Berliner Boersenzeitung - Sinjar em ruínas uma década após atrocidades do EI no Iraque

EUR -
AED 4.1039
AFN 71.518282
ALL 90.596933
AMD 402.732664
ANG 2.000029
AOA 1024.718441
ARS 1726.552642
AUD 1.624806
AWG 2.014237
AZN 1.905291
BAM 1.949726
BBD 2.25317
BDT 139.335896
BGN 1.953146
BHD 0.422281
BIF 3343.154414
BMD 1.117469
BND 1.428131
BOB 13.507795
BRL 6.138144
BSD 1.118715
BTN 105.631594
BWP 15.326114
BYN 3.337796
BYR 21902.38266
BZD 2.24987
CAD 1.57139
CDF 2586.939653
CHF 0.914743
CLF 0.027788
CLP 1093.51018
CNY 7.47419
CNH 7.452761
COP 3622.587044
CRC 507.31491
CUC 1.117469
CUP 26.847994
CVE 109.919102
CZK 24.354329
DJF 199.209359
DKK 7.475339
DOP 67.180098
DZD 152.247158
EGP 60.143721
ERN 16.762028
ETB 183.605829
FJD 2.530004
FKP 0.828775
GBP 0.833827
GEL 2.910992
GGP 0.828775
GHS 13.049228
GIP 0.828775
GMD 83.254541
GNF 9908.906907
GTQ 8.549097
GYD 234.387663
HKD 8.757819
HNL 30.067056
HRK 7.564155
HTG 146.611915
HUF 364.211482
IDR 20227.241501
ILS 3.571767
IMP 0.828775
INR 104.968454
IQD 1695.901207
IRR 2113527.40639
ISK 136.78913
JEP 0.828775
JMD 177.435608
JOD 0.792281
JPY 176.900881
KES 145.181654
KGS 97.720161
KHR 4551.818712
KMF 492.803438
KPW 1005.721609
KRW 1517.879473
KWD 0.347309
KYD 0.932283
KZT 502.996153
LAK 25177.22187
LBP 100465.766297
LKR 371.906326
LRD 190.174953
LSL 18.332084
LTL 3.299594
LVL 0.675945
LYD 7.161688
MAD 10.901937
MDL 20.000703
MGA 5072.152212
MKD 61.554642
MMK 2346.631266
MNT 4025.090542
MOP 9.039456
MRU 45.19479
MUR 52.555195
MVR 17.270463
MWK 1939.839031
MXN 20.883218
MYR 4.535845
MZN 71.4175
NAD 18.332738
NGN 1505.218973
NIO 41.17081
NOK 10.504774
NPR 169.013921
NZD 2.015438
OMR 0.429658
PAB 1.118705
PEN 3.853295
PGK 5.096077
PHP 70.413971
PKR 309.398892
PLN 4.393992
PYG 6892.526188
QAR 4.089132
RON 5.341167
RSD 117.652691
RUB 91.464807
RWF 1647.851338
SAR 4.194588
SBD 8.997541
SCR 15.361079
SDG 672.159515
SEK 11.026587
SGD 1.431863
SHP 0.833123
SLE 25.601046
SLL 23432.76069
SOS 639.302518
SRD 41.968771
STD 23129.341854
STN 24.423689
SVC 9.788373
SYP 14529.325125
SZL 18.325742
THB 37.482088
TJS 10.31981
TMT 3.922314
TND 3.33341
TOP 2.690596
TRY 56.049651
TTD 7.576294
TWD 36.589831
TZS 2954.212401
UAH 50.816625
UGX 4524.862203
USD 1.117469
UYU 45.059415
UZS 13349.290541
VES 998.7587
VND 28587.63798
VUV 133.552417
WST 3.104903
XAF 655.957
XAG 0.021457
XAU 0.000274761437
XCD 3.020015
XCG 2.016101
XDR 0.790108
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.918097
ZAR 18.459473
ZMK 10058.569965
ZMW 22.681133
ZWL 359.824402
SSP 6420.075745
MXV 2.349444
Sinjar em ruínas uma década após atrocidades do EI no Iraque
Sinjar em ruínas uma década após atrocidades do EI no Iraque / foto: Safin HAMID - AFP

Sinjar em ruínas uma década após atrocidades do EI no Iraque

Quando Bassem Eido coloca os pés fora de sua casa em Sinjar, uma paisagem de escombros lhe recorda as atrocidades cometidas há uma década pelos jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) nesta região do norte do Iraque.

Tamanho do texto:

Em agosto de 2014 o EI invadiu as Montanhas Sinjar, historicamente ocupadas pela minoria yazidi no norte iraquiano, onde o grupo cometeu inúmeras atrocidades.

Embora as autoridades tenham declarado vitória desta etnia contra o grupo três anos depois, grande parte da região permanece em ruínas e poucas famílias yazidis retornaram.

"Das 80 famílias, apenas dez voltaram. Os outros dizem que ficaram sem casas, por isso não têm motivos para retornar", diz Bassem, que mora em Solagh, uma aldeia de Sinjar.

A paisagem é de desolação. Prédios desabados, canos enferrujados e ruínas invadidas pela vegetação. Alguns conseguiram reconstruir suas casas, outros estão acampados em barracas erguidas entre os escombros de suas propriedades.

"Como podemos ter paz em nossos corações? Nada nem ninguém nos fará esquecer o que aconteceu", diz o homem de 20 anos.

O EI considera os yazidis e sua religião monoteísta esotérica como "hereges". Milhares de homens desta etnia de língua curda foram massacrados, crianças foram recrutadas, e mulheres foram vendidas a jihadistas e forçadas à escravidão sexual.

Apesar dos horrores do passado, Bassem acompanhou o pai de volta à sua cidade natal. Com a ajuda de uma ONG, conseguiram restaurar sua casa, que havia sido incendiada.

A maioria dos habitantes não possui recursos para financiar as obras, explica ele, afirmando que se a região fosse reconstruída, "todos voltariam".

- Aguardando indenizações -

De acordo com um relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 183 mil pessoas originárias de Sinjar seguem deslocadas.

As autoridades iraquianas prometeram liberar fundos para acelerar as indenizações às vítimas de abusos jihadistas e reconstruir Sinjar. O governo estabeleceu o prazo até 30 de julho para fechar os últimos campos de deslocados, onde ainda vivem milhares de famílias yazidis.

Aldeias inteiras "continuam devastadas e a maioria das famílias não recebeu qualquer compensação", diz Nayef Sido, um funcionário local.

"Moradias seguras e habitáveis são essenciais, mas também são necessárias infraestruturas públicas, estradas, escolas e edifícios governamentais", afirma Feermena Kheder, consultora jurídica do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC).

Sua ONG fornece auxílio às famílias que ainda buscam uma compensação financeira, como é o caso de Hadla Kassem, de 40 anos, que perdeu 40 membros de sua família mortos por jihadistas e teve sua casa destruída.

Hoje, para obter a indenização a que tem direito, deve enfrentar a burocracia iraquiana.

As autoridades "não encontraram todas as valas comuns, os arquivos dos mártires não foram todos processados, os que vivem nos campos não retornaram. Precisamos de uma solução", declara Kassem.

- Disputa de poder -

Nos últimos anos, diversas atores disputam o poder desta região, o que dificulta o retorno à normalidade.

No final de 2020, o governo federal de Bagdá assinou um acordo com Erbil, capital do Curdistão autônomo, na esperança de aliviar as tensões e garantir a reconstrução. Mas as tensões persistem.

O Exército iraquiano, os ex-paramilitares de Hashd al Shaabi e os combatentes yazidi filiados aos rebeldes curdos turcos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) estão presentes nesta região.

"Cada parte quer mais controle", reconhece um responsável de segurança sob condição de anonimato.

Em 2022, os confrontos entre o Exército e os combatentes yazidis forçaram 10 mil pessoas a deixar Sinjar e algumas foram reassentados em campos.

"Em vez de se concentrar no encerramento dos campos, o governo deveria investir na segurança e reconstrução de Sinjar", estima Sarah Sanbar, pesquisadora da Human Rights Watch (HRW).

Bagdá e Erbil disputam o poder na área, mas "ninguém está disposto a assumir a responsabilidade", denuncia.

(Y.Yildiz--BBZ)