Berliner Boersenzeitung - Congresso argentino aprova reforma trabalhista de Milei

EUR -
AED 4.339975
AFN 73.863966
ALL 96.283541
AMD 444.224065
ANG 2.115011
AOA 1083.663344
ARS 1650.90238
AUD 1.663263
AWG 2.121238
AZN 2.013663
BAM 1.955466
BBD 2.376294
BDT 144.175355
BGN 1.947102
BHD 0.441325
BIF 3500.501627
BMD 1.181748
BND 1.493545
BOB 8.152606
BRL 6.063672
BSD 1.179798
BTN 107.352649
BWP 15.528346
BYN 3.415416
BYR 23162.260663
BZD 2.372894
CAD 1.612437
CDF 2611.663492
CHF 0.911314
CLF 0.026147
CLP 1032.446419
CNY 8.104605
CNH 8.108115
COP 4442.040681
CRC 556.704837
CUC 1.181748
CUP 31.316322
CVE 110.246155
CZK 24.248528
DJF 210.094087
DKK 7.473734
DOP 71.217826
DZD 152.087002
EGP 56.124406
ERN 17.72622
ETB 183.000318
FJD 2.591042
FKP 0.875321
GBP 0.87846
GEL 3.167546
GGP 0.875321
GHS 12.57685
GIP 0.875321
GMD 85.68128
GNF 10347.231253
GTQ 9.049453
GYD 246.837806
HKD 9.244992
HNL 31.221663
HRK 7.534712
HTG 154.653564
HUF 376.907163
IDR 19856.261565
ILS 3.705684
IMP 0.875321
INR 107.629476
IQD 1545.535807
IRR 1553189.113856
ISK 143.547385
JEP 0.875321
JMD 183.948556
JOD 0.837906
JPY 184.429547
KES 152.133994
KGS 103.344316
KHR 4730.191425
KMF 492.789327
KPW 1063.537042
KRW 1701.485238
KWD 0.362254
KYD 0.983232
KZT 587.639549
LAK 25252.683328
LBP 105653.139743
LKR 364.857632
LRD 216.492993
LSL 18.774291
LTL 3.489395
LVL 0.714828
LYD 7.451726
MAD 10.804453
MDL 20.192548
MGA 5004.144596
MKD 61.634464
MMK 2481.611644
MNT 4235.08818
MOP 9.508375
MRU 47.088951
MUR 54.798102
MVR 18.258453
MWK 2045.950267
MXN 20.367668
MYR 4.598541
MZN 75.519651
NAD 18.774291
NGN 1610.061181
NIO 43.422577
NOK 11.237483
NPR 171.764639
NZD 1.973692
OMR 0.450053
PAB 1.179798
PEN 3.958523
PGK 5.14912
PHP 68.234725
PKR 329.760631
PLN 4.2241
PYG 7599.700914
QAR 4.288667
RON 5.099288
RSD 117.359939
RUB 91.214408
RWF 1723.705351
SAR 4.4311
SBD 9.507378
SCR 16.224227
SDG 710.825762
SEK 10.672253
SGD 1.494443
SHP 0.886617
SLE 29.012352
SLL 24780.663772
SOS 673.084943
SRD 44.577943
STD 24459.797516
STN 24.495813
SVC 10.323235
SYP 130.644557
SZL 18.770791
THB 36.823703
TJS 11.225981
TMT 4.136118
TND 3.419715
TOP 2.845366
TRY 51.902806
TTD 8.008631
TWD 37.095504
TZS 3002.686723
UAH 50.868105
UGX 4253.272949
USD 1.181748
UYU 45.322253
UZS 14334.549664
VES 492.595347
VND 30778.626478
VUV 140.530921
WST 3.195669
XAF 655.84489
XAG 0.012594
XAU 0.000224
XCD 3.193733
XCG 2.126337
XDR 0.815661
XOF 655.84489
XPF 119.331742
YER 281.906413
ZAR 18.823497
ZMK 10637.154271
ZMW 22.293189
ZWL 380.522372
Congresso argentino aprova reforma trabalhista de Milei
Congresso argentino aprova reforma trabalhista de Milei / foto: JUAN MABROMATA - AFP

Congresso argentino aprova reforma trabalhista de Milei

O Congresso argentino aprovou na noite desta sexta-feira (27) a reforma trabalhista impulsionada pelo presidente Javier Milei, uma vitória para o dirigente libertário em sua tentativa de fomentar a contratação mediante a flexibilização das normas trabalhistas.

Tamanho do texto:

A "lei de modernização trabalhista" é criticada pelos sindicatos e parte da oposição. Entre outros pontos, ela reduz indenizações, permite pagamentos em bens ou serviços, limita o direito de greve e estende a jornada de trabalho para até 12 horas sem o pagamento de horas extras, mas compensadas com horas livres a combinar.

"HISTÓRICO. Temos modernização trabalhista", festejou Milei na rede social X.

"É uma lei que vai desmontar uma das maiores mentiras da história trabalhista argentina: a ideia de que destruir empregos é defender direitos", disse, em defesa do projeto, a senadora governista Patricia Bullrich.

"Coloquem isto na cabeça: não há emprego se não há investimento, se não há empresas", afirmou, ao assegurar que "a previsibilidade" e "as regras claras" favorecerão a criação de novos empreendimentos.

Mais cedo nesta sexta, centenas de manifestantes de grupos sociais, sindicatos e de esquerda se concentraram em frente ao Congresso com cartazes como "não à escravidão" e entoando o slogan "a pátria não está à venda".

"Eles vão dispor do nosso tempo, serão férias fragmentadas, o banco de horas é um desastre", disse à AFP Vanessa Paszkiewicz, de 45 anos. "Se uma mãe ou um pai tem que cumprir uma atividade com seus filhos, você acha que seu empregador vai negociar [as horas] a seu favor?", questiona.

Com 41 votos a favor, 28 contrários e duas abstenções, os senadores aceitaram uma mudança no texto introduzida pelos deputados na semana passada em um debate marcado por protestas e uma greve geral que paralisou o país. Com esta votação, o projeto se torna lei.

- 'Facilitar a contratação' -

O senador peronista José Mayans criticou "a vergonhosa limitação do direito de greve, declarando praticamente todos os trabalhos como imprescindíveis".

"Repudiamos esta lei que viola a constituição, os tratados internacionais e é regressiva", disse, ao justificar seu voto contrário.

Milei sustenta que a legislação visa criar "um ambiente que facilite a contratação, impulsione o investimento e permita a expansão do emprego formal", em um país onde 43,3% da força de trabalho está na informalidade.

"É uma piada de mau gosto" fingir que a reforma vai gerar emprego, disse à AFP Verónica Arroyo, de 54 anos, presente no protesto.

A aprovação da lei ocorre em meio a um declínio na atividade industrial, com mais de 21.000 empresas que fecharam as portas nos últimos dois anos, e a perda de cerca de 300.000 empregos, segundo fontes sindicais.

O Senado também transformou em lei nesta sexta-feira uma iniciativa que reduz de 16 para 14 anos a idade de responsabilidade penal, outro projeto-símbolo de Milei, cuja aprovação foi festejada pelo governo como "um ato de justiça para com a sociedade".

O dirigente ultraliberal conseguiu assim aprovar essas leis antes de domingo, quando comparecerá perante o Congresso para proferir seu discurso de abertura das sessões ordinárias.

- 'Premissa falsa' -

Para Matías Cremonte, presidente da Associação Latino-Americana de Advogados e Advogadas Trabalhistas, a reforma é "regressiva" e "baseada em uma premissa falsa".

"Estudos mostram que, em nenhum país do mundo, a legislação trabalhista foi o fator determinante na criação ou destruição de empregos. Isso depende da política econômica", explicou ele à AFP.

Segundo o instituto argentino de estatística, o Indec, 80% das empresas manufatureiras não contratarão novos funcionários nos próximos três meses, enquanto 15,7% demitirão colaboradores.

As principais câmaras empresariais apoiaram o projeto de lei. O presidente da União Industrial Argentina, Martín Rappallini, saudou a iniciativa por visar a redução do número de processos trabalhistas, embora tenha alertado que a criação de empregos "não se resolve apenas com uma lei".

A economia argentina cresceu 4,4% em 2025, impulsionada por setores como agricultura e pela intermediação financeira, enquanto setores como a indústria e o comércio, que estão entre os maiores geradores de emprego, contraíram.

Nos dois primeiros dias de debate, enquanto os parlamentares discutiam a reforma, ocorreram protestos significativos na praça em frente ao Congresso, com confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes.

Segundo uma pesquisa recente, 48,6% dos argentinos aprovam a reforma e 45,2% se opõem a ela.

(Y.Yildiz--BBZ)