Berliner Boersenzeitung - Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito

EUR -
AED 4.326058
AFN 77.139899
ALL 96.549397
AMD 445.222644
ANG 2.10837
AOA 1079.46412
ARS 1698.693815
AUD 1.696726
AWG 2.120054
AZN 1.991648
BAM 1.953756
BBD 2.372917
BDT 144.08925
BGN 1.977975
BHD 0.444005
BIF 3486.310929
BMD 1.177808
BND 1.50053
BOB 8.140518
BRL 6.211168
BSD 1.178167
BTN 106.473605
BWP 15.597747
BYN 3.374769
BYR 23085.03183
BZD 2.369421
CAD 1.613214
CDF 2626.511201
CHF 0.916676
CLF 0.025853
CLP 1020.817577
CNY 8.171689
CNH 8.173762
COP 4350.232911
CRC 584.088911
CUC 1.177808
CUP 31.211905
CVE 110.507883
CZK 24.258172
DJF 209.319869
DKK 7.46659
DOP 74.352211
DZD 153.163736
EGP 55.196195
ERN 17.667116
ETB 183.5728
FJD 2.606429
FKP 0.862372
GBP 0.870123
GEL 3.168063
GGP 0.862372
GHS 12.926468
GIP 0.862372
GMD 86.565372
GNF 10317.595829
GTQ 9.036546
GYD 246.482124
HKD 9.204037
HNL 31.120441
HRK 7.531959
HTG 154.558297
HUF 379.805904
IDR 19869.086669
ILS 3.674695
IMP 0.862372
INR 106.344965
IQD 1543.38527
IRR 49615.151504
ISK 144.799462
JEP 0.862372
JMD 184.267215
JOD 0.835086
JPY 184.980006
KES 151.93744
KGS 102.99914
KHR 4755.045332
KMF 491.146061
KPW 1060.062311
KRW 1730.806135
KWD 0.362105
KYD 0.981819
KZT 581.062078
LAK 25322.506925
LBP 105507.31126
LKR 364.588558
LRD 219.141892
LSL 19.033287
LTL 3.47776
LVL 0.712444
LYD 7.463192
MAD 10.813487
MDL 20.022137
MGA 5212.546496
MKD 61.579789
MMK 2473.140934
MNT 4203.780708
MOP 9.481064
MRU 46.995832
MUR 54.226305
MVR 18.208707
MWK 2042.862703
MXN 20.569647
MYR 4.648834
MZN 75.097215
NAD 19.033287
NGN 1609.510075
NIO 43.354641
NOK 11.5385
NPR 170.357767
NZD 1.976408
OMR 0.452871
PAB 1.178177
PEN 3.960257
PGK 5.121642
PHP 69.236319
PKR 329.876375
PLN 4.224973
PYG 7779.860505
QAR 4.293908
RON 5.093072
RSD 117.368304
RUB 90.396418
RWF 1719.581228
SAR 4.416898
SBD 9.498604
SCR 15.920008
SDG 708.45608
SEK 10.670308
SGD 1.501946
SHP 0.883661
SLE 28.914899
SLL 24698.038676
SOS 672.096835
SRD 44.603273
STD 24378.242367
STN 24.474394
SVC 10.308215
SYP 13026.052983
SZL 19.024177
THB 37.451938
TJS 11.027263
TMT 4.128216
TND 3.413828
TOP 2.835878
TRY 51.277982
TTD 7.977654
TWD 37.306474
TZS 3044.633176
UAH 50.838711
UGX 4205.59999
USD 1.177808
UYU 45.462436
UZS 14450.881107
VES 445.192896
VND 30570.000059
VUV 140.969068
WST 3.21111
XAF 655.302006
XAG 0.015944
XAU 0.000245
XCD 3.183084
XCG 2.123288
XDR 0.813984
XOF 655.271438
XPF 119.331742
YER 280.701005
ZAR 19.144735
ZMK 10601.69265
ZMW 21.88429
ZWL 379.253614
Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito
Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito / foto: Khaled DESOUKI - AFP

Prisioneiros palestinos libertados por Israel, exilados e sob vigilância no Egito

Em vez de voltar para casa, 154 ex-prisioneiros palestinos libertados no marco de uma troca por reféns israelenses detidos em Gaza foram exilados para o Egito, onde permanecem confinados em um hotel sob rigorosa vigilância.

Tamanho do texto:

Todos haviam sido condenados por um tribunal militar israelense à prisão perpétua por assassinato, filiação a grupos palestinos proibidos por Israel e outros atos de violência.

Com a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza no início do mês, o grupo foi levado de ônibus ao Egito, onde as autoridades os hospedaram em um hotel cinco estrelas do qual não podem sair sem autorização.

“Ficamos separados de nossas famílias por 20 anos”, relata Murad Abu al Rub, de 45 anos, que passou duas décadas na prisão por assassinato e por pertencer a uma organização palestina proibida por Israel.

Agora ele vive sob vigilância rígida e em meio à incerteza, longe da cidade palestina de Jenin, onde nasceu.

“Nada mudou. Não posso ver minha mãe nem meus irmãos”, disse à uma equipe de jornalistas da AFP que conseguiu acessar o hotel.

Quando entrou em vigor o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 10 de outubro, o Hamas libertou 20 reféns israelenses em troca de quase 2.000 prisioneiros palestinos, a maioria dos quais voltou para Gaza e para a Cisjordânia.

Durante tréguas anteriores na guerra iniciada com o ataque do Hamas em outubro de 2023, milhares de outros prisioneiros palestinos foram libertados em trocas semelhantes.

A grande maioria dos condenados à prisão perpétua foi exilada para o Egito, país que mantém relações formais com Israel e desempenhou um papel central como mediador no conflito.

Grupos de direitos humanos criticam há tempos o uso de tribunais militares por Israel para julgar palestinos suspeitos de crimes de segurança, argumentando que esses processos não garantem um julgamento justo.

No Egito, os 154 ex-prisioneiros não são livres para circular. Eles não têm autorização de trabalho nem sabem o que acontecerá a seguir. O governo não fez nenhuma declaração oficial sobre sua situação.

“Nenhum país árabe quis nos receber”, contou Abu al Rub, preso pelo assassinato de quatro soldados israelenses em 2006 durante uma operação das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, movimento ligado à Autoridade Palestina.

- Passar de um mundo para outro -

Kamil Abu Hanish, que passou 22 anos em prisões israelenses, foi condenado por assassinato e por pertencer à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), segundo registros do Ministério da Justiça de Israel.

Ele descreve a libertação como “passar de um mundo a outro. De um de grilhões e portas fechadas a um de liberdade e espaços abertos”, afirmou.

Mas também relata que suas últimas horas sob custódia foram as mais duras. “Dezenas de prisioneiros foram amarrados uns aos outros. Tiveram os olhos vendados e foram obrigados a se ajoelhar. Depois, nos fizeram deitar de bruços”, contou.

Antes do ataque do Hamas em 7 de outubro, os prisioneiros podiam estudar, praticar esportes e participar de grupos de discussão diários, lembrou ele, recordando protestos e atos de resistência dos detentos para conquistar esses direitos.

“Jogávamos vôlei ou tênis de mesa, e tínhamos três sessões educativas por dia”, ressaltou.

“Mas, depois (de 7 de outubro) perdemos tudo”, destacou, explicando que canetas, papel, filmes, televisão e jornais foram proibidos.

“Tudo o que tínhamos, inclusive roupas e cobertores, foi confiscado. Dormíamos em camas de ferro”, descreveu.

Organizações palestinas, israelenses e internacionais de direitos humanos documentaram denúncias semelhantes de maus-tratos, mas Israel nega essas violações e afirma que seu sistema penitenciário opera dentro da lei.

Segundo a Autoridade Palestina, quase 11 mil palestinos continuam detidos em prisões israelenses por acusações relacionadas ao conflito israelense-palestino.

O Egito recebeu pela primeira vez 150 prisioneiros exilados em janeiro, e mais de oito meses depois a maioria ainda permanece no mesmo hotel, com o destino indefinido.

Hasan Abd Rabbo, do Clube dos Prisioneiros Palestinos, disse à AFP que os homens continuam no Egito com as despesas de hospedagem custeadas pelo Catar, enquanto prosseguem as negociações sobre seu reassentamento.

Ele afirmou que os possíveis destinos incluem Catar, Turquia, Paquistão e Malásia.

(Y.Berger--BBZ)