Berliner Boersenzeitung - FMI saúda indicadores de inflação e superávit fiscal na Argentina

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FMI saúda indicadores de inflação e superávit fiscal na Argentina
FMI saúda indicadores de inflação e superávit fiscal na Argentina / foto: Jim WATSON - AFP

FMI saúda indicadores de inflação e superávit fiscal na Argentina

O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou, nesta quinta-feira (11), os números positivos de inflação e superávit fiscal na Argentina, e incentivou o governo de Javier Milei a continuar por esse caminho.

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"Reconhecemos os importantes avanços alcançados para reduzir a inflação, que se materializaram em um aumento mensal dos preços inferior a 2% pelo quarto mês consecutivo", declarou a diretora de comunicação do Fundo, Julie Kozack, em uma coletiva de imprensa.

A inflação na Argentina ficou em 1,9% no mês de agosto. Nos primeiros oito meses do ano, o índice de preços ao consumidor foi de 19,5%, muito abaixo dos 94,8% do mesmo período de 2024.

A Argentina também conseguiu um superávit fiscal primário (antes do pagamento de juros da dívida), um esforço que "saudamos", garantiu Kozack, acrescentando que "está em linha com os objetivos do programa" de ajuda em curso.

Em abril, a Argentina, cronicamente endividada, acordou com o FMI um crédito em quatro anos de 20 bilhões de dólares (aproximadamente 113,2 bilhões de reais, em valores da época), dos quais já recebeu 14 bilhões (cerca de 75 bilhões de reais, em valores atuais).

Kozack indicou que o FMI não tem preocupação particular em relação à intervenção do governo argentino no mercado de câmbio realizada na semana passada para conter a desvalorização do peso.

"Nossa equipe foi informada dessas intervenções pelo Tesouro argentino, as autoridades afirmaram que se tratava de uma medida temporária diante da forte volatilidade do mercado", explicou.

O peso argentino estava sob pressão há várias semanas, em um contexto de nervosismo pré-eleitoral nos mercados financeiros.

A pressão se intensificou em meio a um escândalo de corrupção envolvendo a irmã do presidente, Karina Milei, também secretária-geral da Presidência.

O partido de Milei, A Liberdade Avança, sofreu, no domingo (7), uma clara derrota nas eleições legislativas da província de Buenos Aires, chave para as eleições de meio de mandato que renovarão parte do Congresso em outubro.

Após essa eleição, o presidente reafirmou sua vontade de aplicar seu programa econômico, reiterando como prioridades o "equilíbrio orçamentário", um "mercado monetário ajustado" e a banda e flutuação do peso frente ao dólar, acordada com o FMI.

Por sua vez, Julie Kozack assegurou, nesta quinta-feira, que o Fundo "encoraja as autoridade a continuar seus esforços, a seguir reconstruindo as reservas internacionais e a fortalecer a confiança no peso".

(K.Müller--BBZ)