Berliner Boersenzeitung - Guillermo Lasso, o timoneiro encurralado da direita no Equador

EUR -
AED 4.097449
AFN 71.405838
ALL 90.616631
AMD 401.812176
ANG 1.996881
AOA 1024.222003
ARS 1713.62359
AUD 1.586729
AWG 2.011067
AZN 1.901136
BAM 1.949248
BBD 2.247416
BDT 138.524382
BGN 1.950072
BHD 0.421299
BIF 3348.664286
BMD 1.11571
BND 1.425553
BOB 13.529886
BRL 6.07404
BSD 1.115884
BTN 105.894855
BWP 15.416733
BYN 3.286955
BYR 21867.912013
BZD 2.244137
CAD 1.557179
CDF 2582.868583
CHF 0.919211
CLF 0.028029
CLP 1106.739931
CNY 7.431859
CNH 7.423714
COP 3564.257673
CRC 507.410374
CUC 1.11571
CUP 26.778989
CVE 109.89512
CZK 24.353323
DJF 198.284384
DKK 7.473331
DOP 67.635085
DZD 151.572144
EGP 62.471162
ERN 16.735647
ETB 180.144444
FJD 2.503323
FKP 0.834157
GBP 0.833173
GEL 2.905153
GGP 0.834157
GHS 12.999654
GIP 0.834157
GMD 82.562922
GNF 9875.80474
GTQ 8.530327
GYD 233.890121
HKD 8.751695
HNL 29.991191
HRK 7.552251
HTG 146.193844
HUF 365.770399
IDR 20257.942776
ILS 3.508417
IMP 0.834157
INR 105.955892
IQD 1691.514361
IRR 2084608.919934
ISK 136.009279
JEP 0.834157
JMD 177.313208
JOD 0.791082
JPY 175.639543
KES 144.89766
KGS 97.567376
KHR 4552.758153
KMF 492.028411
KPW 1004.138774
KRW 1488.758952
KWD 0.347165
KYD 0.92987
KZT 505.929434
LAK 25123.453969
LBP 99922.520078
LKR 371.142489
LRD 189.679884
LSL 18.595196
LTL 3.294401
LVL 0.674882
LYD 7.172858
MAD 10.971273
MDL 19.973579
MGA 5047.215888
MKD 61.373706
MMK 2342.889781
MNT 4014.19357
MOP 9.016372
MRU 45.247533
MUR 52.751181
MVR 17.238138
MWK 1934.449804
MXN 20.968745
MYR 4.527778
MZN 71.305434
NAD 18.595196
NGN 1501.980106
NIO 41.06198
NOK 10.263084
NPR 169.431569
NZD 1.980129
OMR 0.42899
PAB 1.115989
PEN 3.862019
PGK 5.077909
PHP 71.054021
PKR 308.685923
PLN 4.404209
PYG 6537.027277
QAR 4.067528
RON 5.337002
RSD 117.453044
RUB 90.005057
RWF 1647.141366
SAR 4.188821
SBD 8.990619
SCR 15.366815
SDG 671.103544
SEK 10.959674
SGD 1.42586
SHP 0.834925
SLE 25.553845
SLL 23395.881486
SOS 637.665207
SRD 41.972449
STD 23092.94018
STN 24.418688
SVC 9.763183
SYP 14506.458423
SZL 18.59018
THB 37.692586
TJS 10.270839
TMT 3.904984
TND 3.336784
TOP 2.686361
TRY 55.727254
TTD 7.56557
TWD 36.423355
TZS 2946.810525
UAH 50.610698
UGX 4742.208913
USD 1.11571
UYU 44.860819
UZS 13383.494263
VES 990.169911
VND 28789.217736
VUV 133.012093
WST 3.094869
XAF 655.957
XAG 0.022737
XAU 0.000287344858
XCD 3.015262
XCG 2.010941
XDR 0.788865
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.534658
ZAR 18.66081
ZMK 10042.73102
ZMW 22.500973
ZWL 359.258099
SSP 6409.974876
MXV 2.363292
Guillermo Lasso, o timoneiro encurralado da direita no Equador
Guillermo Lasso, o timoneiro encurralado da direita no Equador / foto: Rodrigo BUENDIA - AFP

Guillermo Lasso, o timoneiro encurralado da direita no Equador

O ex-banqueiro Guillermo Lasso buscou a presidência do Equador por quase uma década. Era o chamado para enterrar a esquerda em seu país, mas acabou assinando o fim antecipado de seu governo frágil de direita.

Tamanho do texto:

Sem apoio no Legislativo e prestes a ser destituído em um julgamento por corrupção, o presidente preferiu se antecipar e dissolver o Congresso, eliminando pela raiz os planos de seu maior inimigo, o poderoso correísmo (as forças ligadas ao ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017)), que era maioria na casa.

Com isso, Lasso também estabeleceu um prazo de validade para o seu governo, que seguirá vigorando enquanto o Equador, em um prazo de três meses, elege um novo presidente.

Conservador, mas, sobretudo, anticorreísta, o ex-banqueiro assumiu o cargo para um mandato de quatro anos em maio de 2021, após duas derrotas nas urnas. Chegou ao poder com uma mensagem de mudança, mas caiu rapidamente em desgraça: mais de uma dezena de massacres em prisões, o crescimento da insegurança e do tráfico de drogas e protestos sociais violentos devido ao alto custo de vida colocaram uma corda em seu pescoço.

Em junho passado, no entanto, ele escapou de uma primeira tentativa da Assembleia Nacional de destituí-lo, em meio a manifestações lideradas por indígenas, que deixaram seis mortos.

- Renovação -

Lasso tomou posse com uma mensagem de renovação, após a década do "socialismo do século XXI" promovido por Correa, que, ao encerrar seu mandato, mudou-se para a Bélgica, onde permanece asilado. Popular ao longo de sua gestão, o esquerdista acabou envolvido em escândalos de corrupção.

Já no cargo, a figura pessoal de Lasso voltou a ser a de um ex-banqueiro formal, rígido. Manteve seu ímpeto contra o correísmo, que, em troca, colocou-o contra as cordas no julgamento político, inconclusivo.

Em seus dois anos de governo, o presidente perdeu rapidamente legitimidade, a ponto de "nove a cada dez equatorianos não acreditarem nele e de ser suspeito de corrupção", disse à AFP Paulina Recalde, que dirige o instituto de pesquisas Perfiles de Opinión.

A credibilidade do presidente passou de 70% no começo de seu governo para 10%. A queda ficou evidente quando ele convocou uma consulta popular em fevereiro, com a qual pretendia instaurar a extradição para combater a criminalidade.

Os eleitores deram as costas a esta e a outras sete propostas, que incluíam temas como a redução do número de deputados e o pagamento de indenizações para quem proteger o meio ambiente.

- Passado desconfortável -

Apontado por organizações sociais como distante dos problemas reais dos equatorianos, Lasso tem priorizado em seu governo os acordos de livre-comércio, como o assinado recentemente com a China.

É “um governo que nunca considerou a necessidade de construir um Estado que resguarde direitos e serviços”, comentou Santiago Cahuasquí, cientista político da Universidade SEK, em Quito.

Casado com María de Lourdes Alcívar e pai de cinco filhos, Lasso viu sua saúde se deteriorar ao longo de seu mandato: cirurgias devido a um cisto na coluna, câncer de pele e uma fratura na perna.

Embora o chefe de Estado não tenha concluído seus estudos de Economia, ele é um empresário experiente, que se orgulha de ter trabalhado desde os 15 anos para financiar seus estudos em uma escola católica.

Nascido em uma família de classe média, Lasso é o mais novo de 11 irmãos e ganhou fama como banqueiro, chegando à presidência do Banco de Guayaquil, um dos mais importantes do Equador. Afastou-se do banco em 2012, quando fundou o movimento Criando Oportunidades (Creo), que contou com o apoio da direita tradicional.

No fim da década de 1990, Lasso foi secretário de Estado (superministro) de Economia do ex-presidente Jamil Mahuad (1998-2000), deposto em meio a uma crise financeira nacional que levou centenas de milhares de equatorianos a migrar para Estados Unidos, Espanha e Itália, principalmente.

(A.Berg--BBZ)