Berliner Boersenzeitung - A franca expansão do setor espacial indiano

EUR -
AED 4.115309
AFN 71.717058
ALL 90.889523
AMD 403.264778
ANG 2.005587
AOA 1028.686985
ARS 1712.592338
AUD 1.594216
AWG 2.019835
AZN 1.906901
BAM 1.955144
BBD 2.254144
BDT 138.94341
BGN 1.958574
BHD 0.422558
BIF 3358.673777
BMD 1.120574
BND 1.429821
BOB 13.57045
BRL 6.096039
BSD 1.119225
BTN 106.211385
BWP 15.462815
BYN 3.296795
BYR 21963.255333
BZD 2.250845
CAD 1.565946
CDF 2594.129711
CHF 0.923175
CLF 0.02827
CLP 1112.64032
CNY 7.464257
CNH 7.453274
COP 3545.811027
CRC 508.929347
CUC 1.120574
CUP 26.859993
CVE 110.228039
CZK 24.446449
DJF 199.293173
DKK 7.504934
DOP 67.837253
DZD 151.4982
EGP 62.459056
ERN 16.808614
ETB 180.682914
FJD 2.514234
FKP 0.836762
GBP 0.836437
GEL 2.930362
GGP 0.836762
GHS 13.038628
GIP 0.836762
GMD 82.922421
GNF 9905.678451
GTQ 8.556131
GYD 234.591337
HKD 8.791857
HNL 30.081913
HRK 7.585178
HTG 146.630832
HUF 367.480738
IDR 20312.817547
ILS 3.523713
IMP 0.836762
INR 106.356503
IQD 1696.63109
IRR 2093697.740588
ISK 136.51964
JEP 0.836762
JMD 177.850364
JOD 0.794493
JPY 176.560482
KES 145.441231
KGS 97.992758
KHR 4566.468783
KMF 494.173004
KPW 1008.516783
KRW 1494.196256
KWD 0.348689
KYD 0.932687
KZT 507.45984
LAK 25198.550482
LBP 100222.093765
LKR 372.265173
LRD 190.256204
LSL 18.651446
LTL 3.308764
LVL 0.677824
LYD 7.194588
MAD 11.00451
MDL 20.033282
MGA 5062.302521
MKD 61.55436
MMK 2352.790601
MNT 4033.523561
MOP 9.043767
MRU 45.382782
MUR 52.980803
MVR 17.313016
MWK 1940.2494
MXN 21.051276
MYR 4.547517
MZN 71.615531
NAD 18.651446
NGN 1508.819355
NIO 41.18619
NOK 10.318806
NPR 169.938017
NZD 1.98613
OMR 0.428846
PAB 1.119325
PEN 3.873701
PGK 5.093292
PHP 71.452854
PKR 309.619679
PLN 4.423186
PYG 6556.801389
QAR 4.079832
RON 5.358814
RSD 117.480607
RUB 89.983227
RWF 1652.146006
SAR 4.207084
SBD 9.029818
SCR 16.419194
SDG 674.029323
SEK 11.010986
SGD 1.432992
SHP 0.838565
SLE 25.658402
SLL 23497.886699
SOS 639.585536
SRD 42.155439
STD 23193.62458
STN 24.491787
SVC 9.792716
SYP 14569.706067
SZL 18.645748
THB 37.789179
TJS 10.302046
TMT 3.92201
TND 3.346878
TOP 2.698074
TRY 55.954525
TTD 7.588455
TWD 36.554702
TZS 2965.805513
UAH 50.761979
UGX 4756.405094
USD 1.120574
UYU 44.994912
UZS 13423.498864
VES 994.487009
VND 28914.737704
VUV 132.929652
WST 3.110958
XAF 655.957
XAG 0.022814
XAU 0.000289141278
XCD 3.028408
XCG 2.017024
XDR 0.792304
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.714514
ZAR 18.73566
ZMK 10086.508216
ZMW 22.568432
ZWL 360.824452
SSP 6437.942953
MXV 2.372594
A franca expansão do setor espacial indiano
A franca expansão do setor espacial indiano / foto: R. Satish BABU - AFP

A franca expansão do setor espacial indiano

Ao privatizar as atividades espaciais concentradas até agora nas mãos de sua poderosa agência estatal, Nova Délhi está fomentando o surgimento de uma série de empresas que miram a conquista de um mercado global em franca expansão.

Tamanho do texto:

Com o pouso lunar da sonda Chandrayaan-3 no mês passado, o lançamento de outra em direção ao Sol e a preparação para o voo tripulado da nave Gaganyaan, a Índia há muito se afirma como um dos principais atores do setor espacial.

Diferentemente de outros países, nos quais as startups transformaram a economia espacial com o desenvolvimento de pequenos satélites, lançadores e aplicações espaciais, na Índia o setor privado permaneceu rigidamente controlado.

"Toda a atividade espacial indiana estava sob a tutela da Isro", a Organização Indiana de Pesquisa Espacial que administra desde a fabricação de foguetes e satélites até programas de exploração distante, explica Isabelle Sourbes Verger, diretora do Centro Nacional francês de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês) e especialista no setor espacial indiano.

Logo, as empresas privadas tiveram que se conformar com o papel de provedoras desta agência.

"Não era mais sustentável porque havia muitas coisas para fazer", explica ela.

Sobretudo porque o orçamento da Isro se limitou a US$ 1,9 bilhão (R$ 9,4 bilhões, na cotação atual) em 2022, seis vezes menos do que o chinês.

Awais Ahmed, fundador da startup Pixxel, que monta câmeras hiperespectrais em pequenos satélites com o objetivo de analisar a composição do solo ou detectar vazamentos de metano, teve que lançar seus dois primeiros satélites de demonstração Pixxel com a gigante americana SpaceX.

"Na Isro me diziam que não havia sequer um procedimento para lançar um satélite indiano, embora fosse possível para satélites estrangeiros", contou ele à AFP.

- Expansão de startups -

Em 2019, quando fundou sua empresa aos 21 anos, em Bangalore, epicentro do espaço indiano, "não houvia apoio", relata Ahmed.

"Muitos investidores indianos não estavam dispostos a se interessar pelas tecnologias espaciais porque havia muitos riscos, inclusive na esfera regulamentar", acrescentou, afirmando que hoje é possível ver cada vez mais empresas do setor obtendo financiamento.

A Pixxel arrecadou US$ 71 milhões (R$ 352 milhões), dos quais quase metade veio do Google, para lançar seis satélites em 2024.

A empresa também fechou contrato com a NRO, uma das agências de inteligência dos Estados Unidos, para lhe fornecer imagens hiperespectrais.

Em abril, o governo indiano promulgou uma nova lei pela qual a Isro se limita às atividades de investigação e desenvolvimento e às missões científicas, enquanto "a cadeia de valor da economia espacial" está aberta ao setor privado, detalha Ahmed.

De acordo com uma pesquisa da Deloitte, existem 190 novas empresas espaciais na Índia - o dobro do ano anterior - e os investimentos privados aumentaram 77% entre 2021 e 2022, chegando aos US$ 119 milhões (R$ 590 milhões).

Para a Isro, a Índia representa 2% da economia espacial mundial, estimada em US$ 386 bilhões (R$ 1,9 trilhão), e espera subir a 9% em 2030.

O mercado global deve ultrapassar US$ 1 trilhão (quase R$ 5 trilhões) em 2040.

As empresas indianas possuem vantagens importantes, como os baixos custos de reprodução e adaptação da tecnologia espacial existente, graças aos muitos engenheiros altamente qualificados que recebem menos do que outros profissionais estrangeiros.

Além da Pixxel, outras startups esperam abrir caminho, como a Skyroot Aerospace – primeira empresa indiana a lançar um foguete privado -, a Dhruva Space – que desenvolve constelações de pequenos satélites – e a Bellatrix, com seus sistemas de propulsão para satélites.

"Irá se transformar em um tecido industrial dinâmico e rentável? Provavelmente, mas dentro de certos limites", avalia Sourbes Verger, destacando a necessidade de investimentos.

A Índia também promulgará nas próximas semanas uma lei que prevê a abertura para investimentos estrangeiros.

(B.Hartmann--BBZ)