Berliner Boersenzeitung - Após um ano de governo Lula, bolsonarismo mantém vantagem na batalha digital

EUR -
AED 4.129837
AFN 71.969625
ALL 90.797075
AMD 404.965265
ANG 2.012668
AOA 1032.318744
ARS 1741.139133
AUD 1.602591
AWG 2.026966
AZN 1.909179
BAM 1.95369
BBD 2.264194
BDT 139.958814
BGN 1.965489
BHD 0.424438
BIF 3358.941746
BMD 1.12453
BND 1.437048
BOB 13.630155
BRL 6.161639
BSD 1.124206
BTN 106.33419
BWP 15.433505
BYN 3.354377
BYR 22040.793172
BZD 2.260938
CAD 1.569226
CDF 2600.477313
CHF 0.919731
CLF 0.027707
CLP 1090.512942
CNY 7.512872
CNH 7.503147
COP 3626.261497
CRC 510.639317
CUC 1.12453
CUP 26.979856
CVE 110.146018
CZK 24.308859
DJF 200.180202
DKK 7.474219
DOP 67.507078
DZD 152.49176
EGP 61.477729
ERN 16.867954
ETB 184.503755
FJD 2.520916
FKP 0.838077
GBP 0.834565
GEL 2.922622
GGP 0.838077
GHS 13.079755
GIP 0.838077
GMD 83.214736
GNF 9958.242942
GTQ 8.590873
GYD 235.531386
HKD 8.822766
HNL 30.214362
HRK 7.611957
HTG 147.280905
HUF 362.775719
IDR 20420.345062
ILS 3.549354
IMP 0.838077
INR 106.417391
IQD 1704.259031
IRR 2117949.859731
ISK 136.743238
JEP 0.838077
JMD 178.187519
JOD 0.797253
JPY 178.302706
KES 146.065404
KGS 98.340531
KHR 4571.021659
KMF 495.917698
KPW 1012.077194
KRW 1506.954895
KWD 0.349506
KYD 0.93678
KZT 508.070842
LAK 25309.435265
LBP 100667.661937
LKR 374.065928
LRD 191.101869
LSL 18.50484
LTL 3.320446
LVL 0.680217
LYD 7.208214
MAD 10.981538
MDL 20.162041
MGA 5077.470081
MKD 61.532853
MMK 2360.974713
MNT 4046.157936
MOP 9.083503
MRU 45.727791
MUR 52.954441
MVR 17.3796
MWK 1949.25971
MXN 20.982059
MYR 4.570208
MZN 71.86853
NAD 18.504511
NGN 1512.863729
NIO 41.365317
NOK 10.412498
NPR 170.134705
NZD 1.998302
OMR 0.432364
PAB 1.124276
PEN 3.880109
PGK 5.044551
PHP 71.441259
PKR 310.970984
PLN 4.399944
PYG 6816.636557
QAR 4.098473
RON 5.344107
RSD 117.63058
RUB 92.0346
RWF 1654.198398
SAR 4.224117
SBD 9.0544
SCR 15.490683
SDG 676.400294
SEK 10.976934
SGD 1.437999
SHP 0.838388
SLE 25.762832
SLL 23580.842314
SOS 642.500247
SRD 42.241848
STD 23275.506045
STN 24.473998
SVC 9.836375
SYP 14621.142137
SZL 18.494857
THB 37.829763
TJS 10.370213
TMT 3.947101
TND 3.350481
TOP 2.707599
TRY 56.250702
TTD 7.620633
TWD 36.968929
TZS 2979.997296
UAH 51.194499
UGX 4615.096777
USD 1.12453
UYU 45.20037
UZS 13366.323754
VES 1000.873088
VND 28905.488168
VUV 134.350248
WST 3.125417
XAF 655.957
XAG 0.021583
XAU 0.000278652903
XCD 3.039099
XCG 2.02593
XDR 0.795101
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.58588
ZAR 18.49633
ZMK 10122.12373
ZMW 22.799169
ZWL 362.098286
SSP 6461.511357
MXV 2.361772
Após um ano de governo Lula, bolsonarismo mantém vantagem na batalha digital
Após um ano de governo Lula, bolsonarismo mantém vantagem na batalha digital / foto: Sergio Lima - AFP

Após um ano de governo Lula, bolsonarismo mantém vantagem na batalha digital

Logo após justificar a existência de quase 40 ministérios em seu governo, Lula conta como começou a se interessar pela música brasileira, de Luiz Gonzaga a Maria Bethânia. "Eu sou da terra do forró", lembra, em sua live nas redes sociais.

Tamanho do texto:

Cenas como essa, em que o presidente mistura política e histórias pessoais, viraram rotina em 2023, lembrando as transmissões ao vivo de Jair Bolsonaro, mas nunca com o mesmo sucesso de seu antecessor.

Impacto que o ex-mandatário continua tendo mesmo fora do poder. Uma única live feita com seus filhos no último 28 de janeiro, em meio à investigação da Polícia Federal sobre a "Abin paralela", superou 2 milhões de visualizações no YouTube desde então.

Mais do que todas as transmissões juntas da série "Conversa com o presidente" de Lula, um programa pensado para ser semanal, mas que foi ao ar pela última vez em 19 de dezembro.

O exemplo é simbólico de como, após um ano de governo, Lula e seus aliados não alcançaram o bolsonarismo em termos de engajamento online, um importante desafio, inclusive para as eleições municipais de 2024.

Para o professor associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Arthur Ituassu, que analisa compartilhamentos, comentários e interações de políticos em redes sociais, o cenário é claro: "Em qualquer métrica, a preponderância de políticos da direita radical em relação aos outros políticos brasileiros nas redes sociais é bem nítida".

O efeito disso pôde ser visto, na prática, em 8 de janeiro passado. Lula organizou uma cerimônia com a intenção de "lembrar que houve tentativa de golpe" quando simpatizantes de Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, um ano antes.

Mas, nas redes sociais, muitos dos conteúdos com maior engajamento negavam o teor golpista dos atos.

No mesmo dia, das 25 publicações mais compartilhadas no X (antigo Twitter) sobre o tema, 20 vinham de contas de apoiadores de Jair Bolsonaro, segundo levantamento da consultoria Bites para o jornal O Globo.

- 'Acertos tímidos' -

Esse protagonismo digital pode ser valioso no Brasil, terceiro país que mais consome redes sociais no mundo, segundo pesquisa da empresa de análise de audiências Comscore.

E o governo parece reconhecer isso. Em janeiro deste ano, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência lançou um edital de R$ 197 milhões para contratar empresas que passarão a cuidar da comunicação digital do Executivo.

Mas, em 2023, os acertos nessa área foram "tímidos", aponta Viktor Chagas, professor associado do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

"Diferentemente do que ocorria com as lives de Bolsonaro, Lula não usa esses programas para pautar os meios de comunicação, e não estimula suas bases para participarem de um diálogo", explica.

E, com o a saída de Flávio Dino do Ministério da Justiça para o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo perde um bom jogador, como reconhece o ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta.

"No governo cada um vai ter que se superar, melhorar, ter mais engajamento", aponta à AFP. "Não temos um Maradona, um Pelé para colocar no lugar do Dino".

- 'Censura' -

Mesmo assim, o ministro avalia que o campo de batalha digital está "equilibrado". A direita pode ter um número maior de ativistas online com "grandes engajamentos", "mas nós temos uma rede maior, com pessoas de menor engajamento", defende.

Segundo ele, a força da direita se explica em grande parte pela disseminação de conteúdos falsos: eles fizeram das plataformas um "território da impunidade, onde as mentiras, as fake news e a desinformação ganham muito terreno".

Diante das acusações de "fake news", o campo bolsonarista costuma alegar "censura", "perseguição" e até "ditadura", como fizeram quando o ex-presidente se tornou inelegível por oito anos por difundir informações falsas sobre o sistema eleitoral em uma reunião transmitida ao vivo na internet.

Mas há outro motivo para o destaque da direita nas redes sociais, coincidem os especialistas: o tipo de linguagem.

"Sua mensagem é muito mais adaptável ao cotidiano, ela apela mais diretamente ao cidadão comum", opina Viktor Chagas, da UFF.

"Uma brutal simplificação dos problemas, dos discursos" faz com que "essas mensagens sejam mais impactantes, mobilizem mais", enfatiza Victor Piaia, professor da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da Fundação Getúlio Vargas (FGV ECMI).

A alguns meses das eleições municipais, essa mobilização pode fazer a diferença, destaca Piaia: "As redes sem dúvida têm papel central".

(S.G.Stein--BBZ)