Berliner Boersenzeitung - Rodrigo Paz promete superar crise na Bolívia sem plano de ajuste severo

EUR -
AED 4.095102
AFN 72.480008
ALL 90.801688
AMD 402.807486
ANG 1.995737
AOA 1023.635334
ARS 1721.721299
AUD 1.61933
AWG 2.007127
AZN 1.900047
BAM 1.955836
BBD 2.250342
BDT 139.162586
BGN 1.948955
BHD 0.422108
BIF 3342.96213
BMD 1.115071
BND 1.431727
BOB 13.402249
BRL 6.138357
BSD 1.117321
BTN 104.873949
BWP 15.391286
BYN 3.345962
BYR 21855.38619
BZD 2.247142
CAD 1.573644
CDF 2586.964483
CHF 0.914162
CLF 0.027822
CLP 1094.980351
CNY 7.444774
CNH 7.438418
COP 3608.76707
CRC 506.709417
CUC 1.115071
CUP 26.815498
CVE 110.267049
CZK 24.346956
DJF 198.963698
DKK 7.480457
DOP 67.891262
DZD 151.940824
EGP 59.957114
ERN 16.726061
ETB 183.378708
FJD 2.526309
FKP 0.834974
GBP 0.834166
GEL 2.893653
GGP 0.834974
GHS 13.055243
GIP 0.834974
GMD 83.077063
GNF 9896.183924
GTQ 8.538159
GYD 234.234353
HKD 8.744429
HNL 30.029558
HRK 7.547925
HTG 146.432722
HUF 363.51345
IDR 20192.258205
ILS 3.552538
IMP 0.834974
INR 104.716854
IQD 1693.83148
IRR 2108992.359359
ISK 136.919964
JEP 0.834974
JMD 177.323296
JOD 0.790629
JPY 176.710877
KES 145.192698
KGS 97.510486
KHR 4552.084602
KMF 492.86165
KPW 1003.563608
KRW 1520.737678
KWD 0.346765
KYD 0.931217
KZT 500.809308
LAK 25136.46717
LBP 100053.859534
LKR 371.556906
LRD 189.94353
LSL 18.477643
LTL 3.292514
LVL 0.674496
LYD 7.150133
MAD 10.921803
MDL 19.971371
MGA 5077.094359
MKD 61.556144
MMK 2341.587311
MNT 4015.514918
MOP 9.019368
MRU 45.108838
MUR 52.442198
MVR 17.176258
MWK 1937.436008
MXN 20.766565
MYR 4.528864
MZN 71.257178
NAD 18.477643
NGN 1502.23485
NIO 41.120764
NOK 10.548462
NPR 167.798119
NZD 2.015128
OMR 0.428348
PAB 1.117421
PEN 3.848972
PGK 5.092095
PHP 70.369926
PKR 309.016043
PLN 4.399568
PYG 6984.129802
QAR 4.084276
RON 5.343646
RSD 117.622186
RUB 91.352798
RWF 1649.13065
SAR 4.188587
SBD 8.974739
SCR 15.358485
SDG 670.719139
SEK 11.033072
SGD 1.430306
SHP 0.835103
SLE 25.591287
SLL 23382.48045
SOS 638.511867
SRD 41.908265
STD 23079.712667
STN 24.500455
SVC 9.776182
SYP 14498.149201
SZL 18.471343
THB 37.411034
TJS 10.307092
TMT 3.902748
TND 3.343362
TOP 2.684822
TRY 55.9111
TTD 7.577141
TWD 36.546782
TZS 2952.454872
UAH 50.616941
UGX 4570.084937
USD 1.115071
UYU 44.950835
UZS 13332.247784
VES 999.456181
VND 28526.296796
VUV 132.393741
WST 3.108622
XAF 655.957
XAG 0.021465
XAU 0.000274244363
XCD 3.013535
XCG 2.013637
XDR 0.788413
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.853652
ZAR 18.420333
ZMK 10036.978597
ZMW 22.703422
ZWL 359.052318
SSP 6406.340367
MXV 2.33632
Rodrigo Paz promete superar crise na Bolívia sem plano de ajuste severo
Rodrigo Paz promete superar crise na Bolívia sem plano de ajuste severo / foto: Aizar RALDES - AFP

Rodrigo Paz promete superar crise na Bolívia sem plano de ajuste severo

A Bolívia não terá um ajuste severo para sair da crise econômica, mas sim um período progressivo de estabilização, afirma o candidato à presidência de centro-direita Rodrigo Paz em entrevista à AFP.

Tamanho do texto:

O senador, de 57 anos, estabelece diferença com uma receita menos radical do que a proposta por seu rival de extrema direita Jorge Quiroga.

Ambos disputarão o segundo turno em 19 de outubro para definir o próximo presidente deste país de 11,3 milhões de habitantes.

Paz promete aplicar o "capitalismo popular" nesta nação rica em gás e recursos de lítio, mas com 85% de informalidade laboral.

A Bolívia enfrenta uma árdua crise econômica, com uma inflação que chegou a 25% na comparação anual em julho.

O governo estatista de esquerda mantém uma onerosa política de subsídios aos combustíveis que quase esgotou as reservas de dólares. A falta de divisas provocou a disparada de uma taxa de câmbio paralela que duplica o valor oficial imposto pelo governo.

Diante do colapso, o Movimento Ao Socialismo (MAS) deixará o poder após 20 anos.

Pergunta: Como a Bolívia sairá da crise?

Resposta: Primeiro, reduzir o déficit (fiscal). Segundo: transparência em relação ao dólar, colocando-o onde deve estar. Terceiro: o banco central não deve ser o caixa pequeno do governo; ele deve ter uma gestão monetária clara. Quarto: é necessário um fundo, para o câmbio do dólar, para a estabilização (...).

Estamos cortando o subsídio (...). Cerca de 1.200 são normalmente gastos com corrupção e contrabando, então vamos cortar (esse valor). Por outro lado, os gastos supérfluos (...) de cerca de 1.300.

Isso representa pouco mais de 60% do déficit (fiscal). Com ações específicas, podemos gerar um processo de alívio da pressão inflacionária (...).

P: Como a sua proposta difere da de Quiroga?

R: A principal diferença é que eu não sou um candidato que está no cargo há seis meses, que chega no final e diz "Quero ser presidente" (...). Estávamos trabalhando em um projeto político (...).

Tentamos trabalhar com a informalidade primeiro (...) em resposta às propostas que nos foram dadas enquanto viajávamos pelo país: "Reduzam os impostos, reduzam as tarifas, fechem a alfândega corrupta."

P: Prevê um choque econômico?

R: Acho que vai ser uma transição. Haverá um processo de estabilização; não chamamos isso de ajuste. É estabilização. Acho que as pessoas vão entender (...). Entramos com uma margem de confiança.

As pessoas entendem (...), elas não aceitam, como disse outro candidato (Quiroga), que "vamos pegar um empréstimo do Fundo Monetário Internacional". As pessoas dizem: "Vamos primeiro colocar a casa em ordem, ver o que está faltando e depois conversar com o Fundo".

P: O que fará com o gás?

R: Haverá uma mudança fundamental na política ambiental e na política energética (...).

Mas, pelos próximos 20 anos, a Bolívia terá uma dependência energética do gás. Precisamos continuar explorando reservatórios para garantir essa transição para novas fontes de energia no futuro.

P: O que vai acontecer com os contratos de lítio assinados com empresas da China e da Rússia?

R: Uma nova lei de 'evaporitos' (recursos) é necessária. Esses contratos precisam ser revistos. Eles não foram aprovados no Parlamento (...). Ninguém os conhece.

Embora tenhamos a primeira bancada (de parlamentares), se não houver clareza e transparência na comunicação com o povo da Bolívia, será muito difícil que sejam aprovados.

P: Seu governo prenderá Evo Morales (acusado de supostamente abusar sexualmente de uma menor enquanto era presidente)?

R: A Justiça deve conduzir os processos. O meu compromisso é não interferir. Vamos fazer uma reforma profunda do sistema judicial. Embora o foco em Evo esteja voltado para a esfera política, hoje seis em cada dez pessoas presas estão em prisão preventiva (...).

As condições de Evo serão respeitadas com base em uma norma do sistema judicial e serão aplicadas com todo o rigor.

P: Apoiaria uma operação dos Estados Unidos para derrubar Nicolás Maduro, como ele teme?

R: Não aceito a Venezuela como está hoje, com seu modelo que não é democrático. É uma ditadura e não vou mudar de ideia sobre isso (...).

Não compartilho da opinião de ações desse tipo, mas se isso ajudar a Venezuela a recuperar sua democracia, só posso apoiar qualquer coisa que mude a vida dos venezuelanos.

(H.Schneide--BBZ)