Berliner Boersenzeitung - Embate entre Trump e Maduro passa pelo petróleo da Venezuela

EUR -
AED 4.25674
AFN 73.599881
ALL 94.63924
AMD 426.786562
ANG 2.075229
AOA 1063.46406
ARS 1665.300658
AUD 1.638954
AWG 2.086353
AZN 1.969454
BAM 1.953264
BBD 2.335667
BDT 142.356387
BGN 1.959874
BHD 0.437095
BIF 3466.823235
BMD 1.159085
BND 1.485671
BOB 8.042557
BRL 5.900671
BSD 1.159694
BTN 109.603686
BWP 15.538824
BYN 3.210631
BYR 22718.066
BZD 2.332372
CAD 1.626057
CDF 2689.07734
CHF 0.919496
CLF 0.026086
CLP 1026.67098
CNY 7.832459
CNH 7.834968
COP 3981.456975
CRC 528.214147
CUC 1.159085
CUP 30.715753
CVE 110.518845
CZK 24.111344
DJF 205.992431
DKK 7.460034
DOP 67.922316
DZD 154.018025
EGP 57.847843
ERN 17.386275
ETB 183.570112
FJD 2.589049
FKP 0.862506
GBP 0.865176
GEL 3.065779
GGP 0.862506
GHS 13.094994
GIP 0.862506
GMD 84.612839
GNF 10173.867447
GTQ 8.839599
GYD 242.585018
HKD 9.08142
HNL 30.944321
HRK 7.534628
HTG 151.453347
HUF 348.47849
IDR 20572.136031
ILS 3.386568
IMP 0.862506
INR 109.312724
IQD 1518.40135
IRR 1593741.874933
ISK 144.109074
JEP 0.862506
JMD 183.411851
JOD 0.821813
JPY 185.758438
KES 150.124896
KGS 101.361707
KHR 4650.820524
KMF 492.610907
KPW 1043.176906
KRW 1752.38004
KWD 0.357112
KYD 0.966445
KZT 565.540801
LAK 25534.642323
LBP 103796.061813
LKR 388.508897
LRD 211.127136
LSL 18.771217
LTL 3.422477
LVL 0.701119
LYD 7.38919
MAD 10.715761
MDL 20.236724
MGA 4868.156941
MKD 61.531925
MMK 2433.437481
MNT 4146.424702
MOP 9.356651
MRU 46.456179
MUR 54.627955
MVR 17.919737
MWK 2012.171858
MXN 19.925262
MYR 4.711454
MZN 74.067971
NAD 18.779399
NGN 1575.335201
NIO 42.434218
NOK 11.018784
NPR 175.364787
NZD 1.99289
OMR 0.445666
PAB 1.159694
PEN 3.95539
PGK 5.085775
PHP 69.977449
PKR 322.571254
PLN 4.227959
PYG 7076.811199
QAR 4.219652
RON 5.224038
RSD 117.149943
RUB 84.580225
RWF 1724.71848
SAR 4.348764
SBD 9.343876
SCR 16.360628
SDG 696.029758
SEK 10.897891
SGD 1.485981
SHP 0.865374
SLE 28.687692
SLL 24305.437155
SOS 662.425802
SRD 43.270992
STD 23990.719317
STN 24.804419
SVC 10.146912
SYP 128.116096
SZL 18.773561
THB 37.710252
TJS 10.750241
TMT 4.068388
TND 3.374966
TOP 2.790799
TRY 53.683879
TTD 7.877771
TWD 36.578986
TZS 3042.601568
UAH 51.937311
UGX 4290.429144
USD 1.159085
UYU 46.819612
UZS 13914.81526
VES 690.856847
VND 30514.07171
VUV 138.224161
WST 3.175562
XAF 655.106385
XAG 0.01639
XAU 0.000266
XCD 3.132486
XCG 2.090068
XDR 0.815645
XOF 654.883233
XPF 119.331742
YER 276.586687
ZAR 18.740584
ZMK 10433.149863
ZMW 20.497385
ZWL 373.224897
Embate entre Trump e Maduro passa pelo petróleo da Venezuela
Embate entre Trump e Maduro passa pelo petróleo da Venezuela / foto: Alejandro Paredes - AFP/Arquivos

Embate entre Trump e Maduro passa pelo petróleo da Venezuela

A escalada dos Estados Unidos contra navios carregados com petróleo da Venezuela ameaça frear a produção e asfixiar sua economia, ao mesmo tempo que alimenta a teoria recorrente do chavismo: Donald Trump busca derrubar Nicolás Maduro para controlar as riquezas do país.

Tamanho do texto:

Os Estados Unidos mobilizaram uma gigantesca frota militar no Caribe no que inicialmente foi anunciado como uma operação contra o narcotráfico e agora inclui duas apreensões militares de petroleiros e um bloqueio a essas embarcações com origem e destino à Venezuela quando se tratarem de navios sancionados.

Trump disse que Maduro está com os dias contados e que não descarta uma guerra com a Venezuela. Maduro "sabe exatamente o que eu quero", afirmou o presidente ao canal NBC. É petróleo?

- Fornecedor antigo -

Os Estados Unidos exploraram por décadas o petróleo da Venezuela, desde as primeiras descobertas na década de 1920 até a nacionalização em 1976. Muitas refinarias americanas foram projetadas para processar seu petróleo bruto, conhecido como pesado e extrapesado por sua alta densidade.

A Venezuela produz quase um milhão de barris por dia, e a Chevron é a única autorizada a transportar o combustível para os Estados Unidos, devido a um embargo imposto por Trump em 2019.

São aproximadamente 200 mil barris, explicou uma fonte do setor à AFP. Viajam em navios não sancionados, a salvo das operações militares.

Um primeiro navio foi interceptado em 10 de dezembro e levado aos Estados Unidos com sua carga. Eram 1,9 milhão de barris, segundo Maduro, que classificou a operação como "pirataria naval criminosa".

Uma segunda embarcação foi detida no sábado e a Guarda Costeira americana relatou uma perseguição a uma terceira, sem especificar detalhes.

- Alcance do bloqueio -

Trump determinou o bloqueio de navios sancionados, mas analistas alertam que a medida é vaga e pode afetar qualquer embarcação com petróleo venezuelano, exceto as que trabalham para a Chevron.

A Venezuela exporta cerca de 500 mil barris no mercado paralelo, principalmente para a Ásia, disse Juan Szabo, consultor e ex-vice-presidente da estatal PDVSA.

O segundo navio apreendido não estava lista do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de empresas e indivíduos sancionados, segundo uma revisão da AFP.

A política não é rígida: alguns navios passaram sem problemas, mas o risco pode aumentar os custos de frete ou dissuadir as empresas de navegação, observou Szabo.

A PDVSA assegura que as exportações seguem normalmente, uma ação essencial diante da baixa capacidade de armazenamento, de apenas dois a três dias, segundo a fonte.

"Se houver um bloqueio de verdade, a produção vai parar muito rápido como na grande greve de 2002", explicou em relação ao protesto contra o então presidente Hugo Chávez.

- Geopolítica -

O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem uma reunião sobre o tema prevista para terça-feira.

A pressão dos Estados Unidos sobre Maduro começou em setembro, com o bombardeio de embarcações vinculadas a um suposto cartel liderado pelo presidente de esquerda. Já são mais de 100 mortos nessas operações contra as chamadas "narcolanchas".

Carlos Mendoza Potellá, professor de Economia Energética na Venezuela, batizou os acontecimentos em torno do petróleo venezuelano como "Doutrina Trump", na qual os Estados Unidos "reservam a América para si" no âmbito de sua nova estratégia de segurança.

"Isto não é apenas petróleo, é a partilha do mundo" com China e Rússia, acrescentou. "Somos a primeira instância, a primeira demonstração desse poder", afirmou.

Desde os tempos de Chávez, o governo da Venezuela denuncia a ambição americana sobre as maiores reservas de petróleo do planeta.

Trump já tentou sem sucesso a queda de Maduro em seu primeiro governo, com uma política de máxima pressão por meio de sanções.

- Peso no bolso -

O bloqueio aumenta a pressão sobre a já nocauteada economia da Venezuela, que terminará o ano com hiperinflação.

Os venezuelanos não param de falar da mobilização militar dos Estados Unidos, embora em voz baixa, temendo acabar na prisão. Alguns aguardam um bombardeio que encerre 26 anos de chavismo, e outros temem que o isolamento leve de volta àqueles dias em que era preciso enfrentar longas filas para comprar café ou açúcar.

Szabo calcula que as exportações cairão 45% nos próximos quatro meses, o que pesará no bolso do Estado.

Em março e abril "a entrada de divisas será um terço do que era quando o país já estava em crise", advertiu. "Haverá um encarecimento enorme".

(Y.Yildiz--BBZ)