Berliner Boersenzeitung - Starmer pede maior entrega de armas de longo alcance à Ucrânia em encontro com Zelensky

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Starmer pede maior entrega de armas de longo alcance à Ucrânia em encontro com Zelensky
Starmer pede maior entrega de armas de longo alcance à Ucrânia em encontro com Zelensky / foto: HENRY NICHOLLS - POOL/AFP

Starmer pede maior entrega de armas de longo alcance à Ucrânia em encontro com Zelensky

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu nesta sexta-feira (24) o aumento do fornecimento de armas de longo alcance à Ucrânia, ao receber o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, antes de uma reunião em Londres com aliados de Kiev.

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"Acho que podemos fazer mais em termos de recursos, especialmente recursos de longo alcance", declarou Starmer no início de sua reunião com o mandatário ucraniano, que antecede o encontro da Coalizão de Voluntários na capital britânica.

Os aliados da Ucrânia se reúnem em Londres para abordar o fornecimento de armas de longo alcance ao governo ucraniano e tentar acelerar as negociações sobre o uso dos ativos russos congelados.

Antes de seu encontro com Starmer, Zelensky foi recebido pelo rei Charles III no Castelo de Windsor, a oeste de Londres, seu terceiro encontro com o monarca.

O presidente ucraniano também deve se reunir com outros líderes no encontro da Coalizão, um grupo de apoio a Kiev composto por 26 países, sobretudo europeus.

O chefe de governo trabalhista, que dirige a coalizão ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, quer "colocar a Ucrânia na posição mais forte possível ante a chegada do inverno" frente às forças russas, segundo um comunicado de Downing Street.

Nas últimas semanas, a Ucrânia tem sido alvo de ataques russos contra suas infraestruturas energéticas, que ameaçam deixar a população sem eletricidade ou calefação às vésperas do inverno.

Kiev produz alguns mísseis deste tipo (Flamingo, Neptune) e recebe os Scalp franceses e Storm Shadow britânicos, mas em pequenas quantidades.

Zelensky solicitou, sem sucesso, mísseis alemães Taurus, enquanto os americanos negaram, até o momento, entregar os Tomahawk que o mandatário ucraniano esperava.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu que tal envio constituiria "uma nova escalada" no conflito.

- Uso de ativos russos -

Para financiar o fornecimento de "sistemas de longo alcance" à Ucrânia, Starmer deve instar seus parceiros a "concluir o trabalho" em relação ao uso dos ativos russos congelados, informou Downing Street.

Os líderes europeus reunidos na quinta-feira em Bruxelas deram um primeiro passo tímido ao pedir a utilização dos recursos para financiar a Ucrânia durante os próximos dois anos, deixando aberta a possibilidade de estabelecer um empréstimo, que seria apoiado nesses ativos.

Imobilizados devido às sanções ocidentais, os ativos russos representam cerca de US$ 244 bilhões (R$ 1,3 trilhão, na cotação atual).

Esta proposta estará na ordem do dia da próxima cúpula europeia em dezembro, redigida em termos vagos para levar em conta as reservas da Bélgica, onde está a maior parte dos fundos. Segundo um diplomata, vários outros países também expressaram suas reservas.

A apreensão desses ativos é uma linha vermelha para os países da União Europeia (UE), mas a Comissão Europeia propõe o seu uso para financiar um empréstimo de cerca de US$ 164 bilhões (R$ 882 bilhões) para Kiev.

Em Bruxelas para parte das conversas, Zelensky havia instado os líderes a tomarem uma decisão. À noite, o mandatário ucraniano celebrou na rede social X os "bons resultados" desta cúpula, afirmando, otimista, ter obtido "apoio político" nesta questão.

- Sanções -

Os líderes europeus e Zelensky celebraram em Bruxelas a decisão dos EUA de impor sanções a Moscou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia se recusado por muito tempo a impor tais penalizações, mas considerou que suas conversas com o contraparte russo não estavam levando "a lugar nenhum".

As sanções implicam o congelamento de todos os ativos das gigantes petrolíferas Rosneft e Lukoil nos EUA, assim como a proibição para todas as empresas americanas de fazer negócios com elas.

A Rússia denunciou as sanções americanas como "contraproducentes" e Putin considera que elas não terão um "impacto significativo" na economia russa.

Os europeus também miraram o setor petrolífero russo ao anunciar na quarta-feira um novo pacote de penalizações contra Moscou que prevê uma suspensão total das importações de gás natural liquefeito (GNL) russo até o fim de 2026 e medidas adicionais contra a frota fantasma de petroleiros que Moscou utiliza para contornar as sanções ocidentais.

(U.Gruber--BBZ)