Berliner Boersenzeitung - Governador argentino é questionado por 'bukelizar' combate ao tráfico de drogas

EUR -
AED 4.133881
AFN 73.166229
ALL 90.907398
AMD 406.333069
ANG 2.014639
AOA 1033.329751
ARS 1741.885087
AUD 1.603761
AWG 2.026137
AZN 1.905196
BAM 1.955959
BBD 2.266784
BDT 140.121404
BGN 1.967414
BHD 0.424938
BIF 3362.873681
BMD 1.125632
BND 1.438717
BOB 13.646111
BRL 6.146512
BSD 1.125492
BTN 106.458664
BWP 15.452258
BYN 3.358273
BYR 22062.379507
BZD 2.263584
CAD 1.570639
CDF 2605.837355
CHF 0.916506
CLF 0.027614
CLP 1086.797613
CNY 7.511959
CNH 7.505611
COP 3635.114713
CRC 511.257505
CUC 1.125632
CUP 27.011198
CVE 110.273974
CZK 24.280493
DJF 200.416311
DKK 7.4747
DOP 67.587602
DZD 152.929391
EGP 61.588941
ERN 16.884474
ETB 184.725477
FJD 2.522259
FKP 0.838898
GBP 0.834493
GEL 2.919121
GGP 0.838898
GHS 13.095066
GIP 0.838898
GMD 83.296744
GNF 9969.855664
GTQ 8.6007
GYD 235.809191
HKD 8.829347
HNL 30.250402
HRK 7.619412
HTG 147.45069
HUF 362.32112
IDR 20358.285817
ILS 3.55013
IMP 0.838898
INR 106.132315
IQD 1706.238859
IRR 2120024.132787
ISK 136.617863
JEP 0.838898
JMD 178.401651
JOD 0.79805
JPY 177.740581
KES 146.26468
KGS 98.436235
KHR 4576.331781
KMF 496.403485
KPW 1013.068403
KRW 1512.837264
KWD 0.349767
KYD 0.937876
KZT 508.681398
LAK 25339.062174
LBP 100785.502248
LKR 374.500478
LRD 191.325571
LSL 18.526008
LTL 3.323698
LVL 0.680883
LYD 7.216587
MAD 10.994295
MDL 20.185643
MGA 5083.413705
MKD 61.566419
MMK 2363.287007
MNT 4050.120666
MOP 9.09454
MRU 45.782133
MUR 53.006364
MVR 17.396676
MWK 1951.558824
MXN 20.881249
MYR 4.558699
MZN 71.938987
NAD 18.526008
NGN 1514.873748
NIO 41.41337
NOK 10.458637
NPR 170.339159
NZD 1.992103
OMR 0.432813
PAB 1.125592
PEN 3.884616
PGK 5.050523
PHP 71.054932
PKR 311.332237
PLN 4.386153
PYG 6824.555404
QAR 4.103234
RON 5.341688
RSD 117.645399
RUB 92.082022
RWF 1656.142139
SAR 4.228254
SBD 9.063268
SCR 15.64479
SDG 677.06986
SEK 10.922194
SGD 1.437201
SHP 0.839209
SLE 25.788026
SLL 23603.936944
SOS 643.278069
SRD 42.283214
STD 23298.301634
STN 24.502538
SVC 9.847801
SYP 14635.461806
SZL 18.516507
THB 37.64448
TJS 10.382445
TMT 3.950967
TND 3.354373
TOP 2.71025
TRY 56.334595
TTD 7.629621
TWD 37.105339
TZS 2982.921461
UAH 51.253971
UGX 4620.376021
USD 1.125632
UYU 45.253683
UZS 13382.089077
VES 1001.853327
VND 28933.797655
VUV 134.481828
WST 3.128478
XAF 655.957
XAG 0.02116
XAU 0.000272037897
XCD 3.042075
XCG 2.028365
XDR 0.79588
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 265.846025
ZAR 18.383828
ZMK 10132.038925
ZMW 22.825858
ZWL 362.452918
SSP 6467.839639
MXV 2.350424
Governador argentino é questionado por 'bukelizar' combate ao tráfico de drogas
Governador argentino é questionado por 'bukelizar' combate ao tráfico de drogas / foto: Handout - Santa Fe's Government/AFP

Governador argentino é questionado por 'bukelizar' combate ao tráfico de drogas

Os assassinatos à queima-roupa de dois taxistas em Rosário, cidade com a maior taxa de homicídios na Argentina, são o mais recente episódio de uma série de ataques de narcotraficantes que têm como alvo um governador questionado por "bukelizar" a segurança pública.

Tamanho do texto:

Em dois meses de gestão, Maximiliano Pullaro, o governador da província de Santa Fé (centro), onde fica a cidade de Rosário, recebeu 25 ameaças que atribui ao endurecimento das condições de detenção dos presos de alto perfil.

Pullaro busca concluir a construção de uma prisão de segurança máxima e, entre outras coisas, na terça-feira (5), divulgou imagens de presos em um estilo que políticos e acadêmicos acusam de ser uma cópia do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

"Quanto mais se intrometerem conosco, pior será para eles", advertiu aos chefes do tráfico o ministro de Segurança local, Pablo Cococcioni, garantindo que, quando a prisão de alta segurança estiver concluída, "não poderão nem piscar".

- Retaliações -

Com 1,3 milhão de habitantes e terceira maior cidade argentina, Rosario é o principal porto do país e, segundo especialistas, tornou-se, através da hidrovia no rio Paraná, um ponto privilegiado para a saída de drogas de Bolívia, Brasil e Paraguai para a Europa e a Ásia.

A cidade tem a pior taxa de homicídios do país: 22 por 100.000 habitantes, cinco vezes maior que a média nacional.

O fenômeno da delinquência colocou em foco o funcionamento das prisões, de onde os líderes de organizações criminosas ordenam ataques armados.

Na noite de terça, um taxista foi alvejado com nove tiros em seu carro. Na quarta, outro foi assassinado com um tiro na cabeça. O sindicato relaciona essas mortes a retaliações pela divulgação de imagens de revistas prisionais e um grupo de taxistas se manifesta nesta quinta-feira em frente à sede do governo.

Na terça-feira à tarde, as autoridades divulgaram fotos e vídeos de presidiários de cuecas, agachados e enfileirados, imagens acompanhadas por música heavy metal.

Em outro incidente, em 2 de março, um ônibus com funcionários do Serviço Penitenciário foi alvo de nove disparos de um carro. Os agressores deixaram ainda uma mensagem intimidadora que não foi divulgada.

O presidente Javier Milei elogiou na sexta-feira passada o trabalho de Pullaro em Rosário e citou uma marcante redução de homicídios em janeiro e fevereiro em relação ao ano passado (60% segundo Milei, um número "exagerado" segundo verificadores de fatos do Chequeado).

- Alimentar uma identidade -

"Claramente, o motivo é uma reação à reorganização dos presos de alto perfil feita pela gestão atual", disse à AFP Franco Carbone, o promotor que investiga as ameaças às autoridades políticas.

"O objetivo é chamar a atenção, não apenas das autoridades, mas de cada pessoa que vive em Rosário, e gerar comoção pública", acrescentou.

De acordo com a Justiça, essa foi a intenção por trás dos tiros disparados no ano passado contra o estabelecimento comercial do sogro do astro do futebol Lionel Messi nessa cidade.

Esses "tiroteios" alteram a vida cotidiana das áreas mais desprotegidas de Rosário, onde prédios luxuosos contrastam com 175 assentamentos precários que carecem de serviços básicos.

"Até alguns anos atrás, este era um bairro tranquilo, agora não se pode sair à rua depois das 20 horas", contou Sonia, uma dona de casa de 57 anos que não quis dar seu sobrenome por medo.

Ela mora no bairro Tablada, a poucos metros de um "bunker", como são chamadas as residências dedicadas à venda de drogas a varejo, que está sendo demolido por decisão do Ministério da Segurança.

"O governo começou com uma lógica muito preocupante, que eu chamo de 'bukelização', porque a única coisa significativa que está fazendo (...) são cenas midiáticas", afirmou à AFP Enrique Font, professor de Criminologia da Universidade de Rosário.

"É contraproducente, porque o fenômeno que está sendo enfrentado é uma violência muito rústica e identitária. O pior que se pode fazer pelo Estado é alimentar essa identidade, usando-os politicamente, mostrando-os, porque a violência identitária quer esse reconhecimento", explicou o especialista, criticando que sejam fotografadas e filmadas as revistas e transferências.

O deputado local Carlos Del Frade, pesquisador do fenômeno da criminalidade, disse que a decisão do governo de divulgar as imagens "busca apenas gerar controle social com a desculpa de combater o narcotráfico".

O próprio Bukele, que iniciou uma cruzada contra as gangues em El Salvador, fez menção a Rosário após ser reeleito presidente.

"O problema da Argentina é (...) preocupante, especialmente em Rosário e em outras áreas, mas menor do que em El Salvador", afirmou, e acrescentou que as medidas a serem adotadas "não teriam que ser tão drásticas" quanto em seu país.

(K.Lüdke--BBZ)