Berliner Boersenzeitung - Ceticismo marca corrida de opositores pelas eleições presidenciais na Venezuela

EUR -
AED 4.115347
AFN 72.827382
ALL 90.892243
AMD 403.904381
ANG 2.005317
AOA 1028.547893
ARS 1731.302548
AUD 1.598093
AWG 2.016761
AZN 1.941485
BAM 1.954506
BBD 2.255706
BDT 139.317741
BGN 1.95831
BHD 0.42282
BIF 3367.070258
BMD 1.120423
BND 1.432551
BOB 13.602478
BRL 6.093084
BSD 1.119958
BTN 106.228653
BWP 15.471169
BYN 3.308909
BYR 21960.291454
BZD 2.252408
CAD 1.566116
CDF 2593.779915
CHF 0.916898
CLF 0.027839
CLP 1095.672815
CNY 7.463249
CNH 7.446488
COP 3597.812811
CRC 509.262756
CUC 1.120423
CUP 26.878201
CVE 110.192029
CZK 24.32825
DJF 199.121629
DKK 7.473339
DOP 68.054933
DZD 152.119652
EGP 62.016086
ERN 16.806346
ETB 181.994077
FJD 2.527561
FKP 0.836692
GBP 0.835219
GEL 2.91117
GGP 0.836692
GHS 13.058818
GIP 0.836692
GMD 82.911558
GNF 9912.435786
GTQ 8.56233
GYD 234.77291
HKD 8.791376
HNL 30.105064
HRK 7.584155
HTG 146.792791
HUF 364.163814
IDR 20285.034934
ILS 3.518632
IMP 0.836692
INR 106.097058
IQD 1697.775699
IRR 2093415.201667
ISK 136.20969
JEP 0.836692
JMD 177.972143
JOD 0.794367
JPY 176.826839
KES 145.587699
KGS 97.980774
KHR 4581.088972
KMF 494.106727
KPW 1008.380687
KRW 1505.87115
KWD 0.348833
KYD 0.933307
KZT 506.844357
LAK 25216.301259
LBP 100293.564148
LKR 372.32344
LRD 190.383924
LSL 18.639656
LTL 3.308318
LVL 0.677733
LYD 7.18724
MAD 11.012008
MDL 20.232144
MGA 5057.650722
MKD 61.536654
MMK 2352.545384
MNT 4032.767773
MOP 9.050806
MRU 45.380948
MUR 53.018934
MVR 17.310396
MWK 1942.083247
MXN 20.785001
MYR 4.562025
MZN 71.60612
NAD 18.639656
NGN 1506.420026
NIO 41.212708
NOK 10.405195
NPR 169.965445
NZD 1.991631
OMR 0.430828
PAB 1.120198
PEN 3.884528
PGK 5.022674
PHP 70.961432
PKR 309.801543
PLN 4.416825
PYG 6629.609739
QAR 4.093889
RON 5.335479
RSD 117.570512
RUB 91.03644
RWF 1656.44742
SAR 4.217765
SBD 9.0286
SCR 15.498414
SDG 673.931726
SEK 10.950314
SGD 1.432689
SHP 0.838452
SLE 25.656778
SLL 23494.715726
SOS 640.076129
SRD 42.104942
STD 23190.494665
STN 24.483786
SVC 9.799511
SYP 14567.739927
SZL 18.63366
THB 37.760682
TJS 10.298148
TMT 3.921481
TND 3.347283
TOP 2.697709
TRY 55.986945
TTD 7.575983
TWD 36.523537
TZS 2963.527889
UAH 51.147729
UGX 4792.826094
USD 1.120423
UYU 45.03018
UZS 13383.137418
VES 994.352807
VND 28866.579032
VUV 133.235312
WST 3.110538
XAF 655.957
XAG 0.022012
XAU 0.000282793713
XCD 3.027999
XCG 2.018363
XDR 0.792197
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.594646
ZAR 18.569409
ZMK 10085.199566
ZMW 22.679791
ZWL 360.77576
SSP 6437.074171
MXV 2.340787
Ceticismo marca corrida de opositores pelas eleições presidenciais na Venezuela
Ceticismo marca corrida de opositores pelas eleições presidenciais na Venezuela / foto: Federico PARRA - AFP

Ceticismo marca corrida de opositores pelas eleições presidenciais na Venezuela

No dia 15 de dezembro expira o prazo para que líderes opositores recorram das inabilitações que lhes impediriam de concorrer às eleições presidenciais de 2024 na Venezuela, mas a contagem regressiva corre em meio ao ceticismo.

Tamanho do texto:

Em 30 de novembro, representantes do presidente Nicolás Maduro e da oposição anunciaram "um procedimento" para que pessoas inabilitadas que "aspiram concorrer como candidatas" peçam ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que revise estas sanções.

A ex-deputada María Corina Machado, que venceu as primárias da oposição, inicialmente descartou ir ao TSJ, que segundo ela favorece Maduro, embora tenha dito que avaliava os cenários "dia após dia".

"Eu não cometi crime algum, falta alguma, e aqui não há um ato da Controladoria, um procedimento da Controladoria, uma decisão da Controladoria, nem fui notificada (...) Pode-se recorrer desse ato, se ele não existe? É absolutamente inexistente", declarou Machado na quarta-feira (6), em entrevista coletiva.

Já Henrique Capriles, que concorreu à Presidência venezuelana em duas ocasiões, convocou no domingo "todos os inabilitados inconstitucionalmente e ilegalmente" a recorrerem ao TSJ.

Capriles, que havia disputado as primárias da oposição, mas renunciou devido à inabilitação que pesava sobre ele desde 2017, lembrou que na época pediu a revisão da medida no tribunal: "Já estou esperando há sete anos".

"Não pretendo ir (ao TSJ) antes de María Corina e se María Corina decidir não ir, também não irei", disse o também inabilitado Freddy Superlano, que concorreu às primárias, mas abriu mão de sua candidatura em apoio à Machado.

A oposição acusa o governo chavista de usar as inabilitações como "arma política". A lei faculta à Controladoria tomar medidas administrativas contra funcionários investigados, mas a Constituição estabelece que apenas uma sentença judicial "definitivamente firme" pode impedir uma candidatura à Presidência.

- Ceticismo -

O governo e a oposição concordaram em 17 de outubro, em Barbados, em realizar eleições presidenciais no segundo semestre de 2024. Os Estados Unidos, em resposta, flexibilizaram as sanções ao petróleo, gás e ouro venezuelanos por seis meses, sob a condição de Caracas definir um procedimento para suspender as inabilitações.

O especialista eleitoral e jornalista Eugenio Martínez destaca que o mecanismo de revisão anunciado é o "previsto na lei".

"O interessante, não sei se é positivo ou negativo, é que está estabelecido um 'prazo' até 15 de dezembro para os interessados reclamarem; embora não estabeleça um prazo para o Tribunal Supremo de Justiça decidir", analisou.

Martínez recordou que o TSJ nunca decidiu o caso dos deputados da oposição cuja eleição foi suspensa em 2015, o que abriu uma crise que terminou com o chavismo ignorando a então maioria opositora no Parlamento.

O consultor político Gabriel Reyes também está cético.

"Estamos abrindo esta janela, embora talvez possa ser um muro de concreto", alerta ele em meio a temores de que o TSJ se torne "um posto de controle" impossível de atravessar.

"Havia sido levantado como urgência (nas negociações) que os inabilitados pudessem ir às eleições", destaca. "É precária uma negociação onde eu te peço o status de alguém e você não me dá esse status, mas sim a oportunidade de você pedir que seja revisto (...). É uma técnica protelatória", completou.

Líderes chavistas importantes, como Diosdado Cabello, alertam que "nunca" permitirão uma candidatura de Machado, a quem acusam de pedir uma invasão estrangeira da Venezuela e sanções para depor Maduro.

(A.Lehmann--BBZ)