercial imposto em 9 de abril, quando as tarifas elevadas forçaram muitas empresas a suspender as importações.

Mas 30%, além das taxações de administrações anteriores, "tornarão a volta às aulas e a temporada de férias mais caras", diz Lamar.

"As tarifas continuam tão altas que não é possível evitar que sejam repassadas" aos preços, explica a economista-chefe da KPMG, Diane Swonk.

Isto significa que produtores, varejistas e consumidores podem arcar com parte do ônus, sendo as pequenas empresas as mais atingidas devido às suas margens reduzidas.

As taxas de frete também podem aumentar devido a interrupções no transporte induzidas pelas tarifas.

"Há muitas reservas se acumulando nas fábricas da China que agora precisam ser transportadas", disse Josh Staph, diretor-executivo da Duncan Toys Company, sediada em Ohio.

Barker reconhece que sua empresa compete com outras para levar produtos aos portos em meio a um "fluxo muito congestionado".

As mudanças de política "provocaram pânico e paralisia" entre as empresas, argumenta Swonk, acrescentando que quando se tem uma janela como a de 90 dias, estes pequenos negócios "precisam se apressar", o que aumenta os custos de envio.

- Declínio nos investimentos -

A AAFA pede a Trump que chegue a acordos de longo prazo com a China e outros países para dar mais certezas às pequenas empresas.

Se as tarifas não forem removidas permanentemente, é provável que os EUA tenham "investimentos deprimidos", diz Philip Luck, pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais.

"As empresas permanecem em um limbo" em relação ao abastecimento e investimentos de longo prazo, adicionou.

Para a empresa de Barker, a resposta por enquanto pode ser expandir para fora dos Estados Unidos. Isto significa enviar produtos fabricados na China para países da Europa ou outros lugares para manter seus mais de 30 funcionários em solo americano.

(K.Lüdke--BBZ)