Berliner Boersenzeitung - Trump quer reunir Putin e Zelensky depois de cúpula do Alasca

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Trump quer reunir Putin e Zelensky depois de cúpula do Alasca
Trump quer reunir Putin e Zelensky depois de cúpula do Alasca / foto: Brendan Smialowski - AFP/Arquivos

Trump quer reunir Putin e Zelensky depois de cúpula do Alasca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (13) que quer organizar uma reunião com seus contrapartes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodimir Zelensky, "quase imediatamente" após a cúpula do Alasca com o líder do Kremlin para pôr fim à guerra na Ucrânia.

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Trump falou com jornalistas em Washington depois do que descreveu como uma "ligação muito boa" com dirigentes europeus.

"Podem ser alcançadas grandes coisas na primeira reunião, será um encontro muito importante, mas que prepara o terreno para uma segunda reunião", declarou o presidente americano.

Trump prevê reunir-se com Putin na sexta-feira, em uma base militar americana no Alasca, para tentar encontrar uma solução para a guerra que Moscou trava na Ucrânia há mais de três anos.

"Se a primeira correr bem, teremos uma segunda reunião rapidamente", declarou a jornalistas.

"Eu gostaria que fosse quase imediatamente, e teremos rapidamente uma segunda reunião entre o presidente Putin, o presidente Zelensky e eu, se eles quiserem que eu esteja presente", acrescentou.

No entanto, o presidente americano declarou que poderia cancelar a reunião, dependendo do resultado de seu encontro com Putin na sexta-feira.

O presidente ucraniano foi recebido em Berlim pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, para uma videoconferência com Donald Trump e os principais dirigentes europeus, da União Europeia e da Otan.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vê uma possibilidade "real" de cessar-fogo "graças ao trabalho do presidente" dos Estados Unidos.

Evacuações -

A reunião aconteceu um dia depois de as forças russas alcançarem seu maior avanço em 24 horas em mais de um ano, segundo dados do Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos Estados Unidos.

O Exército russo afirma ter conquistado mais de 110 km² em comparação com o dia anterior.

Como mostra do agravamento da situação, a Ucrânia ordenou nesta quarta-feira a evacuação de famílias de cerca de dez localidades do leste, onde as tropas russas avançaram rapidamente nos últimos dias.

Pelo menos três pessoas morreram no início da manhã desta quarta-feira devido a fogo de artilharia russa e ataques com drones no oblast (região administrativa) de Kherson (sul), segundo autoridades regionais.

Enquanto isso, a atividade diplomática é intensa desde o anúncio da cúpula em Anchorage, no Alasca.

Os europeus temem que o resultado seja desfavorável para a Ucrânia.

A Ucrânia "deve estar presente à mesa" durante as próximas reuniões, disse Friedrich Merz.

A Rússia exige que a Ucrânia ceda quatro oblasts parcialmente ocupados (Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson), além da Crimeia, anexada em 2014, e que renuncie ao fornecimento de armas ocidentais e à entrada na Otan.

Donald Trump previu uma "troca de territórios" num momento em que as tropas russas ocupam aproximadamente 20% da Ucrânia.

No entanto, também se manteve ambíguo sobre suas expectativas em relação a Putin. Disse que quer "sondar o terreno" na sexta-feira.

- "Nada muda" -

Zelensky descarta a retirada de zonas do leste da Ucrânia como parte de um acordo de paz.

Segundo Merz, a Ucrânia "está disposta a discutir questões territoriais", mas não o "reconhecimento legal" da ocupação russa de certas partes de seu território.

"As questões territoriais (...) só serão negociadas pelo presidente ucraniano", insistiu o presidente francês, Emmanuel Macron.

Segundo o chefe da Otan, Mark Rutte, "a bola agora está no campo de Putin".

Moscou, por sua vez, considerou essas consultas entre americanos e europeus "insignificantes".

Trump advertiu nesta quarta-feira que a Rússia enfrentaria "consequências muito graves" se não aceitasse pôr fim à guerra. Zelensky pede sanções.

Em Kramatorsk, uma cidade no leste da Ucrânia situada a cerca de 20 km da linha de frente, os soldados ucranianos pareciam resignados.

"Já houve muitíssimas negociações entre chefes de Estado, mas nada muda", declarou Dmytro, de 21 anos, à AFP.

(B.Hartmann--BBZ)